segunda-feira, 14 de junho de 2010

Series TV: "True Blood"... recapitular a 1T e a 2T (antes da 3T, tem de ser!)

É... antes de se começar a ver a estreada 3ª temporada da vibrante série "True Blood / Sangue Fresco", nada melhor que ver um video onde se recapitula rapidamente o essencial do que passou para trás nas duas temporadas anteriores.



Está é uma série muito boa mesmo e no meu entender merecia ser exibida no periodo de Outono/Inverno e não na silly season do Verão. Mesmo assim como é uma pedrada no charco (a par da "Weeds/Erva") ajuda a manter interessado por séries neste periodo em que se dá outra utilidade ao tempo. Por acaso, é nesta fase que se escoa o que anda por ver ou até mesmo começar outras que nunca se deu atenção.

E já que falo nas duas temporadas anteriores de "True Blood" tenho a dizer que adorei imenso a 1ª temporada.



A 1ª temporada acabou por ser mais orientada para um misterioso caso policial de componente sobrenatural numa terreola muito caricata. Resumindo acabou mais por ser uma excelente porta de entrada neste mundo, onde os humanos convivem com vampiros. Onde ambas as espécies até beneficiam uma da outra ilicitamente.

Tivemos uma vertente nova na abordagem ao mundo dos vampiros, onde estes podem passar sem o sangue humano desde que se alimentem de uma bebida sintética, a "Tru-Blood" que se vende em todo o lado e é servida em bares como se de uma mera cerveja se tratasse.

No entanto, a 1ª temporada não se dedicou exlusivamente a vampiros pois fez mais que isso ao nos ir apresentando mais cenários possíveis, não só á mitologia vampirica como também deixando referências de outras espécies msiteriosas. Duas delas fomos tendo contacto, os psiquicos (a Sookie, a personagem principal) e transmorfos (o Sam, que se transforma em animais)... e dito isto foi deixando aberta a possibilidade de existirem ainda mais seres e dos quis os humanos desconhecem.
Isto deu um diferente panorama ao género mas também fomos levados a companhar muitas personagens completamente disfuncionais, alguns muito saloios até (então a Sookie é de top neste caso), num curioso retrato de uma pequena sociedade onde existe de todos os tipos desde as diferentes orientações sexuais, aos oprimidos familiarmente, alcoólicos, viciados, tolos, os crentes no sobrenatural (houve até um momento de exorcismo incluído), etc. Em linhas gerais, esta é uma série da HBO, portanto mais para adultos, onde o sangue e a violência (verbal e física) estão muito presentes, lado a lado com uma acentuada componente sexual.


As personagens mais interessantes, na minha opinião, foram sempre a Tara (de lingua afiadissima -"You're such a bitch, bitch!") e o LaFayette (um inteligente e memorável gay com muito, mas muito, estilo, que rouba todas as cenas em que aparece), o óbvio Bill (um vampiro muito humano e com dilemas morais). Também importantes são o Sam, Jason e o Eric (vampiro "chefão" que está em crescendo de importância a cada temporada).


Por fim, mas não a última, a personagem principal (e a melhor) de toda a série, a Sookie (que tem poderes que digamos, se podem dizer telepáticos... mais ou menos).


Anna Paquim, faz de Sookie Stackhouse, e deu-nos uma maravilhosa personagem, numa riquissima interpretação que me faz imensas vezes questionar se há mais valor interpretativo no cinema (filmes) ou na TV (séries). Todos os seus trejeitos, o sotaque solista aliado á sua recriação de uma vulgar sopeira saloia duma isolada localidade do sul americano, são do melhor que a TV tem oferecido.
Nos primeiros episódios ficou-me marcado a sua deixa: "You must treat me like the lady i am!". Uma vulgar actriz, diria isto sem qualquer marca mas a Anna Paquim... ui... mostrou-se superlativa a todos os níveis e ao mesmo tempo polvilha um tom cómico muito agradável.


E isso conduziu-nos á 2ª temporada, onde tivemos a presença de uma maenad, que é espécie de deusa (uma nova criatura/personagem, que requer que lhe sejam prestados tributos através da provocação/libertação da libido ou violência nas "vitimas" -saber mais aqui por exemplo).

Esta personagem mitológica deu à série um novo tom e aura de ainda mais misteriosa do que já era mas "True Blood" não se ficou somente por aqui pois mais componentes ainda mais interessantes foram exploradas.

A 2ª temporada dotou-nos de espaço geográfico muito mais expandido. Travou-se finalmente contacto com outros vampiros de outras paragens, incluindo os vampiros citadinos e o seu estilo de vida cosmopolita num benvindo contraste com o normal regional e saloio. Muitas mais personagens foram acrescentadas, com grande destaque para o casal fundamentalista da organização religiosa anti-vampiros, que permitiu mostrar uma nova vertente heróica a Jason Stackhouse (irmão da Sookie).

Desfilaram situações de confronto entre uma facção dos humanos com princípios de moral-religiosa a erguerem-de contra os vampiros, tendo como trunfo capturado um poderoso e ancestral vampiro. Esta facção, a Irmandade do Sol, liderados pelo casal Newlin, tinha nela, Sarah, uma caricata e interessantíssima personagem (que a actriz Anna Camp interpretou radiosamente) pela qual mais uma vez Jason teve de prestar cuidados...


O referido trunfo, era o importante vampiro Godric, um dos mais antigos de todos (e o criador de Eric), que acabou por desenvolver um lado mais humano e reteve o seu vampirismo. Godric deu belos momentos à serie no curto tempo em que participou, que no momento em que este decide terminar literalmente a sua vida imortal nos deu aquele que foi o episódio com mais impacto e mais belo episódio da temporada.
Surgiu ainda a criadora de Bill, uma possessiva e problemática vampira e tivemos já perto do final, o surgimento da rainha dos vampiros.


Neste ponto, a actriz Evan Rachel Wood, deu um interpretação magistral às cenas da rainha, caprichosa e maníaca, recriando dos mais intrigantes momentos da 2T. Esta rainha deu para entender que tem os seus designios próprios e espera-se muito desta personagem na 3ªT.


Por fim, foi evidente a subida de valor e entusiasmo que trazia todas as situações da Jessica, a baby-vampire, que muito nos fez compreender que ser vampiro é bem mais triste e problemático do que parece, pois ao perder a sua humanidade (física e psicológica) ainda jovem e principalmente sem ter vivido a vida.

No meu entender, o ponto fraco da temporada acabou por ser a parte infindável da meanad, que arrastou-se demasiado para tão pouco que tinha a oferecer.

Com tudo isto e os indicios de existirem lobisomens (que esperamos ter contacto nesta 3ª temporada como se pode ver no video de aperitivo à 3ªT), tornam a nova temporada como um dos actuais TV Shows mais cativantes da época.

Lobisomem?

2 comentários:

Bruno Duarte disse...

Acho que tenho de começar a ver esta série que agora fiquei interessado.

Abraço.
http://vidadosmeusfilmes.blogspot.com/

ArmPauloFerreira disse...

É das melhores da actualidade. Juntamente com Mad Men e algumas mais (como foram Lost e a BSGalalactica 2003) suplantam muita da produção de cinema.