segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ideias: Apple na arte de Leo Caillard... as fotografias Art Game

O fotógrafo francês, Leo Caillard, com o auxilio de Antoine Moirot, um mestre no 3D, desenvolveram duas sessões artísticas muito curiosas, a "Art Game" e a "War game" (clicar para ver artigo do TrendLand com as duas propostas).

Despertou-me mais os resultados da "Art Game", cujas fotos apresento no artigo e que são a instalação da Apple (os seus produtos e o software) cruzados com os elementos expostos num museu.

As notificações do iOS e a doca do Mac OS X, fazem da gigante pintura uma colossal imagem desktop, em modo mirror desde o portátil (ao lado estará outro utilizador com Mac OS X 10.5;


As molduras das pinturas (vistas como paineis em slideshow) numa aplicação comandado num iPad via wireless;


Humm... os quadros expostos em modo coverflow (tal como no iTunes por ex), a interagirem aos toques no iPod;


Hélás... o museu estará vivo?

Brilhante o resultado!

Descoberto no "Bitaites", o blog de Marco Santos.

domingo, 10 de abril de 2011

Cine-critica: Afterschool (2008)

Afterschool / Depois das aulas
(2008)


Realizador: Antonio Campos
Com: Ezra Miller, Jeremy Allen White, Emory Cohen...


Este filme conta-nos o impacto e os dilemas de alguns dos alunos de uma escola onde se abateu uma tragédia que viria a deixar marcas em todos. Lida igualmente com o que acarreta ser popular e dar-se com os mais populares, colocando o dedo em muitos dos problemas que não são evidentes à superfície. Os bem comportados a serem corrompidos pelos que permanecem à margem dentro do circuito escolar.

Decorre pela perspectiva de um dos jovens, Robert, um bom rapaz, inteligente, culto (geek) e também um apaixonado videasta, com o habito de estar sempre a filmar o que o rodeia. Tem uma tal relação com as imagens que chega ao ponto de tal distanciamento indiferente do que vê, desde o que filma, presencia e assiste no computador (vídeos on-line, desde a violência à pornografia).


Partilha o quarto do liceu com um outro jovem bastante oposto a ele. No fundo, um jovem que é mais para o desordeiro, que se serve de esquemas para arranjar e vender drogas na escola, tendo como um dos targets os negócios com as adolescentes abastadas e populares (e assim até conseguir algum sexo). Este dealer para se safar de compromissos que não cumpre, levam-no a vender cocaína falsificada a duas irmãs.
Deambulando pelo colégio, num dos seus momentos de filmagens, ele é surpreendido com as duas a clamarem por ajuda. Ambas estão em agonia com uma brutal overdose de coca adulterada. No entanto, em vez de ajudar, fica petrificado e continua a filmar até as duas sucumbirem fatalmente.

"Afterschool" é um filme que também se assume voyerista do mundo destes jovens. Faz por ser um retrato imensamente realista de como vivem e existem hoje certas crianças e jovens nos dias de hoje. Realístico, cru, ostentativo mas sem artifícios, onde a visão dramática que nos oferece nos faz ficar entre várias partes que não se parecem interligar (filhos, pais, instituição de ensino). Como se os pais tivessem se imiscuído deles, por não mais saberem como lidar com o mundo em que eles hoje vivem. Os professores são agentes distanciados por também não verem mais para lá da "pessoa académica" e o espaço da instituição é um igualmente vazio de identificação, constituindo-se mais como um local de labirintos e patamares físicos mas não um lar. Tudo isso até a tragédia se abater...

Esta tragédia assola-se visceralmente pela instituição e transtorna-a. Há em muitos os sentimentos de culpa do sucedido. Uns directamente, outros pela fomentação generalizada dos hábitos e por fim as tais partes que não sabem já como fazer perante estes novos indivíduos. Ainda para mais no embate da instituição perante os pais a quem assolou a tragédia.

Por Robert ter filmado a cena, e lidar com video, é lhe pedido pela direcção da escola que faça um video sobre as duas irmãs gémeas mortas. Um video que lhes seja uma homenagem para que seja apresentado aos pais.
Há um diálogo nestas sessões em que ele produz o video com o director da escola, que lhe diz que o que ele fez não tem qualidade nenhuma. É parado e nem sequer ele usa música para dar mais efeito. No fundo, este momento é comparativo a todo o filme pois também não há aqui qualquer banda-sonora ao longo do filme. Todo o filme é também lento, hipnotizante, que progressivamente vai reforçando o drama dos conflitos que estão no cerne deste filme.

O realizador António campos, realiza aqui uma verdadeira obra-prima e este é ainda o seu primeiro e único filme, onde evidencia métodos em linha com o cinema de Stanley Kubrik mas não só, pois recordar-me-ia igualmente de Gus van Sant pelo ambiente também documental. Acredito que devido a não recorrer a artifícios de entretenimento, poderá não ser aliciante... mas recomendo a descoberta. Está aqui um grande filme e deveras pertinente.


Classificação:
8/10
Muito Bom

sábado, 9 de abril de 2011

tvPRIME #6... revista on-line Abril'11

Já se encontra disponível a web-revista tvPRIME





"Entramos em Abril com toda a força, ou não fosse THOR o homem-Deus da capa. No quarto mês de 2011 falamos das séries que poderá ver agora em Portugal, mas também o que está a fazer furor nos EUA.

E para poderem desfrutar de forma totalmente gratuita, basta clicar aqui (PDF)
Boa leitura!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

FCPortices: Até os comemos, carago!

Até os comemos, carago!
Agora até na Europa... ah pois é e mai'nada.

(Há falta de melhor... esta ilustração do grande Henricartoon também serve. Eh, eh, eh!)

A eliminatória na Liga Europa fica assim garantida para o FC Porto com este potente resultado: 5-1.
5 golos, com hat-trick do Falcão! Tudo isto em fases finais da Liga Europa, é obra.


E grande Braga por ter conseguido aguentar-se, pois o empate ainda dá para sonharem gente.
Para terminar mais um animado cartoon do HenriCartoon.

(Não fui eu que o pintei, portanto... não se zanguem. Óraite?)

Magazine HD... Abril'11 nas bancas

Já se encontra nas bancas a revista Magazine HD


E desta vez é uma edição de gritos: "Gritos 4" está a chegar e é a capa desta nova edição!
Antevisões, rumores, críticas e um artigo muito especial com o carimbo Take Cinema Magazine.
Boas leituras... que a minha já cá canta!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Telepizza e Meo: parceria rende Menu Cinema com MeoCard de 5euro... fixe!

A Telepizza juntamente com o Meo, desenvolveram uma parceria, onde a escolha do "Menu Cinema" rende a oferta de um cartão Meo VideoClube Card com 5 euro para usar... fixe!
Puxa, que está bem pensado!

Imaginemos o que será criar uns serãos com amigos e/ou familia e saber que se pode contar com um filmezinho, onde até se pode deixar à escolha entre todos de qual filme ver... é zás!


Bem esgalhada esta promoção... contudo, é só para quem tem Meo.

Quem tiver ZON ou outro operador pode comer a pizza do referido menu mas não poderá disfrutar também da companhia de um aluguer no videoclube da Meo.

Mesmo assim é uma campanha muito interessante e que se somarmos as imensos pontos positivos e desenvolvimento tecnológico do serviço Meo... faz pensar duas vezes se devemos continuar a "manter" a ZON. A não ser que a ZON riposte e meta a Pizza Hut ao barulho e faça algo idêntico...

Revistas on-line: Linux magazine (BR)

Ora, nas bancas online existe crescentemente de tudo e esbarrei com a publicação brasileira:


Como obviamente se perceberá do título, dedica-se ao mundo do sistema operativo Linux e todas as suas variantes (ou distribuições), usos diversificados (desde os computadores ao Android, etc) e o mundo da tecnologia.
Não me diz muito em particular mas é sempre bom folhear as páginas. A revista tem edição fisica e paga, mas para chegar a mais público (promover a assinatura) pode ser vista on-line na versão Community Edition em PDF (e até o descarregar - cerca de 12Mb).

Linux Magazine: site e clicar para ver a edição Community Edition de Abril'11 em PDF

Fonte

HenriCartoon ilustra... o resgate do FMI num Portugal afundado

As ilustrações digitais do HenriCartoon, que não é nenhuma novidade por aqui neste blog, continua a ilustrar os factos do momento... sempre hilariante e com muito humor mordaz.

Este sobre o pedido da ajuda do FMI a Portugal está demais.



E Sócrates lá continua agarrado ao poder... com unhas e dentes!

E ainda dizem que é ajuda...


E ainda dizem que a vinda do FMI é uma ajuda...

Espreitando os casos da Grécia e Irlanda, vamos é ser conduzidos ao estado em que estes países se encontram.
Isto é muito preocupante, pois como Portugal não tem uma socio-economia que o fortaleça... vamos ter vários anos negros pela frente.

E a culpa de tudo isto ter chegado onde chegou, que é de toda a cambada que desgovernou Portugal durante a última década, desde os politicos aos "interesses", aos compadrios e por aí fora... Uma coisa sabemos a culpa vai morrer sozinha e os punidos serão as vitimas... ainda mais!


Balança desequilibrada...


O cenário nacional está cinzento... mas nos últimos tempos tenho assistido ao despontar de greves.
As greves são uma forma de se manisfestar contra as injustiças e pedir melhores condições perante uma situação desfavorável.
No entanto, a respeito de um artigo publicado no jornal SOL sobre a greve dos maquinistas da CP, (ver em "Há maquinistas que ganham 50 mil euros") parece que neste caso também também assistimos a uma greves onde os burgueses querem é afinal ainda mais...

"De acordo com a folha salarial da CP a que o SOL teve acesso, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros por ano.
«Só por se apresentar ao trabalho, cada maquinista recebe mais de seis euros por dia, devido ao subsídio de assiduidade».
«O tempo médio de escala dos maquinistas é de oito horas por dia, num total de 40 horas semanais. Mas, em média, o tempo de condução está entre as três e as quatro horas diárias»"

Portanto, trabalhar na CP é uma profissão de luxo! Foi uma conclusão a que se chegou no "Bancada de Imprensa" e acho que qualquer a reitera e já não falarmos dos escandalosos ordenados...
Quantos de nós não gostaríamos também de ter também um subsidio de 6€ só por comparecer ao trabalho?


Pois é... e depois o Estado e o (des)governo do Sócrates faz que não saiba onde ir buscar o dinheiro.
O novo riquismo em Portugal dos últimos anos, fez com que muitos estejam demasiado bem e precipitam outros para as dificuldades. No fundo, quando temos sectores empresariais a conquistarem excessivos lucros anualmente (normalmente ainda mais que no ano anterior) algo está errado e em cada vez maior desequilibrio.

Basta-nos constatar os resultados dos sectores chaves, na ordem das centenas de milhões de lucros: banca, combustíveis, energia, comunicações... fazendo com que o grosso do rendimento do país fique sempre nos mesmo donos (e de alguém esses enormes proveitos têm saído).
O Governo não tem neste momento falta de milhões de euros? Bastaria ficar com os lucros destes sectores e dar fim ás fundações e aos montes de empresas públicas obscuras que estaríamos bem melhor e nem haveria a crise política e orçamental do momento actual.

São os excessivamente favorecidos quem tem levado o país ao ponto a que ele chegou. Existem empregos milionários e quando as crises chegam não são esses quem a sente verdadeiramente. Eu penso que se auferissem ordenados na ordem de 3 ordenados minimos já seria bem bom. Mas vários milhares ou várias dezenas de milhares... é demais e ofensivo?

Há famílias, cujos ordenados juntos nem chegam a isso (a pelo menos uns 3 ordenados mínimos) e têm na mesma de conseguir viver e ter as suas coisinhas em dia. Gente que tendo o que têm, continuam a ter de enfrentar as contas de todos os meses, sem as regalias e luxos pagos (como nos empregos públicos e especialmente nos altos cargos), são normalmente os mais atacados pelas decisões governamentais. No fundo, é a classe laboral mais desfavorecida aquela que se vê sempre sujeita a aguentar com as decisões difíceis. São aqueles que não podem escapar das malhas do Estado social. São estes o nosso povo e ao qual pertenço.

Quando os politicos, notáveis da sociedade, comentadores e outros falam sobre o povo... sabemos bem que não pertencem a esse mesmo povo.
Aumentos do IVA, dos transportes, da gasolina, impostos por todo o lado... serão sempre mais sentidos por quem menos tem. Depois aliemos o facto de a sociedade nos orientar para termos certas coisas e serviços... porque no fundo hoje em dia a pobreza verdadeira é nada disso ter. Telemóveis, computadores, serviços tv, internet, vestuário, carro, a casa que é do banco ou alugada (com os compromissos inerentes: luz, gas, água), etc, etc...
É uma vida dificil e o pais está a descambar porque os desiquilibrios são cada vez maiores e recordemos sempre o símbolo da justiça: uma balança.

E ela está muito inclinada, criando um mundo cada vez mais imperfeito. O certo é que estamos todos na merda mas uns bem mais que os outros.
Eu e cada um que o diga por si...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Revistas on-line: Magnetica magazine + Hot magazine

Proliferam cada vez mais revistas on-line, gratuitas, sempre interesantes e portanto ficam aqui duas sugestões (clicar nos nomes):

- uma já muitas vezes aqui promovida, a webrevista de vertente cultural Magnetica magazine e altamente recomendada;


- a outra, a Hot magazine, que é uma estreia. É muito diversificada, bem disposta, a pensar num target masculino, apresentando imensa sensualidade nalgumas das suas páginas (nada de muito forte e sem ser explicito ou constrangedor). Contudo, a vertente HOT poderá desviar atenções aos variados artigos bastante interessantes, desde cinema, desportos, moda "masculina", veículos (até tem bicicletas), tecnologia, etc.
Muito interessante.

FCPortices: Hulk canta e encanta (Levaste 5 no...)

Hulk não só é um poderoso jogador como também canta (e encanta)... e o Porto Canal estava lá para o registar!

"Levaste cinco no Dragããão!"




"ooh! lampião,
levaste cinco no Dragão!
Nunca mais esqueces
essa grande humilhação
porque este ano
é o FC Porto campeão!"

Total Film Portugal... nova revista de cinema (mais uma)

Em época de crise ainda há quem deseje colocar em marcha novos projectos editoriais. Neste caso é uma edição nacional da muito popular revista sobre filmes e cinema, a Total Film, que ganha assim expressão em português neste Abril de 2011.


Vamos ver como corre esta... que me parece funcionar ao estilo Premiere (traduções, especiais da casa mãe em convivio com algumas rubricas feitas cá).
Que o sucesso a acompanhe!

Descobrir mais sobre a Total Film PT pelo Site ou pelo Facebook.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Electricista para a Luz... anuncio nos classificados!

Parece que está dificil arranjar um electricista lá para os lados da Luz e que saiba garantir que a mesma não vá abaixo quando eles perdem com o rival...
É que com "habilidosos" a coisa não fica garantida... e depois até se enganam a fazer a ligação e a rega desata a funcionar. Dá pena...


O anuncio do jornal foi descoberto no "Bancada de Imprensa"

Green Lantern (2011)... 4 minutos do filme vistos na WonderCon





Esta adaptação parece-me muito bem conseguida e melhor do que esperava. Arrisca imenso e apresenta novas ideias (tem lógica os fatos em CGI... pois é pura energia!) e consegue trazer um imaginário dificílimo e fantasioso duma boa maneira e imediatamente sacode-se de qualquer restrição imaginativa.
Vai dar que falar... e acredito que este vai deixar marcas profundas nos superhero-movies.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Campeões 2010-2011: Bibó Puorto, carago!!!

Ópá! Era mais que esperado o dia em que nos sagraríamos campeões nacionais mas melhor ainda foi ver isso acontecer no território do eterno rival.
Uma vitória sobre o SLBenfica por 2-1, que bem poderiam ter sido não apenas dois como 4 ou 5 golos (se tivéssemos mais sorte!).
Um outro facto saboroso é ver a que hoje é parece dia de imprensa portista... até os diários anti-FCP fizeram o seu melhor!


Campeões! Campeões, nós somos campeões!
Afinal, o Jesus já não é o milagreiro... e nem o árbitro a ajeitar o "tempo" foi suficiente para nos roubar mais um marco no nosso clube que era ser campeão nacional na Luz. É que assim os benfiquistas não podem dizer que não sabem quem é o campeão... se até foi na casa deles que o conseguimos!



Força Porto olé! Força Porto olé! Força Porto olééééé!
Ironicamente, num estádio que se chama da Luz, deixaram-nos às escuras! Que triste gente de tão mau perder.
Vejam só, mal termina o jogo deixam toda a gente às escuras. Que amadorismo sem respeito pelos outros profissionais e pelo público que lhes ajudou a encher a casa. Nem sequer lhes fica bem argumentarem que foi para pouparem custos, pois para esbanjar água à sorte já não houve problema. Vejam só, dois minutos depois de terminado o dérbi, apagaram as luzes no estádio e ligaram os sistema de rega... para não se verem os festejos azuis. Nem sequer respeitaram as televisões, que estavam a fazer a cobertura no local... tendo de improvisarem iluminação para apanharem alguma coisa. Era muito interessante se todos os clubes nacionais internacionais fizessem o mesmo ao "mouros" quando ganham na casa dos outros. São gente de baixo nível. E nem comento a decisão anti-desportiva, ao impedir dos cachecóis e das bandeiras... onde está o vosso fair-play? Nas trevas...



Campeões! Campeões, nós somos campeões!
O FC Porto fez um grande campeonato e disso não há dúvidas. Sempre sério e focado no objectivo. Jogos ganhos dentro das quatro linhas (e não como outros fo E de discursos normalmente humilde e sem enveredar por achincalhar a concorrência. Coisa que do lado oposto, já não digo o mesmo do comportamento do rival... afinal também se pode perder pela "boca". E até nisso ganhamos ao SLB, que começou a época dando a impressão que o campeonato já estava ganho... e até a Liga dos Campeões. E ainda há umas semanas atrás... o treinador fazia contas muito curiosas, contando já com a derrota azul na Luz (coitadinho!).



Campeões 2010-2011!
Os vermelhos estavam tão entusiamados com o momento que tinham há semanas atrás, que o Jorge Jesus até já nem se lembrava de quantas vitórias seguidas já tinham obtido (como se tivesse sido uma grande coisa por aí além). Em comparação, o nosso grande presidente Pinto da Costa, disse ontem no calor dos festejos que "também já não sabia quantos campeonatos nacionais conquistamos...".
Eh, eh, eh... sempre oportuno!


Toda a equipa está de parabéns, os jogadores e especialmente André Vilas-Boas, que se torna no mais jovem treinador nacional de sempre (no é mais um pormenor só digno dos grandes clubes do mundo).

Campeões! Campeões, nós somos campeões!
Bibó Puorto, carago!!!

Campeões 2010-2011: FC Porto, carago!!!

Campeões! Campeões! Nós somos campeões!





Campeões 2010-2011:
Bibó Puorto, carago!!!

domingo, 3 de abril de 2011

Cine-critica: An education (2009)

An Education
Uma Outra Educação
(2009)



Realização: Lone Scherfig
Com: Peter Sarsgaard, Carey Mulligan, Olivia Williams, Alfred Molina, Rosamund Pike, Emma Thompson...



Achei interessante o facto de existirem diversas forças a modelarem as razões que levam a se aceitar ou não um rumo de desenvolvimento e construção de uma pessoa. Neste caso, a fase decisiva do futuro de uma jovem, numa época em que por melhor equacione os factos, a sua condição feminina a confinará a muito pouco. E esta jovem de 16 anos pretende imenso, tal como os seus pais igualmente desejam. Continuar a estudar parece-lhe redutor quando entende que de pouco lhe servirá, pois o modelo em voga será ter um bom casamento e ficar em casa para apenas tratar do lar.


Na verdade, é dessa forma que os pais a vão orientando e a incitando à escolha de um bom pretendente, cuja conduta a possa bem sustentar. Facto que já ia sucedendo pois um aparente cavalheiro, mais maduro e experiente, a tem aliciado. Contudo, vai seduzindo-a para uma espécie de libertinagem, apresentando-lhe a possibilidade da boa vida glamourosa e dos vícios.
As correntes culturais são um forte atractivo para esta jovem culta e mais ainda o será, ao desfrutar dos prazeres de conviver com as elites artísticas, no entanto o que parece perfeito a coloca num caminho desviante.


As novas experiências despertam-lhe o contradizer dos valores educacionais, confrontando as suas professoras ao enaltecer os prazeres conquistados perante a vida enfadonha que a instituição a conduz.
No fundo essa é a tal outra educação, que transformam uma jovem ingénua (que nem sequer mentia) numa adulta precoce, onde nem sequer faltou ao "bon vivant" os exemplos com uma banana...

Um retrato realístico e bem edificado que, tal como na realidade, cedo se percebe que a vida dá muitas voltas e que a entrega a uma vida de ócio e facilitismo, escondem um preço a pagar. Este despertar de consciência fazem-na compreender os dilemas pessoais que despontam, principalmente por uma das suas professoras.


Muito bem interpretado, com especial destaque para Carey Mulligan e alguns secundários, especialmente a Olivia Williams que fez imenso com tão pouco.
Um grande filme, sóbrio com uma realização segura e eficaz. Apesar de aparentemente parecer simples, não é nada enfadonho e permite-se a despoletar algumas reflexões.

Altamente recomendado.

Classificação:
(7,5 ~) 8 /10

sábado, 2 de abril de 2011

Cine-critica: Nick and Norah's Infinite Playlist (2008)

O tema da juventude é sempre uma boa fonte para se criarem filmes com historias em redor do tema. Há montes deles e continuará sempre a haver milhentos mais. Contudo, aqueles que mais aprecio são os que ainda conseguem manter uma base de realidade. Detesto todos aqueles filmes (e séries) onde se retratam os jovens como se fossem já adultos bem sucedidos e já com altos cargos profissionais (anormalmente) muito ricos, vestidos bem demais, sempre em altas festas e dilemas quase a roçar as mafias criminosas - e em paralelo as gajas são anormalmente boas em excesso, produzidas demais impossivelmente, usam autênticas colecções de moda no dia-a-dia, uma existência com muita segurança na vida, etc...
Portanto, com tanta "evolução" assim exibida, torna-se difícil ainda se dizer que são filmes/series sobre a juventude ou a emulação de jovens a viver a vida de adultos.

Não quer dizer que não os veja mas aprecio mais aqueles onde uma pessoa comum se pode identificar pela normalidade ou as situações terem um significado mais de vida real.
Fica aqui um bom caso desses...


Nick and Norah's Infinite Playlist
(2008)



Realização: Peter Sollett
Com: Michael Cera, Kat Dennings, Aaron Yoo, Rafi Gavron, Ari Graynor, Alexis Dziena...


Sinopse (à minha maneira):
Temos um jovem muito comum e até desajeitado, ainda perdido de amores pela rapariga mais popular da escola (com quem já teve uma oportunidade... perdida) e sofre por a ver com outro. A sua maneira de expressar os sentimentos é oferecer-lhe CDs que grava com alinhamentos musicais a seu gosto, que ela desvaloriza tanto o acto como as canções da playlist.
Os CD's vão para o lixo... mas alguém os acaba por ouvir. Apesar de ser um nerd, não sabe que há quem lhe preste "outra" atenção...
Numa atitude para provocar ciúmes à "ex" dele, ela (Kat Dennings), beija o rapaz (M. Cera) e insurge-se como sendo a namorada e par da saída dessa noite, para o concerto secreto/surpresa da banda do momento na cidade, os "Where's Fluffy?"...





Ora bem...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Roger Waters ao vivo... o que disse a Blitz sobre os concertos "The Wall" em Portugal

Não me tinha esquecido que Roger Waters passou por Portugal a sua digressão "The Wall".... mas não tive tempo.


Mesmo assim para não deixar o facto em branco, deixo aqui excertos do que se disse no Blitz-online sobre os concertos de Roger Waters ("The Wall") em Portugal:

Roger Waters ao vivo no Pavilhão Atlântico, Lisboa

Foi grande e transversal, em termos geracionais, a romaria para assistir, ontem à noite, à primeira visita de Roger Waters a Portugal desde a atuação no Rock In Rio Lisboa, em 2006.
(...)
O espetáculo erigido em torno do duplo The Wall , sabem-nos os fãs mais dedicados e os ouvintes ocasionais, é grandioso: ao fim da primeira música há um avião - réplica de um Stuka, bombardeiro alemão da II Guerra - que sobrevoa a plateia despenhando-se contra o muro e aí se "incendiando" (impõe, confessamos, algum respeito); há uma produção de palco espantosa, cativante e imaculada, e há também uma noção assumida, por autores e espetadores, da importância do disco e do concerto na história do rock. O que mais surpreende, no meio de um espetáculo que se poderia temer megalómano, é então o ambiente quase familiar e acolhedor do serão, com pais e filhos em harmonia, entoando todas as letras e exultando, atentamente, com o foguetório que ia sendo disparado do palco-muro disposto a toda a largura do Atlântico.
(...)
Na base de tudo, porém, está a viagem quase psicanalítica de Roger Waters, e mesmo no meio de toda a pirotecnia isso transparece. Na frente do palco-muro, trajado de negro (lá atrás esconde-se a banda numerosa e cumpridora), Waters apresenta o seu "bebé", The Wall , com orgulho e "savoir faire", mas também com a fragilidade de quem se debate, perante milhares de estranhos e por vezes até sem a "muleta" do baixo, com fantasmas íntimos.
(...)
Por um lado uma gigantesca produção, com o muro a erguer-se durante o primeiro acto e a transfigurar-se no segundo, até à derradeira queda, o concerto The Wall é, ao mesmo tempo, a jornada interior de um homem alienado de um certo mundo e abrigado num outro, ora fantasioso ora distópico. Apesar da grande aclamação de "Another Brick In The Wall" (com as 15 crianças de uma associação cultural da Cova da Moura eufóricas em palco, a dançar e interagir com um dos bonecos de Gerard Scarfe), "Mother", "Comfortably Numb" ou "Run Like Hell", é complicado escolher os momentos altos de um espetáculo que flui com muita naturalidade e consegue ser tão impressionante, a nível visual, como tocante pelo seu conteúdo.

(...)


"Another Brick In The Wall, pt2" (21/03/11 - Pavilhão Atlântico)

(...)
O "ataque" aos sentidos, e ao coração, culmina na primeira interpelação de Waters ao público, simples e afável, lembrando os "inacreditáveis" 31 anos que se passaram sobre os primeiros concertos The Wall e apresentando a belíssima "Mother", na qual contracenou consigo mesmo, graças às imagens de uma atuação dos Pink Floyd em 1981 derramadas sobre o muro, em jeito de sombra. Foi um momento de grande intimismo - algo difícil de almejar a uma escala tão grande - e também de grande partilha, ampliada quando, à pergunta "Should I trust the government?", e a resposta se pintou garrida no muro: "No fucking way". Escusado será dizer que a multidão, com os nervos políticos em franja, se alvoroçou.
(...)
20 minutos mais tarde, o segundo ato, fortemente assente em ilusões de ótica que fazem o público crer no desmoronar do muro, quando os "tijolos" que o compõem se mantêm ainda firmes e hirtos, traz as muito aguardadas "Hey You", "Is There Anybody Out There?" ou "Bring The Boys Back Home", musicalmente épico e visualmente intenso, com fotografias de crianças desfavorecidas a comover a plateia. Invariavelmente atento e pouco dado a participações fora de tempo, o público português deixar-se-ia ainda conduzir por Waters no coro de "Comfortably Numb", maravilhar pelo anunciado porco insuflável e gritar o nome do seu herói ("Waters, Waters, Waters!") antes de este lhes dar permissão para, em "Run Like Hell", se "divertirem". Com jogos de palavras à volta do império iPod ("iRun", "iProfit", "iLose", ia-se lendo nas projeções) este foi um dos últimos "picos de corrente" do espetáculo, que terminou com toda a "equipa" na boca de cena - contámos 12 músicos, Roger Waters incluído - agradecendo a presença e a postura dos portugueses.
(...)


"Run Like Hell" (21/03/11 - Pavilhão Atlântico)




(...) No fim do concerto:
"Quando escrevi [este disco] as pessoas não o respeitaram da mesma forma", disse Waters na despedida. "Mas nestes anos todos muita coisa mudou e eu não podia estar mais feliz por estar aqui esta noite".


Realmente, deu pena não poder estar presente neste concerto de uma vida... mas a vida não o permitiu. Contudo, presterei a minha homenagem comprando um dia a edição CD/DVD destes concertos, para ir revivendo este mega-concerto de Roger Waters.

Blitz... de Abril'11 nas bancas (com re-edição do jornal BLITZ nº 1)

A edição da revista Blitz #58 para Abril'11, que conta ainda com a re-edição gratuita do jornal BLITZ nº 1 (publicado em novembro de 1984).



Muitos jornais Blitz comprei naqueles tempos... mas nem sempre fui pacifico com certas edições.

Desde os inicios de 90 que espreitava o jornal e foi depois, penso que em 1994, que passei também a ter as religiosas terças-feiras. Também tinha as minhas zangas com este semanário... Bastava um preferido artista ou banda (desses tempos) ser maltratado numa edição (à maneira jocosa de alguns pseudo-jornalista que o jornal tinha na altura) para eu andar semanas sem o comprar.
Este facto começou até pelos Pink Floyd, desde o lançamento do "The Division Bell" e que agudizaram muito mais, desde que vieram a Portugal, cuja edição do jornal foi toda a descascar na banda... e isso zangava-me logo.

Neste caso especifico, uma semana antes dos concertos em Alvalade, a promoção era, mais ou menos, sobre uns tipos reformados que tocavam porcaria... tiradas como "porcos e maus"... era mesmo jornalismo musical do pior e infantil, que faziam no jornal quando o aspecto musical não coincidia com os gostos de quem estava na redacção.
Curiosamente, hoje em dia, fazem-se valer dos grandes nomes da cena musical para vender a actual revista. Às vezes até lhes dedicam a capa e uns dignos extensos artigos... e Pink Floyd é um caso, que me lembro vivamente, mas faziam isso a muitas outras (Dire Straits, etc)...
(Agora que penso nisso, deveriam era reeditar essa edição vergonhosa... para todos verem como já foram!)

Mais tarde, o jornal passou a ser editado a cores e manteve-se ainda mais interessante (enquanto durou) e foi por essa altura quando o Jorge Mourinha, um grande critico de cinema que admiro, passou a ter a sua página de reviews aos filmes do momento.
Belos tempos...