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sábado, 18 de julho de 2009

Música da Semana: The Eagles, bem-vindos ao "Hotel"...

Desta vez a edição semanal musical vai ser dedicada à banda rock "The Eagles".

Não tenho muito a dizer sobre os álbuns deles, precisamente porque a banda teve com a canção "Hotel California", um super-mega-hit tão estrondoso mundialmente, que acaba a grande maioria por unicamente saber quem eles são por causa dessa mesma canção.

"Hotel California" é um daqueles clássicos incontornáveis mas como todos queremos sempre mais, o caminho há uns bons anos atrás foi facilitado com a edição da colectãnea "The Very Best Of The Eagles" (1994), que reune o essencial da banda.

"The Very Best Of The Eagles"

Neste registo, que recomendo fortemente, abrange a curta carreira de originais da banda (de 1972 a 1979), se pode notar que a banda oscila entre o rock de estrada (em temas como "Witchy Woman", "James Dean" ou "The Long Run"), o country-pop (como as "Take It Easy", "Peaceful Easy Feeling", "Doolin-Dalton", "Tequila Sunrise" ou "Lyin' Eyes" por exemplo) e as canções românticas.

Curiosamente, é principalmente pelas inúmeras (belas) baladas que a colectânea mais se torna interessante. São quase todas daquelas de fazer descer o coração ás cuecas, daquele género que cria um ambiente de as fazer arrear quase em modo automático. Reforçadas ainda com títulos mesmo muito sugestivos: "Best Of My Love", "I Can't Tell You Why", "Desperado", "One Of These Nights", "Take It To The Limit" e obviamente que teria de descambar num local, neste caso no "Hotel California".

A banda regressou em 1994 para dar concertos e voltar a reviver o reportório. Obviamente que foi neste periodo que foi lançadas a colectânea, que devido ao enorme sucesso saudosista se tornou um grande hit e obrigou a ser várias vezes re-editada e também lançaram um disco ao vivo pelo meio.


"Tequila Sunrise (ao vivo do "Hell Freezes Over" -1994)


Contudo, só em 2007 é que lançariam um álbum novo de originais, curiosamente 28 anos depois do "The Long Run" (1979) com o "Long Road Out of Eden", que tem até um título bem evocativo da demora com o termo "Long" ao mesmo tempo que é similar no nome com o anterior de originais.
Foi longa a espera mas diga-se de passagem que o novo registo emula todos os momentos do best of, pois soa muito semelhante.

Deixo-vos com um video ao vivo de "Hotel California", que sempre me impressionou por, além de ter uma rica manta de guitarras, ser esta canção fantástica cantada pelo baterista. É aliás, um baterista que canta várias e das melhores até. Quem diria...

Hotel California (ao vivo 1976)


sábado, 11 de julho de 2009

Música da Semana: Sonic Youth de regresso com "The Eternal" e mais sobre a banda

Os Sonic Youth têm um novo álbum, o "The Eternal" o seu 16º que foi recentemente lançado em Junho.



Video oficial de "Sacred Trickster" dos Sonic Youth em "The Eternal" (2009)
(esta faixa é também uma oferta gratis da banda -revejam neste artigo)

Não o ouvi todo ainda mas este "The Eternal", fez-me lembrar "Sister"/"Daydream Nation". A faixa promocional "Sacred Trickster" é mesmo espantosa e prova que apesar dos anos terem avançado a estranheza experimental deles continua e está magnifica.
Quando penso em Sonic Youth recordo imediatamente alguns dos seus álbuns iniciais impressionantes.
Sim: sonoramente impressionantes!
Na minha (ida) faceta alternativa, esta banda representava o máximo do género. Tinham um estilo experimental e arty, que despejavam sobre o punk e o psicadelismo que muito admirava. Ao mesmo tempo conseguiam honrar o legado de bandas magistrais como os The Velvet Underground, os Pink Floyd (da era Syd Barret) e outras bandas desses tempos, tornando-se os Sonic Youth contemporâneos dessa herança.
Faziam uso do ruido da guitarra (literalmente ruidos por vezes) de uma forma encantadora.
Marcaram a cena underground totalmente e tenho-os, eu e todo o mundo, como ícones da cena alternativa.

Recordo aqui alguns momentos marcantes desta banda e que muito rolaram no meu Walkman.
Nota: como não se arranjam videoclips, ficam aqui diversas actuações ao vivo...


Confusion Is Sex (com Kill Yr. Idols EP) (1983)
A magnifica faixa "Kill Yr. Idols" foi um marco underground. Foi o começo da banda nos discos... e que começo! Sabe a banda de garagem em fúria e a querer provar que merecem atenção (e todos demos, claro!). Perturbante por vezes, furioso muitas vezes, duro e rude quando tem de ser e brutalmente psicótico.
Ainda hoje acho perturbante escutar na voz pseudo-inocente e angelical de Kim Gordon na faixa "Protect Me You" em sintonia com todo aquele baixo poderoso e hipnotizante.

"Kill Yr. Idols" (live 1985)



Sister (1987)
O álbum que poderia ser a obra-prima se eles não tivessem feito a seguir outro, impossivelmente ainda melhor e mais completo. Um álbum de pura genialidade e criatividade. Para ouvir de novo faixas como "Schizophrenia", "Stereo Sanctity", "Pacific Coast Highway" e "Cotton Crown".

"Pacific Coast Highway" (live 2009)



Daydream Nation (1988)
Um complexo álbum duplo, e a obra-prima do experimentalismo da banda!
É quase injusto apontar apenas algumas faixas mas estas são para reter: "Teenage Riot", "Silver Rocket", "Eric's Trip", "Total Trash", "Rain King" e todo aquele final com meddleys e dispachos de fúria.
Soberbo, inteligente e marcante!

"Teenage Riot" (video com imagens da tour de 1991)



Dirty (1992)
Foi confundido na altura como mais um da cena grunge... mas depois de se o ouvir percebe-se bem porque transcende a cena da altura. Destaco as paredes sónicas contemplativas em "Theresa's Sound-World" ou "Drunken Butterfly", entre muitas outras muito boas que faziam recordar a genialidade do antigo "Sister".

"Theresa's Sound-World" (live 1992)



Depois daqui... ora bem... foi difícil acompanhar.
Há muito bom material deles que foram lançando e que dei atenção também mas o grunge (sim os Nirvana e afins) e a cena electrónica alternativa (trip-hop, drum'n'bass, bigbeat, etc) começou a dar frutos que desviaram o rumo...


sábado, 4 de julho de 2009

Música da Semana: o neo-psicadelismo dos Radiohead

Uma das bandas que muito respeito e aprecio são os Radiohead e a verdade é que, apesar de já os ter metido aqui no blog há uns tempos, ainda não havia aqui erguido um artigo só para eles.

Com tantos e tão bons álbuns que esta banda já editou, talvez seja correcto abordar um registo deles que tem um pouco de tudo:

"Radiohead: The Best Of" (2008)

Esta colectânea surgiu no mercado em várias edições, indo de CD-simples, ao CD-duplo até à edição em DVD com os videos da banda.
Acaba por ser uma excelente forma de "aterrar" no mundo psicadélico dos Radiohead, apesar de não trazer a boa estranheza que é escutar um álbum deles de uma ponta á outra. Especialmente obras marcantes como o OK Computer... que é somente um dos mais importantes e incontornáveis álbuns da década de 90.

Mesmo assim, e por ter na versão de duplo-CD as faixas mais marcantes deles, é uma colectânea altamente recomendada.

"Radiohead: The Best Of" 2CD Ed. especial (2008) - a edição mais completa


Ficam aqui alguns videos da banda presentes na colectãnea:

Creep ("Pablo Honey" -1995)
Este é claramente, um tema obrigatório na lista!!!


No Surprises ("OK Computer" -1997)
...do álbum considerado a obra-prima deles.


Knives Out ("Amnesiac" -2001)
Um tema lindissimo e aparentemente tão simples...




"Radiohead: The Best Of", surge na sequência do mais recente álbum da banda lançado em 2007, o "In Rainbows".
Não contempla nenhuma faixa desse registo, por razões comerciais, mas deixo aqui um video de uma canção maravilhosa do até então mais recente álbum...

House of Cards ("In Rainbows" -2007)


sábado, 27 de junho de 2009

Música da Semana: Michael Jackson, o rei da pop

Recordar Michael Jackson, o rei da pop, é recordar alguns dos muitos e excelentes temas que ele nos brindou durante a sua carreira.
É pena que, com tantas restrições no YouTube nem todos em videos possam ser exibidos. Mesmo assim ficam aqui alguns, de forma a complementar o artigo que noticiava a morte do rei da pop. É ver enquanto não são impedidos ou removidos...

O rei com outros Reis...

Em 1971 com Diana Ross...


Say, Say, Say (com Paul McCartney, dos Beatles)
Também há a "State Of Shock" desta vez com Mick Jagger dos Rolling Stones. Michael Jackson esteve assim com ambas as maiores bandas do rock'n'roll.



Jackson Five - Blame it on the boogie (1978)



Álbuns a solo...

She's Out Of My Life ("Off The Wall" 1979)



Billie Jean ("Thriller" 1983)


Smooth Criminal ("Bad" 1987)


E depois a fase "menor" do artista... que mesmo assim ainda conseguiram ter alguns bons momentos à Jackson. "Black or White", "Scream", "Ghosts" ou "You Rock My World" carregam toda a sua marca.

Dangerous (1991), HIStory (1995)

Blood On The Dance Floor (1997), Invincible (2001)


sábado, 20 de junho de 2009

Música da Semana: "3", o novo álbum dos "Nouvelle Vague"

Se há banda que aprecio são os Nouvelle Vague.

São uma banda de covers com a particularidade de tranformarem o material de origem em bossa-nova, torch-songs à francesa e por momentos criarem autênticas festas sonoras jazzy em temas que não se imaginaria tal sequer.


Já lançaram dois álbuns, o "Band Á Part" (2006) e o "Nouvelle Vague" (2004) e já neste mês de Junho (desde o dia 15) 2009, lançaram o seu terceiro registo, novamente composto de covers, o "Nouvelle Vague 3".



Neste novo registo têm também colaborações com alguns ilustres:
Martin Gore (dos Depeche Mode)
Ian McCulloch (dos Echo And The Bunnymen)
Terry Hall (dos The Specials and Funboy Three)
Barry Adamson canta em "Magazine: Parade”

Outro detalhe curioso é desta vez as canções terem perdido os arranjso à lá bossa-nova e algum do reggae que predominavam, para algo mais semelhante ao country e ao bluegrass. mesmo assim continua a ter alguns momentos divertidos como a "Ça Plane Pour Moi" por exemplo.
Ainda não encontrei um video oficial (mas há vários de fãs numa competição que a banda criou) mas fica aqui uma actuação ao vivo recente do tema dos Depeche Mode "Master & Servant".

E pelo pouco que já ouvi, temos disco e muita festa!!!

Espreitem e escutem algumas faixas na página do MySpace
...e saibam muito mais pela site oficial dos Nouvelle Vague

Nouvelle Vague - Master & Servant (Live Nyhetsmorgon 2009)



Deixo também um video de uma raridade não presente em nenhum dos 3 álbuns:

Nouvelle Vague - Eisbaer


sábado, 13 de junho de 2009

Música da Semana: Sofa Surfers "Can I Get a Witness"

Por vezes o culto da canção pela canção, a faixa isolada de um álbum apenas porque não nos sai do ouvido, numa espécie de hit-wonder pode não traduzir (até mesmo "nadinha") lá muito bem tudo aquilo que foi pensado para o álbum que lhe dá origem.
Existem "milhentas" canções assim, daquelas a que nem queremos saber do resto do disco. Trago hoje aqui um caso que nunca me abandonou e é do álbum "Encounters" (2002) dos Sofa Surfers, e refiro-me especificamente à "Can I Get a Witness".

Na verdade, desde que ela chegou na altura à radio, que a escutava com imensa frequência na Antena3, daí a uma certa obsessão pela dita foi um pequeno passo... Fiz peregrinação à loja de discos da zona, na altura ainda o fazia à saudosa Valentim Carvalho do Shopping por perto (foi uma pena estas lojas terem sido fechadas... a FNAC é boa mas a "vibe" da VC era melhor).
Lá escutei com atenção o disco e sucedeu aquilo que não esperava: não consegui gostar da totalidade. Um tipo cá como o "je" apreciador das electrónicas, com queda pelo trip-hop e chill-outs, não estava para lá muito virada perante o que escutava. Apenas me enchia as medidas uma só canção, a tal que bem conhecia da radio e que curiosamente parecia uma canção extraterrestre no meio das outras todas. Nem sequer tinha lá uma parecida para ainda me iludir...

- Olhe lá... há pelo menos em single esta canção? Como só esta toca na radio...
- Não! Só o álbum completo. É tipo experimental mas é muito bom!

Gostos são gostos mas neste caso aconteceram duas situações em simultâneo. Uma é chegarmos ao álbum com os ouvidos fervorosamente treinados para uma certa sonoridade, com culpa para a faixa escolhida para rodar na radio. A outra acontece que a banda no álbum todo ofereceu um rebuçado contrastante com o resto. Aliás, todas as faixas chocavam-se de certa forma pelos contrastes que produzem na sua sequência.


"Encounters" é um álbum bom que requer tempo de escuta para começar a fazer sentido. É daqueles discos entre imensos, que são vitimas da escuta rapida na loja: se os sons não nos sons familiares e se não são de ficarem facilmente no ouvido, acabam por ter um fim comum: a rejeição implacável!
"Encounters" foi na altura rejeitado por ter uma maravilhosa faixa no meio de muitas que não convenceram nada.

Saí da loja sem o disco...
A canção ainda hoje brilha para mim e é por isso que a destaco e recomendo.
Ouçam-na!


Sofa Surfers (feat. Dawna Lee) "Can I Get a Witness" (Encounters -2002)



É curioso para mim nos dias de hoje estar a recordar esta situação pois nestes tempos actuais, em que estamos tão rodeados de meios de ter música facilmente e gratuitamente, conseguir arranjar um travão para o acesso desenfreado em que tudo isto se tornou é algo difícil já.
Que o digam os mais novos...

A verdade é que na altura, a voz da razão que se ergueu foi mais forte: o CD tinha de ser pago para o ter e para isso ele tinha de valer e de se justificar.

Se fosse hoje, quer se goste ou não, descarrega-se pela net todo e mais nada.
Sem pagar.

Pagar impede de ter tudo o que queremos mas ao mesmo tempo também coloca justiça em tudo isto. Na música actualmente pagar é a maior voz da razão que resta.
Há algo que está errado nos novos tempos...


sábado, 6 de junho de 2009

Música da Semana: o essencial de Jean Michel Jarre

Se há artista que encarna a essência da música electrónica old-school, é Jean Michel Jarre.

Este francês tem uma vasta obra pontuada por vários albúns conceptuais geniais. Pode-se dizer que desde a segunda metade da década de 70 até inícios da década de 90, não tem qualquer momento fraco e que teve o seu auge em toda a década de 80. Depois desse tempo já não se pode dizer o mesmo (apesar de gostar muito do Chronologie e de adorar o Oxygene 7-13).
Tudo porque concebeu um reportório electrónico como se de obras de música clássica se tratassem, só que concebidas com orgãos, sintetizadores, computadores, samples, etc. Cada álbum era desenvolvido como vários andamentos em torno de um mesmo conceito, fazendo com que as faixas tivessem sucessão e encadeamentos umas nas outras. Assim sem surpresa encontramos, por exemplo, em Oxygene as faixas com nomes como Oxygene 1, Oxygene 2, Oxygene 3, Oxygene 4 e por aí em diante.

Jean Michel Jarre já havia lançado nos idos anos 80 a colectânea "Images", que funciona entre um best of e um repositório de algumas poucas raridades. Na verdade "Images" procurou mais ser algo dele presente no mercado para vender na fase de estado de graça nos tempos do "Rendez-vous".

Ora se há disco dele que consegue satisfatóriamente dar uma boa imagem de tudo de bom que fez é o seu best of de 2004, correctamente entitulado de:

The Essential Jean Michel Jarre


Nele se pode encontrar tudo o que se reconhece da sua obra, conseguindo abordar practicamente todos os álbuns que fez. Contém mesmo todos os bons momentos, não faltando temas chave como "Oxygene Part 2", "Equinoxe Part 4", "Souvenir de Chine", "Quatrième Rendez-Vous" ou "Ethnicolor 1". Contém ainda hits mais tardios como "Chronologie Part 4", "Oxygene Part 8" ou "C'est La Vie" (este último já da fase pop e cantado, aqui nesta faixa com a participação de Natacha Atlas).

Depois deste "The Essential", ele ainda lançou uma outra colectânea pouco sui generis, o interessante "Aero", que tinha como missão trazer o som e as paisagens sonoras e cósmicas de Jarre em som surround 5.1. Nesta edição a maioria dos temas foi refeito e re-interpretados, soando instrumentalmente diferente dos originais. Assim resta apenas a "The Essential" cumprir o papel de cartão de visita para o mundo de Jean Michel Jarre. E sinceramente, nos dias de hoje, cumpre excelentemente essa missão e até com mérito. Afinal é apenas um disco best of mas quando uma reunião de temas é toda deste alto nível... torna-se altamente recomendado.

Deixo-vos com aquele que sempre considerei o seu mais encantador tema...

Souvenir de Chine


sábado, 30 de maio de 2009

Música da semana: Terminator TSCC com Garbage

E porque não vamos ter mais Terminator TSCC, dedico "à memória da série" uma canção dos Garbage, que é somente a ex-banda de Shirley Manson, cantora que se tornou actriz com esta série (e que teve um desempenho muito interessante).


"I am weak, but I am strong...
and I can use my tears to bring you home.
" in Milk (Garbage)



Quem viu o final da série perceberá que a canção encaixa bem nos sentimentos do jovem John Connor pela sua ciborgue Cameron, que é "terminada" e destituída do seu chip.
Ao mesmo tempo a "sua máquina" desenvolveu também amor por ele, chegando a sentir ciúmes por Riley, a namorada de Connor...

Talvez John Connor quando vai parar ao futuro e a vê ainda humana, se recorde do seu ciborgue (feito á imagem da humana) e pense em a refazer...


Garbage - Milk
(aqui na magnifica versão remix de Tricky, que deu um novo brilho á canção ao remetê-la para o estilo trip-hop. Tricky assinaria ainda uma versão na qual acrescentou a sua voz no seu estilo muito peculiar de fazer duetos.)



Duas Terminators da série: Shirley Manson e Summer Glau

sábado, 23 de maio de 2009

Música da Semana: Coldplay oferece LeftRightLeftRightLeft

É bem sabido que os Coldplay abraçaram a ideia de oferecer música pela internet.

Quando lançaram o "Viva la vida..." ofereceram a faixa que promovia o álbum "Violent Hill".
Desde então que lá nos vão dando um de vez em quando um rebuçado. Agora o seu mais recente acto foi oferecer por download um CD inteiro ao vivo, o "Left Right Left Right Left", que contém 9 registos dos seus mais recentes concertos.

Felizmente para nós isso é uma boa ideia...


Basta ir ao site deles e descarregar na página que desenvolveram para isso (clique aqui).
Apenas vos pedem o e-mail e o país. E lá vem o álbum completo.

Bué da fixe, man!

Deixo-vos com uma exemplo de uma actuação ao vivo de "Fix You".



sábado, 9 de maio de 2009

Musica da Semana: A Tribe Called Quest e o hip-hop com jazz

"Back in the days when I was a teenager
Before I had status and before I had a pager
You could find the Abstract listening to hip hop
"
in Excursions

O hip-hop sempre foi um dos géneros musicais mais curiosos, muito porque conseguiu desde cedo incorporar elementos doutros ramos musicais e ao mesmo tempo devolvendo esse apropriamento com nova força revigorada nos dois sentidos. Não é à toa que desde cedo assistimos á colisão do rock com o hip-hop, com por exemplo os Public Enemy com os Anthrax ou os Run DMC com os Aerosmith. O hip-hop contaminou a Pop, o R'n'B, a dance music e entre tantas influências serviu de base para o nascimento do trip-hop e outras cenas mais.

No entanto, para os DJs criarem as suas bases sonoras, contavam principalmente com as canções negras antigas que existiam, quer fossem sons da motown, da soul, o rhythm&blues ou outros. Desde o inicio notava-se frequentemente dessas pilhagens excertos de jazz.
Bem vistas as coisas, o jazz era até uma fonte quase inesgotável de sons e com fervilhantes linhas de baixo, principalmente muito ricas para a criação das bases sonoras dos DJs por onde os MCs conduziam o seu flow rap. Da simples pilhagem a pensarem em fazer jazz com hip-hop... o jazz rap... foi um passo!

Contudo, respeitar o jazz e ao mesmo tempo o hip-hop, de forma cativante, não seria uma tarefa para todos. Nem todos passavam do simples uso dos clichés jazz, nada mais que samples dos baixo feitos em contra-baixo, o uso das trompetes e o remeter ás ambiências soturnas e algo fumarentas. Nos finais dos anos 80 e inicios da década de 90, surgiram vários grupos/colectivos que faziam essa fusão, tais como: Jungle Brothers, De La Soul, A Tribe Called Quest, Dream Warriors, Digable Planets, Gang Starr (Guru, o MC desta dupla acabaria por fazer a fusão total do rap com live jazz no seu projecto a solo JazzMatazz), etc.

No entanto, o disco que mais me impressionou e que ainda hoje o tenho com respeito, é o segundo álbum dos A Tribe Called Quest, o "The Low End Theory" (1991).

The Low End Theory

Neste álbum, que atestava a coerência do grupo em seguir a estratégia dos vários colectivos da Native Tongue, os A Tribe Called Quest fizeram uma incursão séria e imaginativa na fusão dos dois géneros. O flow do rap de Q-Tip e Phife Dawg, assentava como uma luva na base sonora jazz do Dj Ali, que juntos engendraram com a ajuda de músicos jazz (os quais samplaram e programaram durante o disco).

Este grupo, que ainda só ganhavam créditos pelo álbum de estreia e tinham em "Can I Kick It?" desse álbum um dos seus hits mas é com "The Low End Theory" em 1991, que ganharam o estatuto e até o respeito por ambos os lados das comunidades hip-hop e jazz (facto confirmado com o 3º álbum de '93).

Na altura, que comprei o CD -o meu orgulhoso primeiríssimo CD (adquirido na já extinta Bimotor do Porto)-, andava fascinado pela "Butter" (que rodava num certo programa de radio), não contava com tamanha excelência por todo o álbum. Na loja mal se pôs o disco a tocar para uma breve escuta... foi de imediato gosto. Nem muito menos viria a saber que este seria um dos mais importantes discos do hip-hop da história e que ganharia os mais importantes prémios da indústria.

"The Low End Theory" é simplesmente um album maravilhoso, intemporal, imaginativo, sempre fresco e repleto de temas inesquecíveis. Um clássico instantâneo!!!

Começa ao som do jazz na fabulosa "Excursions" e por aí avança sem parar por faixas memoráveis como "Buggin' Out", "Butter", "Vibes And Stuff", "Check The Rhime", "Jazz (We've Got)" até terminar com "Scenario".

É practicamente um disco non-stop, onde por vezes as faixas sucedem-se como a evolução da anterior. Não tem nada de skits e paragens para o humor, muito habitual do hip-hop. Tem um groove e uma vibe, impressionantes, com escolhas sonoras e ritmos jazz repetidos em loop, de forma muita orgânica. Os dois MCs descarregam prazenteiramente rimas que até são inspiradoras pela clareza das palavras (eu até ainda hoje sei as letras de cor e acompanho imensas partes sem falhar).

A verdade é que é realmente um dos mais importantes discos sagrados da década de 90.
Incontornável e obrigatório!!!

Quem diria que, aqueles putos conseguiriam fazer semelhante feito, hã?

Olhando para os tempos actuais, eles apenas carregavam consigo a arte e gosto pelo hip-hop, sem artificios. Nada de pistolas, correntes de ouro ao pescoço, bitch para aqui e bitch para ali, ostentações de riqueza... nada.
Apenas amor sério pelo hip-hop.


Jazz (We've Got) & Buggin' Out

É curioso como, com poucos meios conseguiram fazer tanto... Quando dá a sensação que "Jazz" está assimilada, fazem uma interrupção cómica e arrebentam tudo com "Buggin' Out" que até tem direito a final à cappella. Um videoclip fantástico, imaginativo, que sabe fazer uso do preto-e-branco (jazz) vs cores (buggin), com as duas melhores faixas do álbum de rajada e tudo assim... tão simples!




Check The Rhime



"If I get the credit, then I'll think I deserve it
If you fake moves, don't fix your mouth to word it
Get in the zone of positivity, not negativity
Cuz we gotta strive for longevity
"
in Excursions


sábado, 18 de abril de 2009

Música da Semana: Guns N' Roses "Chinese Democracy"

Esteve quase a sair há 12 anos atrás, para aí há uns 10, para aí há 5 anos... e nada. Um dia teríamos acesso ao elefante branco mas esse dia nunca chegava!

Até chegar o final de 2008...
14 anos depois lá chegou o disco prometido, o tal grande épico, o melhor e mais caro disco dos Guns n' Roses de sempre. Será mesmo assim?

Há uma certeza: é o mais caro álbum da história da música!
No entanto, a montanha apenas pariu um rato... uma utopia baptizada há já 14 anos de: Chinese Democracy.



Mas afinal qual é o problema? Nenhum... não fosse ele ter sido anunciado como aquele disco que ficaria para a história do rock e que nunca teria nada melhor que lhe fizesse frente. O disco que seria o épico que confirmaria a categoria da evolução da banda depois dos magnificos álbuns de originais "Appetite for Destruction" (1987), "G N' R Lies" (1988), "Use Your Illusion I" e "Use Your Illusion II" (ambos de 1991).

O tão aguardado "Chinese Democracy" (2008) até que tem bons momentos em faixas como "Chinese Democracy", "Better", "Sorry", "Catcher In The Rye", "Madagascar", "Street Of Dreams", "This i love" ou "There Was A Time".

video de Chinese Democracy de "Chinese Democracy" (2008)

No entanto, é na globalidade de todo o álbum que se constata que este não oferece tudo aquilo que prometeu, ao claramente se sentir que este é até bem inferior quando comparado com os lançados na época de ouro dos Guns.
As razões: uma longa gestação indecisa no rumo a tomar e principalmente porque nesse processo a banda da época de ouro (finais de 80 e inicios de 90) que nos fez vibrar tanto com o seu hard-rock, simplesmente desapareceu e só um membro ainda existe desse tempo, o granda-maluco do Axl Rose.
A verdade nua e crua é esta: sem o outro peso-pesado da banda, o Slash, Axl Rose não chega.

Ouvir Guns N' Roses sem a guitarra de Slash soa a som incompleto...falta mais génio ao som. É por aí que peca "Chinese democracy", que para disfarçar a ausência foram sobrepostas várias camadas de sons e malhas para dar uma sonoridade cheia, contudo sem alma nenhuma. "Chinese Democracy" se continuasse a ser apenas mais uma versão de hard-rock do passado, talvez se criticasse de outra maneira e até se os acusasse de não terem evoluido. O que acontece é que evoluiu, está mais para o metal que o som rockeiro e repleto das baladonas. Por vezes tem sons e rifs a soar familiares com algum material antigo mas o avançar das faixas acaba por contrariar isso.

Mas há que dar o braço a torcer que nele existe algo não quantificável. É afinal, o regresso de um mito, já totalmente irreconhecível, entorpecido e deturpado na sua chegada. Mas o mito continua vivo e tem novas faixas para consumirmos.

Quando uma banda se separa, o que fica ou aquele que mantém os ares da coisa, é sempre acusado de tudo. Cada novo registo é sempre escrutinado, para sermos nós a julgar, pelos resultados novos quem tem razão. Quem é aquele que detinha mais a mística da banda e o porquê de já nada ser igual.
Acho que acaba-se sempre por não dar valor ao que fica a aguentar os ataques todos (incluindo dos ex-membros) e continua a remar contra a maré, a carregar com o monstro às costas. Normalmente não fazem melhor que o passado, precisamente porque o passado já lá vai...

Aconteceu a tantas bandas como os Pink Floyd, os Genesis, The Cure, The Smiths, The Jam, Talking Heads, Led Zeppelin, Velvet Underground, etc... etc...
Algumas chegam a reunir-se temporáriamente mas a mística inicial nunca regressa igual.
Os Guns N' Roses são um banda dessas.

No momento é mais um projecto a solo de Axl Rose do que uma banda com o nome de outrora. Esse novo fôlego protagonizado só por Axl, lançou finalmente o seu tão aguardado registo.
O disco pode ser visto exactamente como um flop.
Nos tempos que correm, com tanto som por aí que até enjoa (pelo menos a mim), ouvir um disco destes é algo sempre positivo e até uma surpresa boa. Nunca vai substituir nenhum dos antigos mas que é um flop saboroso... lá isso é!

Axl Rose, na faixa "Sorry" deixa o mote da desculpa e está tudo dito!
"I'm sorry for you
Not sorry for me"



domingo, 12 de abril de 2009

Música da Semana: Jeff Buckley "Grace"

Não me posso considerar um fã de Jeff Buckley mas admito que ele enquanto vivo deixou um bom punhado de canções como legado.

Tenho apenas um CD dele, o "Grace" (1994), uma pequena pérola que arranjei há uns anitos atrás nalgumas das minhas idas à Feira de Usados de Espinho (bons negócios arranjava por lá -bons CDs usados mas como novos a preços de não recusar).
É um bom álbum, muito intimista por vezes e até bastante tocante de escutar. Destaco principalmente "Grace" e "Hallelujah".

Como hoje é dia de Páscoa, nada mais apropriado como recordar a versão de "Hallelujah" dele, se bem que acho a versão do Leonard Cohen bem melhor (mas também não iria repetir um post já feito)

Jeff Buckley "Hallelujah"


Reveja um outro video de outra canção deste álbum, "Corpus Christi Carol" aqui.

sábado, 4 de abril de 2009

Música da Semana: Alpha "ComeFromHeaven"

Ainda ontem falava de pós-trip-hop e com esse mote hoje regresso com uma banda de Bristol do inicio da evolução do género: Alpha

O projecto Alpha não era bem uma banda mas sim dois músicos com muito gosto pela música antiga, Andy Jenks e Corin Dingley, que se dedicaram a trazer esse espirito para os nossos dias de forma moderna e contemporânea.
Desce cedo apadrinhados pelos Massive Attack, que inclusive os lançaram pela editora/etiqueta que os próprios fundaram na altura, a Melankolic, sendo os Alpha os primeiros a serem lançados com essa etiqueta.

Esse primeiro longa-duração dos Alpha, sem dúvida o melhor registo de sempre deste colectivo, o famoso álbum "ComeFromHeaven" (1997).


Neste álbum, cuidadosamente construído para ser escutado de forma fluida durante todo o seu desenvolvimento, os Alpha definiram as suas próprias coordenadas no género. Muito rico em sonoridade jazzy e ligeiro dub, é a sua embalagem trip-hop que o torna magnifico, recorrendo a secções orquestrais fabulosas, a memórias sonoras que evocam conversas de filmes, numa candura de texturas e ritmos melancólicos e onde os samples são a base da construção das faixas.

Instrumentalmente são de um detalhe tal que só se descobrem as várias camadas muitas vezes depois de ser escutado (os vários temas instrumentais presentes no álbum são sublimes e disso um exemplo). São igualmente à grande maioria, um projecto que recorre a vozes contratadas e escolhidas especificamente para dotar as canções dos objectivos que pretendem atingir. as vozes condimentam o álbum com um cariz de soul muito tocante. Nada é colocado ao acaso e as vozes igualmente, chegando mesmo a brindar-nos com um dueto (voz masculina e feminina) magestoso.

São princiaplemente faixas como "SometimeLater", "Delaney", "Slim", "Back", "Nyquil" ou "SomewhereNotHere" que nos fazem sentir a trip de viajar mentalmente.

Alpha "SometimeLater" (1997)


Não é fácil, para mim, falar deste álbum pois tenho-o como um dos mais excelentes e saborosos discos em toda a minha extensa "discoteca". É um álbum que posso dizer, com toda a verdade, que o ouvia todos os dias durante os bons meses seguintes desde que o comprei, em 1997. Ainda hoje o ouço e recorro a ele com respeito.

Mais um exemplo de "ComeFromHeaven":
Alpha "Back" (1997)



Se nunca o descobriram, é tempo de o fazer.

Continuaram a regularmente a lançar bons álbuns. Depois da estreia com "ComeFromHeaven", lançaram singles e uma edição com faixas raras e remixes de outros artistas, o "Pepper".

Um dos singles, que felizmente detenho (pois é mais EP que single -contém 3 das melhores faixas de "Pepper"), é o (da canção) "SometimeLater", que inclui os dois instrumentais que fascinaram os Massive Attack e que são temas de eleição (a par de "Roy" lançado em 2003 gratuitamente pela net): "Over" e "Pepper'95".


Alpha "Pepper'95" (1997)


Seguiu-se "TheImpossibleThrill" em 2001 e "Stargazing" em 2003. Depois disso optaram por fazer carreira de forma mais restrita, um sinal de que o mundo da música havia virado para outras sonoridades mais mexidas. É como se este tipo de melancolia tivesse sido renegada para um hiato e assim os Alpha passaram a editar e a vender os discos directamente pela sua própria loja online.

Alpha "South" ("TheImpossibleThrill" -2001)


Alpha "Elvis" ("Stargazing" -2003)


As últimas criações foram ora álbuns inteiramente instrumentais em várias partes (e respectivos lançamentos) ora uma edições dedicadas para a net.
Deu-se a separação do duo original, fivando um deles, Corin Dingley (juntamente com algumas das vozes que os acompanharam desde sempre) a cargo dos mais recentes registos, o único que apareceu em CD nas lojas por aí (que ainda não o ouvi).
Este ano já lançaram nova criação a meias com o jamaicano Horace Andy (também colaborador residente dos Massive Attack). Tenho de lhe por as mãos...


Página dos Alpha no MySpace. Clique aqui.

sábado, 28 de março de 2009

Música da Semana: The Cure "Wish"

Façam já play para irem ouvindo uma das canções desta semana...

The Cure "Trust" (live in Gastonbury '95)


Há bandas que são icónicas pelas mais diversas razões.
The Cure é uma delas... e de que maneira!

É icónica não só pela eterna enorme cabeleira de Robert Smith e os seus lábios pintados de vermelho vivo.
São icónicos por serem uma banda única, com sonoridade gótica e com visual á altura, vestimentas negras que estabelecerem como o padrão do género há algumas décadas... uma banda que já nos chega desde os anos 70!!! Precisamente desde 1976.

Não posso dizer que fui desde sempre um adorador de tudo o que a banda fez. também nunca me identifiquei com o movimento gótico e aquelas vestimentas negras. Mas as canções deles... isso já é outra conversa.

Há sempre aqueles temas incontornáveis, tais como "Love Song", "The Lovecats", "Close To Me" ou o eterno super-hit de sempre "Boys Don't Cry".
No entanto, se apesar de não me identificar com tudo que faziam, há um álbum deles que idolatro fervorosamente e ao nível de degustação segundo-a-segundo:
"Wish" (1992)

É um álbum que foi marcante na minha juventude. Um dia um tipo deu-me uma cassete com o "Wish" e nunca mais larguei aqueles minutos de música. Se na altura o Walkmen era o rei, ainda hoje habita facilmente cá nos meus iPod nano e iPhone.

Curiosamente são as faixas mais densas e dramáticas que tornei inseparáveis. Todo o álbum é saboroso mas há momentos mais intemporais que outros, tais como os temas "Open", "Apart", "From the Edge of the Deep Green Sea", "Trust", "A Letter to Elise", "To wish impossible things" e "End".
São temas como os que sublinhei a bold que fazem o tempo ficar suspenso. Os arranjos a piano e as cordas de violino, ombreados pelas guitarras hipnóticas e tridimensionais, onde são sobrepostas as letras que R. Smith canta ora tristes, ora enigmáticas, ora românticas.

Um álbum muito alternativo, melancólico... é certo mas pujante.
Maravilhoso!

Recentemente, em 2008, lançaram um novo álbum, o "4:13 Dream", que já vou ouvindo há algum tempo (sacado e já sem a dedicação de outros tempos, por ter menos tempo) e que tem uma sonoridade que curiosamente remete imenso para o "Wish". Chega mesmo a parecer um continuação (basta ouvir as duas faixas de inicio e algumas mais à frente) mas é só isso... pois não está ao mesmo nível por tem vários momentos muito entediantes que abalam a unidade do álbum como um todo.

Deixo-vos com mais uma performance ao vivo de "Wish". É que não há videos das canções que pretendo destacar...

"Apart" (live in London '92)


sábado, 21 de março de 2009

Música da Semana: Would i lie to you?

Charles and Eddie "Would I Lie To You" (1992)


Nostalgia!
Na altura isto não parava de rodar... ouvia-se por todo o lado...
Contém um sample de um "Ohh-Yeah!" de Michael Jackson.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Música da semana: Bob Dylan no inicio de Watchmen

A sequencial inicial do filme Watchmen é fabulosa e reveladora, pois está rica em detalhes sobre momentos por contar no filme.

Um dos detalhes mais importantes é a própria canção dessa sequência (a razão deste artigo), "Times they are a-changin'" de e interpretada por Bob Dylan (que é igualmente também uma das referências que surge na BD original), que assenta como uma luva na sequência.

Bob Dylan "Times they are a-changin'" (1964)



O mais entusiasmante é realmente a atenção de Jack Snyder aos vários detalhes na produção de cada cena, que são autênticos easter-eggs saborosos.

Tais como a presença da capa da primeira edição da BD de Batman numa das paredes, a semelhança do avião com o célebre Enola gay, o momento á mesa a lembrar a célebre pintura "A última ceia de Cristo" de Leonardo Da Vinci, a cena do assassinato do presidente JFK pelo Comediante, a ironia da morte de um dos Minutemen devido á sua capa, a presença do globo das memórias de Silk Spectre II (quando esta o recorda em Marte), a presença de celebridades como Andy Warhol ou de David Bowie com Mick Jagger, etc...

Capa da 1ª edição de Batman na parede e no lado esquerdo um casal de ricos iguais aos pais de Bruce Wayne (verifiquem as semelhanças na imagem em baixo)


O 82 "Enola gay"


A célebre ceia
(veja outras influências semelhantes de Leonardo Da Vince, clique aqui)


Relaciona-se o assassinato com o Comediante mas... o mais impressionante é a conivência de Dr.Manhatan, (que vê o passado e futuro em simultâneo) pois já sabia mas não se importa com isso (remete para o seu ponto de falência moral e humana). Reparem no video que momentos antes está a apertar a mão do presidente...


Um dos Minutemen, Dollar Bill, na cena da sua morte ao ficar preso pela sua capa na porta do banco que lhe desenhou o fato e o contratou para defender o banco...


O globo que Laurie (Silk Spectre II) recorda em Marte das suas memórias de infância


Ozymandias acenando a David Bowie e Mick Jagger!!!


Segundo Snyder, ele havia feito muitas cenas para incluir na sequência mas como se tornava muito longa teve de fazer cortes (um deles era relacionado com o Comediante a levantar a célebre bandeira americana em Iwo Jima). Esperemos que a edição em DVD, que terá uma versão mais longa do filme (mais completa -o filme foi reduzido para se enquadrar melhor com as exibições em sala), traga o resto das imagens que preparou.

sábado, 7 de março de 2009

Música da semana: Stephen Hawking com os Pink Floyd em "Keep Talking"

"For millions of years
mankind lived just like the animals
Then something happenend
which unleashed the power of our imagination

We learned to talk...
"

Muitas vezes me recordo da força destas palavras de Stephen Hawking no inicio de (e durante) "Keep Talking" dos Pink Floyd (álbum "The Division Bell" -1994).

Breves palavras sobre...

"Stephen William Hawking, 63 anos, é considerado um dos mais importantes físicos teóricos do mundo, apesar de sua doença degenerativa, ainda sem cura, com que convive há mais de 30 anos.
Ele é autor do livro "Uma breve história do tempo".

Hawking usava um teclado acoplado a um computador para controlar um sintetizador de voz através do qual podia falar.
Devido ao avanço da doença, seus dedos perderam a habilidade de digitar e a comunicação através do teclado de computador começou a tornar-se ineficiente." In WikiNoticias

A situação de Hawking ao não poder falar e que apenas comunicava com o auxilio da tecnologia. Recordou-me dos tempos actuais... e em contraste, de outros tempos os Pink Floyd.

Como mega-fã da banda, existem imensas canções no meu próprio top Pink Floyd, e esta foi desde logo uma desse top.
A canção, na versão original é fabulosa e sugere pensar sobre o isolamento que os humanos se relegam, deixando inclusive de falar uns com os outros, chegando a pontos de não verem mais razões para... falar simplesmente.

The Divison Bell (1994)
Conseguem ver uma ou duas cabeças?


Tudo isso está reflectido na letra de "Keep Talking" (1994) dos míticos Pink Floyd.

Eles ergueram aqui uma das suas melhores canções, daquelas que carrega com muita categoria toda a história e algum do simbolismo da banda em muitíssimos detalhes ao longo do tema.
Tais como, o uso de dois solos instrumentais seguidos, com guitarra e teclas, ao jeito de "Astronomy Domine" (do primeiro álbum, em 1967) e ao mesmo tempo o uso das gravações de voz humana ou citações, também já presentes em 1967. O uso de coros femininos no tema remete por exemplo para 1973 (The Dark Side Of the Moon) e os efeitos vocais com vocoder como haviam feito em 1977 (Animals), tudo isto entre tantos outros detalhes maravilhosos. Ao mesmo tempo a própria canção consegue adicionar algo de refrescante ao legado dos Pink Floyd... e isso é obra!


O resto da letra:

There's a silence surrounding me
I can't seem to think straight
I'll sit in the corner
No one can bother me

I think I should speak now _________ Why won't you talk to me
I can't seem to speak now __________ You never talk to me
My words won't come out right ______ What are you thinking
I feel like I'm drowning ___________ What are you feeling
I'm feeling weak now ____________ Why won't you talk to me
But I can't show my weakness _______ You never talk to me
I sometimes wonder _____________ What are you thinking
Where do we go from here _________ What are you feeling

(de novo Stephen Hawking na canção)
"It doesn't have to be like this
All we need to do is make sure we keep talking
"

Why won't you talk to me _________I feel like I'm drowning
You never talk to me ____________You know I can't breathe now
What are you thinking ___________We're going nowhere
What are you feeling ____________We're going nowhere

Why won't you talk to me
You never talk to me
What are you thinking
Where do we go from here


(e por fim Stephen Hawking a acabar a canção)
"It doesn't have to be like this
All we need to do is make sure we keep talking
"


Deixo-vos ainda com o video para apreciarem este tema, captado ao vivo do live álbum "Pulse" (1995), que não é o melhor exemplo quando comparado com a versão original (que é mais deliciosa e melhor executada)

Keep talking - Pink Floyd (Pulse 1995)
(Foi magnifico em 1994, ver todo este aspecto visual e sonoro desta banda ao vivo em Alvalade. Luzes, lasers, sons, o palco, as imagens projectadas, as cores, o ambiente carregado de fãs... tudo foi memorável e inesquecível!)



O quanto estas palavras e letras da canção, significam na realidade dos dias de hoje.
Falamos já pouco cara-a-cara uns com os outros porque existe muita tecnologia pelo meio, inclusive as que possibilitam a conversa indirecta.
Telefones móveis, SMS, chat, twitter, redes sociais, etc... desencaminham a humanidade se apenas se comunicar por eles e não cara-a-cara.

Por Hawking tanto desejar falar sem poder, pode parecer irónica a participação deste teórico no álbum "The Divison Bell" (1994) e inclusive o título da canção. A verdade, é que os Pink Floyd o incluiram nos agradecimentos no inlay do álbum (para não passar despercebido, é o último nome mencionado no "Thanks to").

Ouçam esta canção. Não deixem de falar...