A apresentar mensagens correspondentes à consulta roger waters ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta roger waters ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Roger Waters ao vivo... o que disse a Blitz sobre os concertos "The Wall" em Portugal

Não me tinha esquecido que Roger Waters passou por Portugal a sua digressão "The Wall".... mas não tive tempo.


Mesmo assim para não deixar o facto em branco, deixo aqui excertos do que se disse no Blitz-online sobre os concertos de Roger Waters ("The Wall") em Portugal:

Roger Waters ao vivo no Pavilhão Atlântico, Lisboa

Foi grande e transversal, em termos geracionais, a romaria para assistir, ontem à noite, à primeira visita de Roger Waters a Portugal desde a atuação no Rock In Rio Lisboa, em 2006.
(...)
O espetáculo erigido em torno do duplo The Wall , sabem-nos os fãs mais dedicados e os ouvintes ocasionais, é grandioso: ao fim da primeira música há um avião - réplica de um Stuka, bombardeiro alemão da II Guerra - que sobrevoa a plateia despenhando-se contra o muro e aí se "incendiando" (impõe, confessamos, algum respeito); há uma produção de palco espantosa, cativante e imaculada, e há também uma noção assumida, por autores e espetadores, da importância do disco e do concerto na história do rock. O que mais surpreende, no meio de um espetáculo que se poderia temer megalómano, é então o ambiente quase familiar e acolhedor do serão, com pais e filhos em harmonia, entoando todas as letras e exultando, atentamente, com o foguetório que ia sendo disparado do palco-muro disposto a toda a largura do Atlântico.
(...)
Na base de tudo, porém, está a viagem quase psicanalítica de Roger Waters, e mesmo no meio de toda a pirotecnia isso transparece. Na frente do palco-muro, trajado de negro (lá atrás esconde-se a banda numerosa e cumpridora), Waters apresenta o seu "bebé", The Wall , com orgulho e "savoir faire", mas também com a fragilidade de quem se debate, perante milhares de estranhos e por vezes até sem a "muleta" do baixo, com fantasmas íntimos.
(...)
Por um lado uma gigantesca produção, com o muro a erguer-se durante o primeiro acto e a transfigurar-se no segundo, até à derradeira queda, o concerto The Wall é, ao mesmo tempo, a jornada interior de um homem alienado de um certo mundo e abrigado num outro, ora fantasioso ora distópico. Apesar da grande aclamação de "Another Brick In The Wall" (com as 15 crianças de uma associação cultural da Cova da Moura eufóricas em palco, a dançar e interagir com um dos bonecos de Gerard Scarfe), "Mother", "Comfortably Numb" ou "Run Like Hell", é complicado escolher os momentos altos de um espetáculo que flui com muita naturalidade e consegue ser tão impressionante, a nível visual, como tocante pelo seu conteúdo.

(...)


"Another Brick In The Wall, pt2" (21/03/11 - Pavilhão Atlântico)

(...)
O "ataque" aos sentidos, e ao coração, culmina na primeira interpelação de Waters ao público, simples e afável, lembrando os "inacreditáveis" 31 anos que se passaram sobre os primeiros concertos The Wall e apresentando a belíssima "Mother", na qual contracenou consigo mesmo, graças às imagens de uma atuação dos Pink Floyd em 1981 derramadas sobre o muro, em jeito de sombra. Foi um momento de grande intimismo - algo difícil de almejar a uma escala tão grande - e também de grande partilha, ampliada quando, à pergunta "Should I trust the government?", e a resposta se pintou garrida no muro: "No fucking way". Escusado será dizer que a multidão, com os nervos políticos em franja, se alvoroçou.
(...)
20 minutos mais tarde, o segundo ato, fortemente assente em ilusões de ótica que fazem o público crer no desmoronar do muro, quando os "tijolos" que o compõem se mantêm ainda firmes e hirtos, traz as muito aguardadas "Hey You", "Is There Anybody Out There?" ou "Bring The Boys Back Home", musicalmente épico e visualmente intenso, com fotografias de crianças desfavorecidas a comover a plateia. Invariavelmente atento e pouco dado a participações fora de tempo, o público português deixar-se-ia ainda conduzir por Waters no coro de "Comfortably Numb", maravilhar pelo anunciado porco insuflável e gritar o nome do seu herói ("Waters, Waters, Waters!") antes de este lhes dar permissão para, em "Run Like Hell", se "divertirem". Com jogos de palavras à volta do império iPod ("iRun", "iProfit", "iLose", ia-se lendo nas projeções) este foi um dos últimos "picos de corrente" do espetáculo, que terminou com toda a "equipa" na boca de cena - contámos 12 músicos, Roger Waters incluído - agradecendo a presença e a postura dos portugueses.
(...)


"Run Like Hell" (21/03/11 - Pavilhão Atlântico)




(...) No fim do concerto:
"Quando escrevi [este disco] as pessoas não o respeitaram da mesma forma", disse Waters na despedida. "Mas nestes anos todos muita coisa mudou e eu não podia estar mais feliz por estar aqui esta noite".


Realmente, deu pena não poder estar presente neste concerto de uma vida... mas a vida não o permitiu. Contudo, presterei a minha homenagem comprando um dia a edição CD/DVD destes concertos, para ir revivendo este mega-concerto de Roger Waters.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

MyJukebox: Roger Waters - Music From The Body (OST)

Desta vez, recupero de Roger Waters um dos seus registos mais deixados para o esquecimento.
Na verdade, nem é bem um álbum de Roger Waters mas sim uma colaboração dele com Ron Geesin para o documentário "The Body" (que até foi narrado pela actriz Vanessa Redgrave).

Refiro-me ao álbum Music From "The Body", 1970, de Ron Geesin & Roger Waters.


O álbum não é nada de verdadeiramente especial mas não deixa de ser um objecto de interesse. É mais de Ron Geesin que de Waters, pois ele apenas participa em pouco mais de meia dúzia das 22 faixas, que são baseadas no conceito de amostras de som do corpo humano (samples), tudo numa toada inconvencional e muito experimental.


A participação de Waters é muito evidente nas poucas faixas em que canta principalmente, pois quebra o experimentalismo sonoro de Geesin e brinda-nos com momentos mais bucólicos e pastorais. Ao mesmo estilo que havia revelado no "Ummagumma" (1969) dos Pink Floyd...


Waters criativamente deambula nas suas faixas por uma mesma ideia de canção, que as torna muito coesas, como se até de uma longa canção se tratasse mas dividida por andamentos diferentes. Percebe-se bem escutando as "Sea Shell And Stone", "Chain Of Life", "Breathe" e "Sea Shell and Soft Stone".



Há ainda contudo, neste álbum algumas evidências do rumo que Waters já estaria a abraçar criativamente. Um ponto de ligação, que não é à toa é o facto de Ron Geesin ter participado com as suas orquestrações em "Atom Heart Mother", álbum dos Pink Floyd do mesmo ano (1970).
Depois há detalhes que me evocam o "The Dark Side Of The Moon" (1973), pois uma das faixas partilha do mesmo título, a "Breathe" (onde Waters começa da mesma forma cantando "Breathe, breathe in the air...") e o muito curioso uso de coros femininos em "Give Birth To a Smile", ideia que mais tarde foi recuperada em álbuns dos Pink Floyd.

A maior pérola deste álbum/banda-sonora, é até a canção "Give Birth To a Smile", porque além de ter sido escrita por Roger Waters, contém a participação dos outros 3 membros dos Pink Floyd. Sim, é verdade!
Contudo, eles surgem aqui não creditados e como meros músicos de sessão, como que a cumprirem algo que lhes foi pedido e a tentarem disfarçar a sua maneira de tocar. Mas com uma escuta bem atenta, percebe-se bem que é a bateria de Nick Mason, as pontuações das teclas de Rick Wright e a guitarra de David Gilmour (que mais uma vez toca as notas certas para os momentos certos - o estilo Gilmour). Depois tem ainda os referidos coros...


"Give Birth To a Smile" bem que poderia ser considerada uma pura canção Pink Floyd em regime pop-rock (desviada do psicadelismo que practicavam na mesma época).
É uma pérola oculta dos Pink Floyd!

sábado, 21 de julho de 2012

MyJukebox: Roger Waters - Amused To Death [1991]

Roger Waters
"Amused To Death"
1992


"Amused to Death era o terceiro album de estúdio da carreira a solo de Roger Waters. Album ignorado pela crítica, e esquecido pelo público, visão pessimista sobre o comportamento humano, a alienação, a rotina massacrante e a brutalização do homem provocada pelas doses de violência que lhe são despejadas incessantemente na TV. Essa era a temática abordada pelo ex-Pink Floyd neste disco, lançado em 1992. Jeff Beck e Don Henley têm participações especiais no disco. Entretanto já passaram 20 anos, e Amused to Death é hoje considerado um dos melhores álbuns conceptuais de sempre."
via Francisco Rocha em Two On The Road

"What God Wants, part 1"

Comecemos pelo principio, de todos os álbuns do Roger Waters a solo, este é um álbum que gosto bastante e é o que mais prazer me dá ouvir. É um bom álbum conceptual, não diria dos melhores álbuns conceptuais de sempre (ele enquanto nos Pink Floyd fez melhores e superiores a este) mas que é um álbum encantador lá isso é... é inegável.

As diversas "What God Wants", as duas partes de "Late Home Tonight", ambas as "Perfect Sense" (que funcionam como uma só, apesar de divididas em duas), a maravilhosa "Too Much Rope" e por fim as duas

sábado, 25 de abril de 2009

Música da Semana: os Pink Floyd da fase 1987-1988

A mítica banda Pink Floyd, tal como muitas outras também atravessou fases bem problemáticas. Uma das fases mais desagradáveis da banda sucedeu em meados da década de 80.


A fase das disputas e desentendimentos...

Os Pink Floyd, desde a fase The Wall/Final Cut, já não era própriamente uma banda mas sim um projecto que Roger Waters já entendia como sua propriedade, relegando aos outros membros a mera participação na sua megalomania.

Roger Waters após The Final Cut, pretendia dar o fim à banda Pink Floyd. Afinal alguns membros já haviam até sido despedidos (Richard Wright em 1980) e Nick Mason levado a abandonar também em 1983 (a última faixa do The Final Cut tem já a participação doutro baterista).

Os Pink Floyd estavam terminados e Waters declarava-o com o próprio nome do álbum The Final Cut, o anunciado ópus final.

Os relacionamentos entre todos os membros estava totalmente azedo, tudo devido às posições assumidas por Roger Waters como lider. No entanto, Nick Mason e David Gilmour entendiam que o papel dos Pink Floyd não deveria ter um fim assim e decidiram fazer regressar nome Pink Floyd. Roger Waters não gostou e processou-os em tribunal. Seguiu-se assim uma longa disputa pela propriedade e legado da banda, onde as trocas de azedos impropérios tiveram lugar e definitivamente fez separar Waters de Gilmour.

O tribunal acabou por dar razão a Gilmour e Mason, que poderiam assim voltar a usar o nome Pink Floyd e regressar ás edições discográficas (que o fariam sob a marca legal The Pink Floyd Ltda). Ao mesmo tempo conseguiram ainda recrutar o ex-membro Richar Wright.



O regresso do space-rock...

Em 1987, é lançado para o mercado o álbum que assinala o regresso da banda Pink Floyd, com o muito sugestivo nome:

"A Momentary Lapse of Reason" (1987)


"A Momentary Lapse of Reason" foi originalmente gerado como um álbum a solo de David Gilmour, na altura seria o seu 3º, em 1986 no seu barco Astoria. Gilmour rodeou-se de Mason (que sentia-se já muito pouco confiante para estar á bateria) e mais alguma gente amiga e com o material que já havia criado, desenvolveram o som e as canções para que estas estivessem á altura do legado e nome Pink Floyd. Já em estado muito avançado de desenvolvimento é que, Richard Wright, se juntou a Gilmour e Mason. Apesar de não ter contribuído na criação de material novo, Wright ainda faz background vocals no muito bom tema "Sorrow" e toca nalgumas poucas faixas.

A verdade é que este novo registo, alimentado pelo estilo de Gilmour, que é bem menos político e cerebral que as criações orquestradas no passado por Roger Waters, tenta fazer regressar o space-rock tão característico da banda ano passado em detrimento das opera-rocks dos últimos registos até então.
"A Momentary Lapse of Reason" é um disco muito interessante, e na minha opinião, consegue acrescentar algo novo ao legado já extenso da banda. Não o considero uma cópia ou imitação de sons do passado.

Este álbum, que tem uma excelente e intrigante capa, num momento fotográfico surrealista com camas a perder-se na vista numa praia. Trouxe de certa forma um novo tom poético às letras das canções que se degladiam com uma sonoridade que tenta ser ora perturbadora ora enternecedora. Apesar de muitos o acharem como um álbum da banda muito inferior ao que a banda fez no passado, eu sempre vi nele um álbum bom, refrescante e com intenções de ser a nova identidade deste grupo e o voltar a inscrever-se nas grandes canções espaciais que a banda sempre soube fazer.

video de "Learning to fly"


Se o agradável single da canção "Learning to fly", que imediatamente tomava o mundo (TV e radios), revelava uma nova sonoridade mais contemporânea, é noutras faixas que o valor do disco se faz valer tais como em "Signs of life" (maravilhoso instrumental de arranque), "One slip" (finalmente uma canção uptime e positiva), "On The Turning Away" (a estreia da banda nas baladas), "The Dogs Of War" (perturbadora e muito critica á guerra fria). Por fim aquela que acho a excelência do álbum e um dos melhores momentos Floyd: "Yet Another Movie" (com o apêndice de som circular "Round and Around"), um tema muito imaginativo, repleto de sonoplastia de vozes de cinema.

"A Momentary Lapse of Reason" é também o primeiro registo dos Pink Floyd gravado já inteiramente em digital e talvez esse seja um dos seus maiores pecados pois a evolução técnica da altura na captação do som, faz parecer que as canções soem muito contidas ou super-produzidas.

Este álbum tem ainda características curiosas e únicas na discografia: tem um tique sonoro que o localiza instantaneamente no tempo e na década de 80, a bateria cheia de eco. As percussões e baterias são tocadas com som forte, poderosas e metálicas, com muito eco e de certa forma uma bateria obtida em muitas situações por programações de caixa de ritmos.
Outro facto é que ter duas faixas muito à capella (novidade). Sendo estas practicamente sem uso de instrumentos (ouvir as "A new machine" partes 1 e 2 -pertubadoras) onde entre as duas, se escuta um instrumental com o um forte solo de saxofone (e não de guitarra), como se a música tivesse sido separada e tornado independente das vozes.

O álbum só peca por ser curto e dar a sensação de ter poucas canções. Efectivamente até que é verdade pois podem se considerar ter apenas 5 canções, acompanhadas de instrumentais e experiências vocais.

A verdade é que toda a desconfiança sobre a banda Pink floyd sem Roger Waters, se dissipou com o lançamento do álbum pois estes agora já simbolizavam o futuro. Mesmo assim recebeu muitas criticas negativas precisamente por esse facto da ausência do anterior líder que dava uma dimensão mais conceptual aos discos. Também foi criticado por Waters que afirmava que tinha apenas um nome interessante mas que as canções eram apenas um fac-simile do passado.
Mas o passado... já era passado e estes é que marcariam o que iria vir por aí.



O monstro apresenta-se novamente ao vivo...

"A Momentary Lapse of Reason" originou também, o regresso dos Pink floyd aos concertos. A banda em palco, composta pelos 3 famosos membro, rodeava-se de imensos músicos também para poder reproduzir ao vivo todos os detalhes da complexidade da banda. Era o regresso da banda a tocar ao vivo e sabia que milhares queriam voltar a reviver o sonho. Nada como fazer tudo a uma escala gigante, verdadeiramente extasiante e memorável. e memorável significa igualmente voltar a tocar os grandes hits do passado para gerações, que pela vontade de Waters, estavam condenadas a nunca mais voltar a ver e a ouvir a banda em palco. E foi isso que a banda deu!

Desta tour que passou por vários países do mundo em 1987/1988, resultou um novo álbum duplo e ao vivo, que era algo que faltava oficialmente no catálogo da banda.

"Delicate Sound Of Thunder" (1988)


Um novo álbum ao vivo, significa igualmente dar ao mundo uma prova da capacidade dos "novos" Pink Floyd. Ao mesmo tempo que serve igualmente de uma forma diferente de pôr no mercado uma colectânea de sucessos, já interpretada pela nova versão da banda. Isto significa fazer ouvir de novo todos os clássicos mas já cantados totalmente pela voz de David Gilmour, que já se assumia como o novo líder. E dizer a voz é pouco... pois todos os temas no duplo ao vivo soam renovados igualmente.
De certa forma, acaba por ser um álbum memorável, não só pela capa do "homem das lâmpadas" mas também pelas versões das canções e do alinhamento. Na minha opinião, todas as canções originais do "A Momentary Lapse of Reason", soam aqui muito melhores e até mesmo mais fabulosas e soltas que no álbum. "Learning to fly", "The Dogs Of War", "On The Turning Away" e a magnifica "Yet Another Movie", ficaram mesmo bem executadas ao vivo e muito mais ricas sonoramente.

"The Dogs Of War"


"On The Turning Away" (1988) - uma balada à Floyd...


E não se ficaram por aqui pois as presentes re-interpretações dos clássicos, soam contextualizadas nos novos tempos. Na minha opinião, soam até com menos nervo mas com uma nova alma muito mais madura.
Para as gerações que viveram na época do dos clássicos de ouro: "Meddle", "The Dark Side Of The Moon", "Wish You Were Here" e "The Wall", ouvir estas interpretações não trazia nada de novo ou de melhor que os originais. Para mim a verdade, é que para as novas gerações que estavam a descobrir Pink Floyd, este duplo álbum ao vivo serviu de excelente cartão de visita (durante anos) ao mundo Floydiano, deixando inclusivé marcas na percepção de qual são as versões melhores e definitivas das canções.

Digo isto porque o "disco das lâmpadas" ofereceu magia épica em "Shine On You Crazy Diamond", umas potentes como nunca "One of These Days" e "Run Like Hell", as impressionantes "Confortably Numb" e "Us And Them" revistas como se fossem baladas modernas num registo ligeiramente mais lento, chegando mesmo a serem sedutoras e charmosas como nunca se imaginaria.
Mas a surpresa maior acontece com "Wish You Were Here" que soa pop como nunca se ouviu, onde a voz melódica de Gilmour lhe empresta um sentido mais orelhudo do que era, devolvendo esta canção ao povo (imensa gente passou a saber até tocar e cantar esta canção), dando novo interesse a novas gerações não acostumadas à banda.

"Wish You Were Here" (1988)



Os concertos eram mesmo fabulosos, daqueles que faziam as cadeias televisivas parar as suas programações para emitirem á escala global um concerto grátis que deram em Veneza.
Onde o mundo os viu actuar numa plataforma construída sobre as águas da lagoa em frente á praça de St. Marks de Veneza, totalmente cheia com mais de 200.000 pessoas e visto pela TV por mais de 100 milhões.

"Yet Another Movie" -em Veneza, 15 de Julho de 1989


Este concerto também trouxe dissabores a Veneza, pois apesar de terem tocado num nivel de som mais baixo que o habitual alguns monumentos não aguentaram e deterioraram-se, levando a que os responsáveis pela cultura da cidade se demitissem e se decretasse nunca mais repetir eventos culturais do género.

"Delicate Sound Of Thunder" além das edições em cassete, vinil e CD (na altura um enorme luxo), saiu também como um filme-concerto muito interessante e que registava o que fizeram em palco na altura. Com muita pena, além do VHS (cassete em stereo hi-fi que adoro ver quando posso) e do já extinto LaserDisc, este video-concerto nunca foi editado em DVD. Talvez porque eles achem que a edição de "Pulse" seja a definitiva prova do que foi Pink Floyd ao vivo...
Eu acho que se justificava relançarem a edição DVD de "Delicate Sound Of Thunder", principalmente porque é um registo histórico e também por ter um alinhamento deveras interessante.


Pink Floyd passaram a ser além de míticos... também algo muito chique, um grande acontecimento.. e o mundo queria mais!

Conseguiria a gigantesca máquina Pink Floyd dar ainda mais, maior e melhor?
Sim e de que maneira pois conseguiram-no fazer 6 anos depois... mas isso já é outra história.


Reveja outros artigos relacionados com a banda Pink Floyd ou David Gilmour ou Roger Waters

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MyJukebox: Roger Waters "Hello (I love you)" ("The Last Mimzy" OST e sobre o filme)

Continuando um anterior artigo onde apresentava uma das facetas de Roger Waters, um ex-membro dos Pink Floyd, que tem por diversas vezes colaborado em bandas-sonoras para filmes.
Volto assim com mais uma das muitas colaborações dele, neste caso com Howard Shore, para o filme "The Last Mimmzy" de 2007.


Artista: Roger Waters (voz e baixo) com Howard Shore
Canção: "Hello (I love you)"
Album: "The Last Mimzy" OST




Sobre o filme, a canção e curiosidades...

Sobre este filme, o "The Last Mimzy" (2007) posso dizer que gostei dele, é uma fantasia sci-fi (com entidades de outra dimensão futura), com um certo cariz infantil, futuro esse que estava comprometido e fez com que os cientistas no futuro, enviasse para o passado peluches (mimzys) para que as crianças do passado os possam salvar.
Ora neste filme resta já apenas um único destes exemplares, a única salvação do nosso próprio futuro. Obviamente que no fim são as duas crianças protagonistas quem nos salvam... por terem o que os adultos não têm.
Está todo ele muito bem feito e com alguns efeitos visuais muito interessantes. Faz lembrar um cruzamento entre "E.T." (o facto de serem as crianças a assumirem a missão) e o "Donnie Darko" (sim também há coelhos por aqui).
Só no final é que fui surpreendido com a voz de Roger Waters na canção a acompanhar os créditos finais.




Obs: Há algumas curiosidades relativas a Pink Floyd neste filme.

Nesta canção escuta-se Roger Waters cantar a seguinte deixa:
"hello, I love you, is there anybody in there..."
Quem conhecer o tumulto que foi a separação dele dos Pink Floyd, onde as desavenças começaram no mitico álbum "The Wall", onde se contava a história de um roqueiro alienado e isolado do mundo,. neste álbum há um canção com o título "Is there anybody out there", onde vai questionando se ainda existe alguém para lá do muro. Ora há tantos anos depois ele cantar a linha "hello, I love you, is there anybody in there..." não deixa de ser afinal um muito curioso uso de palavras.

Outra situação, é as letras repetitivas no inicio das frases da canção, que faz recordar a mesma técnica que Roger Waters usou no final do álbum "The Dark Side Of the Moon".
E referir o "The Dark Side Of the Moon" conduz-nos á segunda curiosidade que se pode descobrir durante o próprio filme. O professor ("Hey teacher!" - não resisti) destas crianças, usa uma t-shirt preta com a capa do "The Dark Side Of the Moon" estampada...


Muito curioso, não é?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Roger Waters: de novo com The Wall ao vivo

Roger Waters vai voltar a exibir em tournée (ao vivo e com uma nova abordagem) "The Wall".


A ideia é boa mas não deixa de ser uma maneira de dar mais alguns passos para trás na carreira.
Contudo, o que se tem visto durante os últimos 15 anos (pelo menos) é, ele em auto-promoção do seu passado: concertos quase-unicamente-Pink, discos ao vivo do mesmo material e a colectânea em jeito de best-off.

Nada de especial portanto, apesar de pelo meio ter feito umas canções boçais para filmes, fez uma aborrecidíssima ópera (a "Ça Ira" de onde nada se aproveita perante a obra dele) e vive de royalties dos lançamentos do catálogo Pink Floyd (que ele tanto lutou por acabar -os Pink e a EMI mexem-se e ele saca umas massas sem fazer nada).

Agora regressa com uma dose grande de concertos onde voltará a "exibir" o "The Wall" totalmente na integra.
Até parece que nunca o fez antes...
Portanto, contemos além dos concertos com uma nova "oferta" comercial no futuro com CD, DVD e Blu-Ray, do mesmo de sempre. Na verdade, até não me importa nada a parte video...


Obviamente que como fã de Pink Floyd, sou um apreciador de Roger Waters também (moderadamente) e o que mais gostaria de ver surgir da parte dele era sim, álbuns de originais. É que o último registo de originais dele, o excelente "Amused To Death" foi lançado em 1992... practicamente há 20 anos.

Assim voltar a fazer o mesmo até levanta a questão do porquê de voltar ao mesmo outra vez... e outra vez... e outra vez...
E não é que ele. no seu site oficial, até se justifica dessa questão (o que revela a necessita de se justificar de voltar ao mesmo -um sinal de fraqueza?). Cá para mim ele está e com um brain damage...

"Why am I doing the Wall again now?
I believe this is still a supremely relevant question and the jury is out. There is a lot of commercial clutter on the net, and a lot of propaganda, but I have a sense that just beneath the surface understanding is gaining ground. We just have to keep blogging, keep twittering, keep communicating, keep sharing ideas.


30 Years ago when I wrote The Wall I was a frightened young man.
This new production of The Wall is an attempt to draw some comparisons, to illuminate our current predicament, and is dedicated to all the innocent lost in the intervening years." do Roger Waters site

Roger Waters, nem de propósito recriando em formato acústico "Brain damage"

terça-feira, 10 de novembro de 2009

E o muro caiu mesmo... há 20 anos! (Roger Waters - The Wall Live In Berlin -1990)

Faz 20 anos que o muro de Berlim foi destruído e com isso finalmente se uniram as duas partes da Alemanha que se encontravam separadas pelo muro.

Aquando da queda do muro de Berlim, Roger Waters, na altura já um ex-membro dos Pink Floyd, voltou a montar uma das suas mais geniais criações, o conceito multimédia que é o álbum "The Wall" (1979) num muito especial concerto ao vivo dedicado a Berlim.



O espectáculo "The Wall - Live in Berlin", foi realizado no ano seguinte, em 1990, e apresentava-se com imensos convidados, para comemorar com todo o sentido este acontecimento tão importantes que acabava de acontecer na Alemanha.

Este gigante espéctaculo, foi transmitido mundialmente pelas televisões, e ganhava ainda mais sentido pois todo ele se remetia a uma personagem que se isolava do mundo com um enorme muro. Desta vez a personagem representava a própria Alemanha, pois ao longo de "The Wall" também se retratam as guerras e o poder autoritário.

No final, deste mega evento surge o julgamento dos "crimes" dessa personagem, cuja sentença é a abolição do muro que ergueu.
Tal como nos poucos concertos que so Pink Floyd haviam dado (em finais de 1970/inicio de 1980), o gigante muro erguido durante todo o espéctáculo, é demolido ao vivo.
No concerto de Berlim esse momento foi vivido em apoteose, quando momentos antes de ser derrubado é projectado na enorme parede as próprias pinturas do muro de Berlim.
Foi mágico e simbólico em simultâneo!


Roger Waters - Live in Berlim: "The Trial"


Esta versão "The Trial" é a melhor versão que há desta canção. Nem a do álbum está tão rica como a que foi conseguida ao vivo. As contribuições de verdadeiros actores para esta parte do espéctaculo, deu uma dimensão de mini-ópera impressionante, que não se vislumbrava no original. A canção foi depois seguida de uma inovação de Roger Waters ao alinhamento do álbum "The Wall" ao substituir a faixa "Outside The Wall" por outra da sua carreira a solo, a "The Tide is Turning". Na verdade até fez sentido... pois assim conseguiu reunir em palco todo o elenco que participou no mega-espectáculo de Berlim.

Roger Waters - Live in Berlim: "The Tide is Turning"

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O album The Wall dos Pink Floyd faz hoje (2007) 28 anos.


Breves momentos da história dos Pink Floyd

Em 30 de Novembro de 1979, era editado pelos Pink Floyd o décimo-primeiro álbum de originais da banda, o "The Wall".
O "The Wall" foi o álbum que provocou mais estragos irreconciliáveis no seio da banda. Antes e depois dele quase tudo se azedou entre os membros da banda.

Era uma criação total do então líder da banda Roger Waters, que impôs aos restantes elementos a escolha dos seus projectos que tinha em desenvolvimento, um deles era uma espécie de opera-rock onde se retratava a vida da personagem fictícia de nome Pink Floyd, que era uma estrela do rock e se acompanhava desde o seu inicio, ascenção e a consequente alienação e perdição devido à fama e excessos. O escolhido foi o "The Wall" e os outros projectos acabaram por ser editados por Roger Waters a solo.
Provocou enormes discussões e desentendimentos na banda, chegando a culminar no despedimento do teclista Richard Wright ainda na fase de gravações.

O álbum "The Wall" é considerado unanimamente como sendo um dos mais importantes e melhores albuns conceptuais da história do rock. É aquele que é também o mais reconhecido dentro deste género.
O "The Wall" não só é um album impressionante, maravilhoso, apaixonante e marcante, como é o disco que deu aos Pink Floyd o seu maior hit de sempre e o single mais bem sucedido da vida desta banda inglesa. Refiro-me ao ao tema "Another Brick In The Wall, part 2" (mas um outro hit, o "Confortably Numb", de grande reconhecimento também se encontra por lá).
Ouçam um pouco que imediatamente o reconhecem.



Marcou também uma nova mudança do som da banda, alinhando agora para as canções de duração mais curta e imediatas embora dentro do contexto do tema funcionem em função de cada uma que precede, formando um todo. Com esta edição pôs-se fim aos discos conceptuais da banda, que haviam iniciado em 1973 com o mítico "The Dark Side of the Moon", seguido de "Wish You Were Here" (1975), "Animals" 1977 e por fim "The Wall" , já em 1979.

Os Pink Floyd, ou melhor, Roger Waters lançaria, no album seguinte, o "The Final Cut" em 1983, uma espécie de prequela que remontava aos tempos da guerra do pai da personagem Pink em "The Wall".

O "The Final Cut", um álbum muito interessante e pessoal (era realmente sobre o pai de Roger Waters que se tratava) foi pensado para ser o último album dos Pink Floyd (não aconteceu pois a banda haveria de renascer sobre os comandos do guitarrista David Gilmour), não teve digressão e novamente provocou ruturas na banda: desta vez foi o baterista Nick Mason, o despedido sendo as últimas faixas gravadas com um contratado.


Uma ideia multimedia e o futuro...

Este disco originou também uma das mais inovadoras digressões que alguma banda poderia imaginar sequer no inicio dos anos 80 (1980 e 1981). Consistia em reproduzir na integra todo o alinhamento seguido do álbum, que recorreram às mais diversas possibilidades de representação rock: um gigantesco palco onde ao longo do concerto era erguida uma enorme parede que acabaria por separar a banda do próprio público (literalmente deixavam de os ver a tocar).

Na parede eram projectadas imagens de animações, jogos de luzes, servia de cenário para pequenas representações do vocalista (quarto que saiam da parede) e até eram utilizados gigantescos bonecos pendurados. No fim em grande apoteose, todo o muro era demolido perante a audiência em delírio absoluto.

O "The Wall", devido ao seu cariz forte, acabou também por ser uma espécie de material multimedia, pois também foi realizado em 1982 em versão filme com o mesmo nome, com Bob Geldof a protagonista principal da longa-metragem.




Recentemente, foi re-editado em DVD numa edição especial com extras inéditos, videoclips, comentários do realizador e membros da banda, som DTS em imagem widescreen original restaurada, nova imagem gráfica e... um poster.

Aquando da queda do muro de Berlim, o então já ex-membro dos Pink Floyd, Roger Waters, montou uma década depois todo o espectáculo "The Wall" ao vivo em Berlim, com imensos convidados, para comemorar com todo o sentido os acontecimentos importantes que aconteciam na Alemanha. Também está em DVD, é claro!

Em pleno ano 2000, seria lançado para assinalar os 20 anos do "The Wall", um álbum ao vivo que a banda retirou do seu baú repleto de gravações (parece que têm lá muito material ainda inédito embora pouco relevante), com o título "Is There Anybody Out There? - The Wall Live".
Nele podemos escutar a fantástica performance que foi a digressão. Na altura havia sido prometido pela banda o lançamento em DVD das filmagens na integra de um dos concertos. Nunca saiu o DVD e a razão foi apontada por as gravações estarem em mau estado, com algumas passagens estado irrecuperável e que levaria imenso tempo a restaurar e remasterizar.

Eu, cá para mim, acho que eles decidiram guardar esse tesouro bombástico, que é ter uma actuação antiga da banda, para quando se comemorarem os 30 anos. Assim será uma forma de angariar mais umas massas sem fazer nenhum e gozar dos louros obtidos...

E sim, adoro os Pink Floyd e há muitos anos...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Richard Wright: Biografia e legado musical

Para melhor contextualizar o legado deixado por Richard Wright, membro falecido dos míticos Pink Floyd (o segundo depois de Syd Barret), publico aqui mais informações sobre a sua obra (vou tentar não ser muito extenso).


Biografia (via Wikipedia, com mais alguns detalhes que adicionei)

Entrou para a escola particular Harberdashers, e aos 17 anos foi para a Escola de Arquitetura. Lá conheceu o baixista Roger Waters e o baterista Nick Mason. Fizeram um grupo na faculdade e escolheram seis meses depois Syd Barrett para a guitarra.
O único nascido em Londres entre os integrantes do Pink Floyd, Richard Wright sempre foi o terceiro compositor e vocalista do grupo, tal como como George Harrison nos Beatles e John Entwistle no The Who.

Os membros fundadores dos Pink Floyd, respectivamente (da esquerda para a direita):
 Roger Waters, Nick Mason, Syd Barret e Richard Wright.

Como compositor Wright contribuía com duas ou três músicas por álbum, ou colaborava na estruturação de obras coletivas como "Echoes" (Meddle - 1971) ou "Time".
Dark Side Of The Moon (1973) representa seu ápice no Pink Floyd: os teclados se equiparam a guitarra de Gilmour e cinco das dez música são de sua autoria. Em Wish You Were Here (1975), onde seus teclados estão onipresentes, Wright trouxe grandes contribuições para o álbum, sobretudo na suíte "Shine on you crazy diamond".

A partir do disco Animals (1977) iniciou-se o processo de domínio do Pink Floyd por Roger Waters, apesar de neste disco Rick Wright ter realizado um competente trabalho no comando dos teclados da banda.
O sucesso começou a afetar as relações pessoais dentro do grupo. Trabalhos solo eram a única saída para os demais integrantes da banda e Wright realizou Wet Dream em 1978, acompanhado por Mel Collins (sax), Snowy Whithe (guitarra), Larry Steele (baixo) e Reg Isadore (bateria).

Quando os Floyd começaram a gravar The Wall em 1979 Roger Waters tinha assumido o total controle da banda. Rick Wright foi afastado do processo de criação e concepção, o que culminou com sua expulsão da banda durante as gravações de The Wall, apesar de mais tarde participar dos shows.
Depois da saída do Pink Floyd, Wright juntou-se com Dave Harris no grupo chamado "Zee" e gravaram "Identity" em 1984.

O retorno de Wright ao Pink Floyd se deu em 1987, nas gravações de A Momentary Lapse Of Reason. Ele chegou no meio das gravações, ocasião em que não trouxe contribuição relevante para o álbum, mas participou da turnê mundial de promoção do disco.


Já em The Division Bell, Rick Wright voltou a participar ativamente do processo criativo, retomando-se a cooperação coletiva que se havia perdido nos anos 70. Wright é co-autor de "Wearing The Inside Out" com Anthony Moore e das músicas "Cluster One", "What Do You Want From Me", "Marooned", e "Keep Talking" com David Gilmour.

Em 1996 Rick Wright lançou seu terceiro álbum, Broken China, gravada no estúdio da sua casa na França. Ele mesmo produziu o disco, junto com Anthony Moore, que também escreveu as letras. Foi mixado por James Guthrie. Participam deste álbum os guitarristas Tim Renwick, Dominic Miller e Steve Bolton, o baterista Manu Katche e o baixista Pino Palladino. E mais, Sinead O'Connor canta em duas faixas - "Reaching for the Rail" e "Breakthrough".

Apesar do papel coadjuvante, é quase consenso entre antigos fãs que os teclados de Richard Wright apresentavam-se como elemento fundamental para a constituição do som do Pink Floyd.
Morreu em sua casa em Londres, em 15 de setembro de 2008, a informação foi revelada por um porta-voz do grupo, e em seguida, divulgada expressamente do web-site da banda. Wright estava com 65 anos e sofria de cancro.

Álbuns a solo de Richard Wright
Wet Dream (1978)
Identity - sob o nome Zee, (com Dave Harris) (1984)
Broken China (1996)





Para ouvir:

Algumas criações de e com Rick Wright...

"It would be so nice" (Single 1968)





"Paint box" (Single 1968)





"Careful with that axe, Eugene" (single B-side 1968)





"The Great Gig In The Sky" (The Dark Side Of The Moon - 1973)
Curiosamente, nesta canção é proferido isto:
"And I am not frightened of dying. Any time will do.
I don’t mind. Why should I be frightened of dying?
There’s no reason for it - you’ve gotta go sometime."





Keep Talking (The Division Bell - 1994)
Enorme hit, onde faz um magnifico e importante solo a ombrear com o da guitarra...





"Arnold Layne" (David Gilmour DVD "Remember That Night" 2007)
Uma actuação de antologia protagonizada pelos dois (nos concertos de David Gilmour a promover o seu álbum "On An Island"), aqui a interpretar a primeira canção dos Pink Floyd com edição discográfica (single de 1967). No mesmo DVD, interpretaram juntos mais míticas canções da banda como "Astronomie Domine" ou "Echoes", entre outras.



O impossível novo álbum e o Live 8

Para quem alimentava a esperança de ver surgir um último novo álbum dos Pink Floyd com a formação completa, depois de os termos visto, finalmente juntos, todos os 4 membros mais de 20 anos depois, no Live 8... que se desenganem que ficou definitivamente impossível agora.
Fica assim a valer para a história como documento muito importante (já o era) a actuação dos 3 membros com Roger Waters, no Live 8 com o mini-concerto que deram juntos.
Não se vai mais repetir.



Adeus Richard Wright, obrigado!


terça-feira, 20 de julho de 2010

MyJukebox: Roger Waters "Lost Boys" ("The Legend of 1900" OST)

Uma das facetas de Roger Waters (um ex-Pink Floyd, membro-fundador), onde se tem mantido prolifero, é em colaborar com canções para banda-sonoras (de filmes, documentários ou TV). Deixo aqui um belo exemplo:


Roger Waters
(com Eddie Van Halen na guitarra)
Canção: "Lost Boys" (de Ennio Morricone)
Album: "The Legend of 1900" OST
Ano: 1999

Na minha opinião, ele tem até conseguido criar ou participar em belíssimas canções para bandas-sonoras dignas de figurarem nos seus álbuns a solo (por vezes até melhores do que tem neles).
Daria uma interessante colectânea feita só com material assim de Roger Waters...


(Obs.: Nunca vi o filme mas parece ser bom...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Roger Waters entrevistado por Conan O'Brien

Uma divertida entrevista a Roger Waters, no "Conan" o novo programa de Conan O+Brien.


A entrevista pode ser apreciada na página oficial "Roger Waters: The Wall Live" (clicar para saltarem para lá)...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

David Gilmour e Roger Waters juntos!!!

Roger Waters divulgou no seu Facebook que ele e David Gilmour tocaram juntos 4 canções.
Uau!!!

"Roger Waters performed four songs with David Gilmour at Kidlington in Oxfordshire, England on Saturday 10 July at a charity event for the Hoping Foundation (Hope and Optimism for Palestinians in the Next Generation)."


Tocaram juntos:
To Know Him Is To Love Him;
Wish You Were Here;
Comfortably Numb;
Another Brick in the Wall (Part 2)

Será que isto poderá significar alguma coisa mais para o futuro?
Eu adorava!!!

domingo, 2 de outubro de 2011

Blitz extra: Pink Floyd total... Set/Out'11 nas bancas

A Blitz tem nas bancas uma edição extra totalmente focada em contar tudo sobre os miticos Pink Floyd e a publicação chama-se "Pink Floyd Total".


"O que poderá ler em Pink Floyd Total:


- Tudo sobre as re-edições, a partir dos estúdios Abbey Road, onde Rui Tentúgal encontrou Nick Mason, baterista dos Pink Floyd.
- As três obras-primas ao milímetro: Dark Side of the Moon , Wish You Were Here , The Wall .
- Entrevista com David Gilmour e Nick Mason sobre o período de ouro do grupo, nos anos 70, e a relação muitas vezes tumultuosa com Roger Waters, o "ideólogo" da formação clássica dos Pink Floyd.
- Biografia completa, das aventuras psicadélicas de Syd Barrett ao re-encontro de Waters, Gilmour e Mason no palco do Live 8, em 2005. As melhores fotos de todos os períodos da banda, os episódios mais relevantes, como os concertos de The Wall , saída de Waters, a morte de Rick Wright e Syd Barrett. Por Rui Miguel Abreu.
- Os concertos dos Pink Floyd em Portugal, de 1994, e as subsequentes vindas de Roger Waters ao nosso país, sobejamente ilustradas.
- Perfis individuais dos 5 músicos que passaram pelos Pink Floyd.
- Discografia, incluindo complilações, discos e DVDs ao vivo recomendados."

Aqui o "je" revelar que religiosamente já tem a edição é algo que até poderá ser entendido como um cliché... vá se lá perceber o porquê, right? Tão previsível afinal...

terça-feira, 1 de março de 2011

Blitz... de Março'11 nas bancas

A edição #57 da Blitz anda pelas bancas e desta vez tem para mim algumas boas razões irrecusáveis.
Com um senhor destes na capa da revista não há como meter água nas bancas...


A capa é merecidamente dedicada a Roger Waters e aos concertos "The Wall" que ele vem dar a Portugal neste mês de Março.
Até adorava ir mas... não dá mesmo (em alturas como esta temos de ser realistas para nós mesmos). Contudo, prometo me redimir quando ele lançar uma edição em DVD/CD, que será adquirida com todo prazer. (Será mais  uma edição original floydiana irrecusável a juntar às diversas que tenho por cá.)


A Blitz dedica 10 páginas a este ex-Pink Floyd, com entrevista, fotografias e tudo acerca do conceito do muro (incluindo os bastidores). Obviamente que uma edição para ter e guardar (tem de ser... é mais uma edição de antologia floydiana).

Mas não é só sobre Roger Waters a edição e apreciando o que dizem na capa, há muitos mais focos de interesse. Pessoalmente, deles é James Blake e um outro é a arte de Banksy. Juntemos os Deolinda e os novos lançamentos e outras curiosidades e... temos uma Blitz que promete!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Roger Waters vale pouco (na FNAC... e ainda bem!)


O álbum ao vivo de Roger Waters, ex-Pink Floyd, tem o seu álbum ao vivo "In The Flesh" disponível na FNAC por um baixo preço mesmo irresistível: 7,99 euro!

Mais interessante ainda é esta ser uma edição especial deste lançamento, que é composta por 2x CD + 1x DVD (o DVD tem todas as faixas em video).

Uau!
Fossem todos os discos a preços destes!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Adeus Richard Wright, adeus!

Hoje vou abrir mais uma excepção e noticiar uma notícia triste, para mim pelo menos.
Um dos meus ídolos da música morreu:
Richard Wright, o membro teclista e vocalista dos Pink Floyd.



Conforme informa no G1 "O músico e tecladista Richard Wright, um dos fundadores do grupo de rock progressivo Pink Floyd, morreu nesta segunda-feira (15). A informação foi revelada por um porta-voz do grupo. Wright estava com 65 anos e sofria de câncer.

"A família de Richard Wright, membro fundador do Pink Floyd, anuncia com grande tristeza que Richard morreu hoje, depois de uma rápida batalha contra o câncer", disse seu porta-voz em um comunicado. "A família pediu que sua privacidade seja respeitada nesta hora difícil."

"O vocalista David Gilmour, que se juntou à banda em 1968 logo após a saída de Syd Barrett, escreveu uma nota em seu blog nesta segunda-feira lamentando a morte do companheiro: "Eu realmente não sei o que dizer além de que ele era um homem amável, gentil e genuíno e que fará uma falta terrível a tantos que o amavam. E são muitas pessoas. Não era ele quem ganhava as maiores salvas de palmas ao final de cada show em 2006?", lembrou.
"

Quem não sabe quem ele é pode apreciar o seguinte video e o ver nas várias fases da sua carreira nos Pink Floyd, a solo e não só. A canção deste video, um excerto da charmosa "Wearing the Inside Out" (Division Bell - 1994), foi criada por e cantada por ele, numa das suas muitas e excelentes contribuições para a sua banda Pink Floyd.



Richard Wright, foi um dos membros fundadores da banda Pink Floyd mais discretos mas não menos importante.
Aliás... as suas composições e arranjos para as músicas dos Pink Floyd, foram tão importantes na definição do som da banda que não dá para separar a sua contribuição dos outros membros deu sempre um ar nobre e culto, à banda, fazendo com que o piano, orgão ou sintetizadores marcassem para sempre os maiores sucessos dos Pink Floyd.

Comparo este Pink Floyd ao Beatle, George Harrison, também já falecido. Enquanto os outros membros destas bandas, eram imensamente populares, estes dois músicos tinham um comportamento mais low-profile mas contribuíam para o som da banda de uma forma impressionante e fundamental.

Roger Waters, em final do seu "mandato" a liderar a banda, já não percebia o sentido e a visão dele para os Pink Floyd (foi por isso que Waters acabou a perder-se). Wright, que foi um mebro fundador da banda, esteve sempre a proteger o legado dos Pink Floyd e ao insurgir-se contra Waters, perante as ideias que este apresentava e a forma "a ferros" com que conduzia já a banda - Waters foi longe demais aos despedi-lo da banda e mais tarde sairia ainda também em divergência o baterista Nick Mason. Sempre apreciei o "The Wall" e o "The Final Cut" mas claramente se percebem nestes álbuns que lhes falta qualquer coisa: a arte criativa de Rick Wright!


Ainda bem que Gilmour o soube "regenerar" para a música e envolvê-lo de novo na banda no final dos anos 80 aquando do "A momentary lapse of reason". Depois disso voltamos a ter a arte dele na música e na banda. Nestes últimos anos acompanhou as tour do David Gilmour, que a propósito lançou DVDs fantásticos (neles se pode assistir o R. Wright a cantar Arnold Layne, Astronomy Domine ou Echoes... pura magia!) Wright foi feliz musicalmente com Gilmour...

Obviamente que recordo com saudade o concerto dos Pink Floyd em Alvalade (1994), estive lá na segunda noite e foi algo mágico e totalmente inesquecível.

Por curiosidade, no álbum dessa tournée, o "The Division Bell" (1994), uma das faixas que mais me arrebatam é a "Cluster One". Sente-se nela os 3 membros em modo jam a criarem o seu próprio som, desenvolvendo-o individualmente e acabando fundidos como uma banda totalmente em sintonia.


Adenda á música da semana

Em destaque, deixo-vos um video de uma memorável actuação dele a interpretar uma canção sua, numa das tour a solo de um outro Pink Floyd, David Gilmour (um grande amigo dele) em 2002, onde foi convidado a interpretar "Breakthrough" (do Broken China). E fê-lo de forma sublime, rodeada de coros quase gospel.
A participação foi tão mágica que Gilmour o convidaria para integra a sua banda de apoio nas tournées seguintes e também a participar no "On an Island" (2006, David Gilmour a solo), onde cantou nalgumas faixa inclusive e passou a integrar nos concertos de Gilmour.

"Breakthrough" Richard Wright & David Gilmour - "In Concert - Live at Robert Wayatt's Meltdown" (2002)


Adeus Richard Wright, adeus e obrigado!



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pink Floyd - Ummagumma (1969)



"Ummagumma" (1969) is a Pink Floyd album/project that was very important in the band's career. Much more than it seems from such distance today because in those days of 1969, it tries to search a future for the band while establishing what they were and how their (short) past songs evolved. In some way we can ear them playing together and live, doing her best in the late 60s and in another proof of concept understand what was the (sound and ideas) universe of all the four members when they contribute with their stuff individually.

In my opinion we can clearly note that:
- Roger Waters was always more interested in describe ideas on tracks with his own obsessions and intimate feelings (and authority) with a more natural but wide landscape - something that his pastoral approaches worked really well for several times; The curious fact is that his contribution in studio shows himself much more solo than all the others;
- Nick Mason, seems more interested in aesthetics and what levels a music can achieve with different and experimental rhythms while also trying to wide their sound to new feelings that other instruments reworked in studio could provide to musical aspects;
- David Guilmour, shows here that he got a more song approach and trying to give harmonies to it, traveling from light to dark and coming back, in form of guitars sounds and matching that with voice. He does in a way that opens the need of been integrated and surrounded by a band playing;
- Richard Wright had the opportunity to show how far he could create music and he does that with a sense of grandiloquence attitude where we can feel this is something made to be scaled to be epic. What we get is music floating from her fingers but never songs.

I think that all those individual energies has made them in a path of discovery of what they really has become. This album contributed largely for a more opened attitude in their records (songs and music), something that new "The Endless River" (2014) has some clear bridges to this one (like in "Sum", "Skins", "Autumn '68", "TBS9" or "TBS14").

Finally, an album cover that, in is own style, has become something like a revelation to the band future. It's like a prediction of Pink Floyd's future leadership... from a band of 4... to Waters domination... and ending in Guilmour.
It was always there in front of us since 1969... wow!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MyJukebox: Pink Floyd - The Final Cut Video EP (1983)

Pink Floyd
"The Final Cut Video EP"
(1983)



Não, não tenho esta edição em video. Apenas tenho o álbum "The Final Cut" em CD, que foi o segundo álbum de estúdio que devorei com fervor pois adorava-o de uma ponta á outra (o primeiro inteiro que descobri foi o "The Dark Side Of The Moon" - o The Wall já conhecia bastante coisa na altura mas não o tinha inteiro). Quando tinha uns 20 anitos, certa vez deparei-me numa loja com a edição VHS. Custava uns 6 contos, por ser importado, e na altura fiquei um pouco indignado pelo preço que custava. 6 contos seriam hoje 30 euros. Andei anos sem nunca ter visto estes cerca de 20 minutos para 4 faixas do álbum, tornadas aqui numa curta-metragem (no fundo são 4 videos sem interrupções).
Descobri finalmente com o advento da internet, há uns anitos atrás e lembrei-me que merecia ser recuperado.



Diz assim na Wikipedia:
"Pink Floyd realizou um Video EP de 19 minutos em 1983 para o álbum The Final Cut, que é apenas quatro video-clipes em sequência continua, dirigido por Willie Christie, que era cunhado de Roger Waters.
O ator Alex McAvoy, que interpretou o professor em "Pink Floyd The Wall" tem um papel no video EP.
Waters aparece, como um paciente, cantando a letra para o psicólogo durante Fletcher Memorial Home."

Vale a pena ver. Mal termine o primeiro video é fazer play no outro.
Pronto... isto valia 6 contos. Vá... ide lá ouvir o álbum na integra, que é um álbum de semi-Pink Floyd bastante diferente dos outros e é uma espécie de continuação/prequela a "The Wall".
Curiosamente, este álbum tem uma das minhas canções preferidas da banda... mesmo só tendo dois membros creditados na faixa (vá lá... qualquer bom fã da banda sabe qual será essa faixa).
Enjoy it!


The Gunner's Dream / The Final Cut


Not Now John / The Fletcher Memorial Home