domingo, 10 de maio de 2009

sábado, 9 de maio de 2009

Musica da Semana: A Tribe Called Quest e o hip-hop com jazz

"Back in the days when I was a teenager
Before I had status and before I had a pager
You could find the Abstract listening to hip hop
"
in Excursions

O hip-hop sempre foi um dos géneros musicais mais curiosos, muito porque conseguiu desde cedo incorporar elementos doutros ramos musicais e ao mesmo tempo devolvendo esse apropriamento com nova força revigorada nos dois sentidos. Não é à toa que desde cedo assistimos á colisão do rock com o hip-hop, com por exemplo os Public Enemy com os Anthrax ou os Run DMC com os Aerosmith. O hip-hop contaminou a Pop, o R'n'B, a dance music e entre tantas influências serviu de base para o nascimento do trip-hop e outras cenas mais.

No entanto, para os DJs criarem as suas bases sonoras, contavam principalmente com as canções negras antigas que existiam, quer fossem sons da motown, da soul, o rhythm&blues ou outros. Desde o inicio notava-se frequentemente dessas pilhagens excertos de jazz.
Bem vistas as coisas, o jazz era até uma fonte quase inesgotável de sons e com fervilhantes linhas de baixo, principalmente muito ricas para a criação das bases sonoras dos DJs por onde os MCs conduziam o seu flow rap. Da simples pilhagem a pensarem em fazer jazz com hip-hop... o jazz rap... foi um passo!

Contudo, respeitar o jazz e ao mesmo tempo o hip-hop, de forma cativante, não seria uma tarefa para todos. Nem todos passavam do simples uso dos clichés jazz, nada mais que samples dos baixo feitos em contra-baixo, o uso das trompetes e o remeter ás ambiências soturnas e algo fumarentas. Nos finais dos anos 80 e inicios da década de 90, surgiram vários grupos/colectivos que faziam essa fusão, tais como: Jungle Brothers, De La Soul, A Tribe Called Quest, Dream Warriors, Digable Planets, Gang Starr (Guru, o MC desta dupla acabaria por fazer a fusão total do rap com live jazz no seu projecto a solo JazzMatazz), etc.

No entanto, o disco que mais me impressionou e que ainda hoje o tenho com respeito, é o segundo álbum dos A Tribe Called Quest, o "The Low End Theory" (1991).

The Low End Theory

Neste álbum, que atestava a coerência do grupo em seguir a estratégia dos vários colectivos da Native Tongue, os A Tribe Called Quest fizeram uma incursão séria e imaginativa na fusão dos dois géneros. O flow do rap de Q-Tip e Phife Dawg, assentava como uma luva na base sonora jazz do Dj Ali, que juntos engendraram com a ajuda de músicos jazz (os quais samplaram e programaram durante o disco).

Este grupo, que ainda só ganhavam créditos pelo álbum de estreia e tinham em "Can I Kick It?" desse álbum um dos seus hits mas é com "The Low End Theory" em 1991, que ganharam o estatuto e até o respeito por ambos os lados das comunidades hip-hop e jazz (facto confirmado com o 3º álbum de '93).

Na altura, que comprei o CD -o meu orgulhoso primeiríssimo CD (adquirido na já extinta Bimotor do Porto)-, andava fascinado pela "Butter" (que rodava num certo programa de radio), não contava com tamanha excelência por todo o álbum. Na loja mal se pôs o disco a tocar para uma breve escuta... foi de imediato gosto. Nem muito menos viria a saber que este seria um dos mais importantes discos do hip-hop da história e que ganharia os mais importantes prémios da indústria.

"The Low End Theory" é simplesmente um album maravilhoso, intemporal, imaginativo, sempre fresco e repleto de temas inesquecíveis. Um clássico instantâneo!!!

Começa ao som do jazz na fabulosa "Excursions" e por aí avança sem parar por faixas memoráveis como "Buggin' Out", "Butter", "Vibes And Stuff", "Check The Rhime", "Jazz (We've Got)" até terminar com "Scenario".

É practicamente um disco non-stop, onde por vezes as faixas sucedem-se como a evolução da anterior. Não tem nada de skits e paragens para o humor, muito habitual do hip-hop. Tem um groove e uma vibe, impressionantes, com escolhas sonoras e ritmos jazz repetidos em loop, de forma muita orgânica. Os dois MCs descarregam prazenteiramente rimas que até são inspiradoras pela clareza das palavras (eu até ainda hoje sei as letras de cor e acompanho imensas partes sem falhar).

A verdade é que é realmente um dos mais importantes discos sagrados da década de 90.
Incontornável e obrigatório!!!

Quem diria que, aqueles putos conseguiriam fazer semelhante feito, hã?

Olhando para os tempos actuais, eles apenas carregavam consigo a arte e gosto pelo hip-hop, sem artificios. Nada de pistolas, correntes de ouro ao pescoço, bitch para aqui e bitch para ali, ostentações de riqueza... nada.
Apenas amor sério pelo hip-hop.


Jazz (We've Got) & Buggin' Out

É curioso como, com poucos meios conseguiram fazer tanto... Quando dá a sensação que "Jazz" está assimilada, fazem uma interrupção cómica e arrebentam tudo com "Buggin' Out" que até tem direito a final à cappella. Um videoclip fantástico, imaginativo, que sabe fazer uso do preto-e-branco (jazz) vs cores (buggin), com as duas melhores faixas do álbum de rajada e tudo assim... tão simples!




Check The Rhime



"If I get the credit, then I'll think I deserve it
If you fake moves, don't fix your mouth to word it
Get in the zone of positivity, not negativity
Cuz we gotta strive for longevity
"
in Excursions


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Apple round-up: iPhone OS 3, iTunes, OS X Server, iFart

Só para fazer um pequeno apanhado de algumas novidades, rumores ou apreciações que andam por aí relativamente ao mundo Apple.


iPhone OS 3.0

- melhor camera fotográfica
Foi descoberto, que além de vir com mais resolução de captura (com 3,2 Mpx) também a mesma fará capturas mais nitidas e que terá melhor desempenho em situações nocturnas.

Como podem ver por estas imagens via AppleInsider:


O mais impressionante é que, os actuais dispositivos quando receberam a actualização para iPhone OS 3.0, também contarão com essas melhorias. No entanto, já fizeram testes com iPhones Classic e os 3G e pouco ou nada ao nível da nitidez se notou de melhor excepto uma melhor acentuação das cores (agora mais vibrantes).

- gravação de video
Está confirmado no iPhone OS 3.0, que este passará a filmar nos modelos sucessores do iPhone 3G, que aparecerão este Verão
E já se acredita que não será apenas e só filmar mas muito mais que isso...

O iPhone passará a ser uma plataforma móvel de edição de videos ao bom estilo do actual iMovie. E se editar já parece muito... A Apple não se fica por aí pois os videos (e depois de prontos) podem ser partilhados de várias formas: MMS, upload para a internet como o YouTube ou o MobileMe.
Talvez a Apple mostre as suas razões ao nunca ter permitido ao iPhone filmar e até desenvolva a versão Mobile do iMovie. É que, se vier já assim, desta vez torna-o num dispositivo impressionante para o video: captura, edição, partilha e visualização!

No entanto, esta capacidade toda parece estar assegurada para um novo modelo que está prestes a sair daqui a meses.


iTunes 8.2

Circulou para os developers uma beta do iTunes 8.2 e as alegadas referências de suporte aos DVDs e Blu-Ray.


Na verdade, não há nada de mais a não ser a informação relativa á Gracenote, que tem dados actualizados no seu disclaimer... e esta versão é exigida para os developers poderem instalar a mais recente beta do iPhone OS.
Era bom era... que o iTunes ripasse directamente um filme dum DVD como faz com os CDs.


Mac OS X Snow Leopard Server

Um excelente artigo da AppleMania.Info, revela que a escolha por OS X Server da Apple é muito mais económica que escolher os sistemas da Microsoft.

“A Apple vai impulsionar a popularidade do iPhone provendo aos usuários do Snow Leopard Server novos serviços corporativos de e-mail, contato, calendário e intranet para o iPhone e iPod touch muito mais baratos que os equivalentes do Microsoft Windows Server”, informa Sam Oliver em artigo publicado no AppleInsider.

“Tal estratégia provavelmente ajudará a ligar a crescente popularidade do iPhone dentre usuários corporativos e governamentais às maiores vendas do Snow Leopard Server e atrair mais atenção às ofertas do servidor Mac postas como alternativa muito mais barata à combinação entre Windows Server, Exchange Server, SharePoint e Exchange Active Sync da Microsoft para suporte a acesso remoto para aparelhos móveis”, diz Oliver.

“Isso porque, embora um servidor Dell comparável a um Xserve da Apple possa ser ligeiramente mais barato antes de adicionar o Windows Server, a política de licenciamento da Microsoft aumenta dramaticamente os custos que as empresas têm que enfrentar para fornecer os mesmos recursos do Mac OS X Server, que a Apple preinstala em seus servidores Mac sem nenhum custo adicional”.

A seguinte tabela comprova-o:


iFart

Uma estúpida aplicação para iPhone que lhe poderá trazer momentos hilariantes...

Nas bancas em Maio '09: novo jornal "i"

Mesmo com a crise, a baixa acentuada na venda de jornais, ainda há quem entenda remar contra a maré e lançar para as bancas mais uma nova publicação. É um novo jornal e diário, mas que pretende ser inovador, irreverente, interessar, etc... desde que comece o termo por "i" pois é esse mesmo o nome da publicação. Apenas e simplesmente: i
Acho graça o uso do i... e no jornal funciona como um logo tal como acontece ao "P" no Público...

Boa sorte!

i
(também com presença web em i-online)




Adenda (com reviews):

A edição de hoje (Sexta-feira) "já cá canta" (juntamente com o outro, o Ipsilon... ooops... desculpem, queria dizer o Público) e na minha sincera opinião é um jornal que privilegia muito o design e a estética das páginas sendo esse o factor mais relevante. Boas cores, aliás é todo ele a cores, mas os tons berrantes adocicados pelas fotos, a força da fonte Helvetica em frases multicolores, os espaços e o paginamento são refrescantes e tornam a leitura leve. Seguidamente o formato do jornal: tamanho menor que o Público e com as folhas todas unidas por agrafos.
Se juntarmos o design e o formato, quase poderíamos afirmar que o "i" é mais revista que jornal. E será isso mau? Não!

Ao nível dos conteúdos, parecem ser igualmente leves e não muito explorados para se tornar jornal de referência. Fiquei um pouco desapontado no que toca à parte cultural. Afinal com tanto destaque no topo da capa no berrante amarelão, pensava que estaria aqui um grande desenvolvimento. Tem muita coisa mas desilude pois com tanto design desde o inicio do jornal quase nem se dá pela diferença nestes conteúdos.


É um jornal muito agradável à vista e que promete interesse. Mas está a começar ainda e temos de dar um tempo para que estabilizem a edição.

Não há ninguém perfeito e num lançamento as situações menos bem conseguidas podem acontecer facilmente.

É que realmente a capa da 1ª edição (mais acima no inicio do post) estava muito fraca para uma estreia.
Facto explorado e muito bem argumentado no Bitaites mas que é na minha opinião demasiado contundente para uma edição que ainda está apenas a arrancar. Só vi a capa e não vi o jornal de ontem (Quinta-feira) e como são estreantes ainda andarão a afinar muita coisa e algumas delas terão de melhorar (tais como refere Zone41 acerca do site).

Por exemplo, ainda há imensos aspectos ao nível de pré-impressão que merece ser revisto (para mim o mais gritante é o logo, o tal "i" grande no topo da página que por estar a preto se lhe meteu um overprint automático mas não repararam que assim o "i" iria ficar amarelado pela enorme caixa amarela, que só seria aceitável se o "i" ficasse todo no interior do amarelo. Mas ao ficar meio acento de fora produz ali um efeito de pretos diferentes... eeu detesto preto-amarelados. O logo deveria estar permanente em preto reforçado a CMYK e sem overprints e assim assegurariam os tons do logo coerentemente uniformes em todas as edições.

Temos de compreender que esta equipa está a começar, pelo que julgar por apenas duas edições é demasiado cedo e até injusto. Com muitas mais semanas pode ser que sim... que se saiba o verdadeiro valor e vocação desta nova publicação.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Andam nas nossas salas de cinema (desde 7Maio09): Star Trek, Cidade dos Homens...

A época dos filmes topo de audiência, os blockbusters, já abriu com Wolverine e apartir daqui é contar em todas as semanas com títulos de impacto geral.
E cá está ele!!!


Esta semana estreia aquele que será um dos (meus) filmes do ano:
Star Trek de J.J.Abrams (2009)

Segundo correm as criticas estamos na presença de um valente reboot e entusiasmante versão da saga, a pontos que a relança com uma pujança que não seria já imaginável. Só vendo mas a julgar pelos trailers...

Olha... está lá também o Spock original... a dar a benção!


Sinopse (via Split screen):
"A mítica tripulação de Star Trek regressa num filme que mostra o encontro dos seus vários tripulantes e a sua primeira viagem a bordo da Entreprise, a nave mais sofisticada do mundo.
Quando uma força diabólica ameaça toda a humanidade, a missão de a travar é entregue à jovem tripulação da USS Enterprise, entre a qual o jovem inconsequente James Kirk, sedento de aventura, e Spock, um vulcano que baseia toda a sua existência na lógica, rejeitando qualquer tipo de emoção.
Porém, ao contrário de todos os prognósticos, o instinto fogoso de Kirk aliado à razão pura de Spock permite-lhes criar uma forte, apesar de improvável, aliança que conduzirá a Entreprise a sítios onde nenhum homem ousou antes ir."

Star Trek conta no elenco com Zachary Quinto como Spock, Eric Bana no papel do vilão Nero e Chris Pine como o Capitão Kirk.
E mais um trailerzinho não faz mal a ninguém...


Para já percebe-se bem que J. J. Abrams conseguiu tornar relevante este tipo de aventuras de ficção-ciêntifica de recorte clássico: naves espaciais, aliens, muito equipamento high-tech futuristico. E fazer isso com uma saga quase sagrada, reinventá-la, actualizá-la, satisfazer os fãs e ainda ter boas reviews... é obra!

A verdade é que eu cá temia o pior sobre uma nova adaptação de Star Trek. Depois de ver as variantes que foram sendo feitas... nunca nada saiu melhor que a série original dos anos 60/70 ou os dois filmes que imediatamente se fizeram a seguir (acho o primeiro filme espantoso e mesmo hoje consegue maravilhar visualmente).
Temia também pelo elenco e a história que fariam... mas depois de visto o muito material que tem saido sobre o filme e os vários trailers, já não tenho dúvidas que vai satisfazer todos os amantes de ficção-cientifica e para os fãs do universo trekkie.

Também Zachary Quinto, mais conhecido pelo Sylar da série Heroes, aqui em Star Trek a fazer de jovem Spock, está mesmo muito bem escolhido para o papel.

E se querem que vos diga até os brilhos lens-flare (os clarões e flashes visiveis nos trailers), resultante de reflexos de luz captados pela camera, muito criticados por ser algo inadmissível até em realizadores amadores, aqui que funciona a favor de J. J. Abrams. Dá um efeito de algo como... glossy high-tech ofuscante!
Temos filmão!

J.J.Abrams: Respect!!!


E também estreiam...
Cidade dos Homens
Tyson
A Zona
As Operações Saal

Canais TVCine- a evolução, o valor e opinião sobre estes canais de cinema


Os filmes fazem um ciclo de vida muito curioso:
Cinema > DVD/Blu-Ray/videoclubes digitais > canais premium de cinema (tipo TVCine) > canais temáticas > canais abertos > etc.
A internet troca as voltas e por vezes pode se colocar antes ou depois das salas de cinema...

A promoção dos filmes diminui com a sequência descrita. No entanto, os canais TVCine têm sido relegados a uma quase indiferença geral pelas entidades e talvez mesmo pelo público, que nos dias de hoje equaciona a sua real valia.


A minha observação histórica, da evolução destes canais de cinema nacionais...

Já tiveram vários nomes...
- Tele Cine 1 e 2; mais tarde como Telecine Premium e Gallery
- Lusomundo Premium e Gallery + Lusomundo Action + Lusomundo Happy
- para a actual designação TVCine: TVC1, TVC2, TVC3, TVC4 e TVC4 HD

E foram lentamente (muito lentamente mesmo), fazendo as melhorias...

Primeiro, nos tempos da Tele Cine, exibiam-se os filmes todos em 4:3; depois foram colocando alguns filmes no formato original no espaço da largura 4:3 com as legendas na barra preta inferior e os logotipos e nome do respectivo canal na barra superior;
Outro facto era que um filme exibido no cinema, na altura, viria a sua estreia no Premium cerca de 18 meses depois.
A Tele Cine introduziu o catálogo mensal de filmes impresso e a chegar por correio aos subscritores (reparem que a SportTv não antecipa com esta categoria o que vai transmitir nesse mês). Outra curiosidade era a estreia do filme principal da semana só voltar a ser exibido semanas depois, facto que tornava a exibição do filme um quase acontecimento. Normalmente o mais interessante ficava reservado para o final do mês...

Seguidamente, a mudança para a empresa Lusomundo trouxe alguma melhoria na resolução do 4:3 e nas cores pois a anterior empresa (a Telecine era de origem brasileira e como tal fazia a conversão dos canais de NTSC para PAL); a Lusomundo foi quem também dotou mais dois canais temáticos ao pacote de canais: o Premium exibia as novidades, blockbusters, estreias; o Gallery os filmes clássicos, os que regressavam de novo ao canal mas que já não eram novidade/estreia e os mais alternativos ou aclamadas por alguma elite critica; o Happy que exibia comédias e filmes familiares; o Action que tal como o nome faz crer, os filmes de acção de grande e baixo orçamento (séries B a Z) e ao estilo do Gallery os filmes de acção mais clássicos;
A Lusomundo também introduziu os horários prime-time fixos entre canais: 21h, 21:30h, 22h e 22:30, para cada filme principal do dia nos respectivos canais temáticos.

Actualmente, desde que passaram a ser TVCine (agora da ZON, também proprietária da Lusomundo), que deixaram de ser temáticos e a ser um pack de 4 canais onde o leque enorme de filmes vai rodando por todos os 4 canais e em várias alturas horárias.

Se de certa forma ao deixarem de ser temáticos, pareceu a inicio ser confuso e aborrecido ver um mesmo filme acabado de exibir (no TVC1 por ex) ser repetido horas depois noutro (no TVC3 por ex), a verdade é que ao fim do tempo necessário para nos habituarmos ao novo esquema de exibição (introduzido em 2007) até que se veio a revelar positivo e menos rígido que a exibição temática (perdia-se a exibição do filme nesse momento e ele só viria a repetir no mesmo canal muito tempo depois -dias!- e ás vezes durante as madrugadas). Em 2009, introduz a exibição de séries (que não vingou), o som Dolby digital e o verdadeiro 16:9 nas emissões em definição standard e posteriormente a qualidade da imagem no superior HD - um dos canais a ser exibido em alta-definição (e como os filmes rodam entre os vários canais há sempre a possibilidade de ser visto em HD).


Qual o valor actual dos canais de cinema TVCine?

Nos dias de hoje em que o acesso a ver filme já é tão grande, os canais TVCine estão um pouco a remar contra a maré dos acontecimentos.

Obviamente que são canais pagos, um facto que afasta imensa gente de os subscrever. São 15€ mensais por 4 canais + 1 HD... e isso é dinheiro. Mas se pensarmos bem... quantos filmes é que se conseguem alugar mensalmente com 15€?
Reparem que os videoclubes digitais das operadoras, cobram cerca de 4€ por filmes novos...
4€ só por um filme durante 24 horas!!! E depois há os aluguers dos videoclubes tradicionais (lojas nas redondezas como a Blockbuster) onde o aluguer do Dvd é em média apartir dos 2€. Também a alternativa de comprar tudo o que é DVD (original ou pirateado à porta de cafés por ex.) também não resolve e apenas serve para inundar a estante...
No entanto, ao bom gosto do tuga, se o valor mensal do TVCine na ZON fosse de apenas 10€ (como os vende a SmartTV da Clix) seria ainda mais interessante e traria mais adeptos.


Os canais TVCine exibem centenas de filmes mensalmente pelos 4 canais e com muitas estreias constantemente (às dezenas!) de outros novos filmes por semana.

Se se for ao cinema apenas ver os títulos irrecusáveis e esperar que os outros filmes passem nestes canais, o valor a apagar pelos filmes passa a ser interessante. Agora se a ideia é ir muito ao cinema, alugar imenso, descarregar da net outros tais, ter estes canais acaba por ter pouco valor de relevãncia e aí o valor a pagar por eles salta-nos à atenção devido a não descobrirmos neles interesse.
Se não se fizer nada para ver os filmes (poucas idas ao cinema, menos alugueres, menos "sacanço") e contar com estes canais para disfrutar dos vários títulos (mesmo que mais alguns meses depois), até que saem muito em conta e se tornam valiosos. É a minha opinião apenas...

Há mais de 10 anos atrás, no tempo em que o VHS ainda imperava e o DVD era um luxo, ver exibido na TV filmes e filmes sem pararem num canal de cinema, era algo de arregalar os olhos de desejo. Era um factor que fazia adoptar-se a televisão por cabo, ao qual juntando os canais de futebol (e alguns temáticos), seria mesmo irrecusável esta realidade do cabo: ter tudo sem sair de casa.
A evolução e massificação da internet, os dispositivos móveis, acabariam por colocar em questão o valor de tudo.

Afinal, além do cinema e DVDs, o acesso aos filmes também já nos chega facilmente pela internet, pela pirataria de dvds (onde se vendem o que está no cinema e até com antecendência), pelos serviços de streaming ou os videoclubes digitais das operadoras (ZON, Meo, SmartTV), os canais abertos a exibir filmes muito recentes e em exclusivo, etc... tudo isto junto oferece imensa rivalidade ao valor do que é exibido nestes canais de (depois-do-)cinema.

Mesmo assim acho-os fundamentais para quem é cinéfilo e aprecia passar o tempo com filmes, aqueles que adoram ter sempre um filme para ver e especialmente até para verem aqueles filmes de menor interesse, os tais que seriam improváveis de os fazer correr ao cinema, aos videoclubes ou que até nem descarregaria da internet. É nessa franja de juntar o que nos interessa com o que nem sabiamos que nos interessaria, e aqueles mal-fadados filmes que só os vemos por ver também (por estarem a dar), que este pack de canais revela o seu valor.

Um novo dado que relançou o interesse nos canais de cinema, é o facto de existirem agora as box com a função DVR. Agenda-se os filmes que não queremos perder, quando estes passarem nos canais e na altura que nos dá mais jeito... os visualizarmos, paramos, repetimos, etc.
O DVR é o actual maior trunfo do TVCine, pois quando não há nada entusiasmante para ver na transmissão, podemos sempre recorrer ao que foi gravado pela box.


Assim, para concluir este artigo sobre estes canais de cinema...

Quem não os tem não vislumbrará interesse neles à partida... mas a verdade é que depois de os ter a funcionar, torna-se um dos maiores aliados da "janelinha" que é a TV perante o marasmo de telejornais chatos, novelas irritantes, momentos juvenis inócuos, concursos da treta (nos dias de hoje parece que qualquer merda é cantor, actor... é só artistas VIP sem valor).
Refugiar-se num filme ou numa série... sempre nos devolve alguma boa sanidade.
Toda a gente gosta de ver filmes. Essa é que é a verdade maior!

Quer sejam de acção, comédias, dramas, terror, futuristas... a maior verdade é que todos nós gostamos sempre de ver um filmaço! Venha ele de onde vier...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Canais TVCine em verdadeiro 16:9

Finalmente uma melhoria técnica que sempre achei que faltava nos canais TVCine:
o verdadeiro 16:9!

Para quem não estiver atento a imagem poderá parecer a mesma numa TV 4:3, mas quando bem configuradas as box da ZON e se apreciem os canais em televisões no formato widescreen 16:9 (sejam ainda CRT ou os mais recentes plasma ou LCD), a imagem passará a encher o ecrãn e a não precisarmos de alargar ou fazer zoom.

Este era um dos aspectos técnicos que sempre me indaguei porque não o desenvolviam. Recentemente, desde que passaram a existir canais HD, que com a ajuda da ZON Box HD+(DVR ou não) se poderia ver o TVCine 4 HD numa TV com resolução standard, o canal com o aspect ratio 16:9 correctamente.
Assim e finalmente, os canais TVCine passam a exibir o sinal em estilo anamórfico ao bom estilo dos DVDs originais.

Ora esta melhoria não se traduz unicamento no formato da imagem mas também na qualidade da mesma que é transmitida pois a resolução da imagem passa a ser um pouco maior na largura (isto se mantiverem a mesma resolução para a altura da imagem). Isto permite a vantagem de deixar de necessitarmos de esticar a imagem para encher as nossas TV wide ou até melhor ainda, de evitar de fazer o zoom da imagem (que fazia perder qualidade á imagem para a estar a ampliar de 4:3 para a largura 16:9) para não vermos as pessoas "alargadas".

Nas TVs 4:3, sucede que pouco se notará em relação ao estilo antigo. O filme é exibido centrado e com barras como foram sempre. Só notarão que os logos deixam de estar ao canto superior esquerdo e agora aparecerem mais abaixo e sobre o filme.

É pena que só os canais TVCine sejam exibidos em 16:9.
Seria excelente se, pelo menos fizessem o mesmo aos canais de séries (MOV, FOXes, AXN, SET, etc)...

Mais novidades da 2ª temporada de True Blood


Mais um video tão fresquinho como a bebida True Blood dos vampiros...

Este video promocional ao som de Bob Dylan, é muito sumptuoso e volta-nos a estabelecer as tensões existentes entre as personagens da série.

Bob Dylan “Beyond Here Lies Nothing”
(do recente álbum de 2009 Together Through Life)


Fonte: Red Carpet

Veja mais artigos sobre True Blood neste blog (inclusive mais recentes), clique aqui.

Mini-Roundup tecnologico: La Fonera, Ubuntu, Kindle, Win7

Para não estar sempre só a abordar as news do mundo Apple, vou fazer uma inflexão por algumas tecnologias recentes que tenho observado serem do interesse geral.




Talvez mesmo o mais interessante router da actualidade seja o FON 2.
Nesta nova versão melhoraram imenso as características e passa agora a contar também com uma ligação USB e imensas habilidades, tais como: descarregar ficheiros da internet (torrents, rapidshare, megaupload, etc) sem necessitar de computador (uau!), possibilidade de fazer backups automáticos dos dados dos computadores agregados para um disco externo, partilhar por wi-fi a ligação de internet 3G (directamente das populares pens), ligar a impressora, etc..

Convém dizer que o FON é um router desenvolvido para o principio da partilha de internet por wi-fi por todo o mundo. Ou seja, o objectivo é ao ter um router destes, é tornar-se um Fonero ao disponibilizar num acess point wi-fi uma parte da nossa ligação de internet para todos os inscritos nesta comunidade. E mediante as solicitações de partilha é se reembolsado monetáriamente. Imaginem chegar a um país qualquer e ter acesso à internet no seu dispositivo móvel e gratuitamente (é até disponibilizado mapas dos access points disponiveis nas redondezas). Uma excelente ideia!

Por cá a ZON aderiu ao movimento e tem já disponivel na sua oferta o router FON. É pena que ainda seja o 1º modelo (que é menos interessante que o 2º).

Outra vantagem é que são bem baratos para aquilo que fazem e possibilitam.
Custam cerca de €50 apenas.



Amazon Kindle 2 ....e Kindle DX!

O e-book mais badalado do mercado (há bom tempo já): Kindle 2.


É um aparelho da Amazon, destinado a fazer aos livros o que a combinação iPod/iTunes fez com a música. Portanto, serve para se meter dentro dele montes de livros e desfolhar as páginas electronicamente. O ecrã é monocromático, o que ajuda ao descanso visual.

A maior novidade dos últimos dias é a chegada da versão Kindle DX, agora ainda com mais ecrã (9,7") e parece que dará suporte ao formato PDF.





Sistema operativo open-source. Uma variante de Linux, livre, gratuito, repleto de funcionalidades e talvez mesmo a mais interessante do género avaliando pela popularidade e promoção que a comunidade faz.
Há versões Desktop, Server e para netbooks.
Tudo gratuito claro!



Windows 7... versão RC1 gratuito

A Microsoft quer fazer do Windows 7 o melhor sistema operativo que já fez e salvar-se da má fama gerada com o Vista. Pessoalmente acho o Vista o mais interessante Windows lançado até hoje, pelo que o W7 será interessante pois não é nada mais que a evolução do Vista (ou como deveria ter sido o Vista).
Este novo Windows tem muitas novidades, sendo uma delas o XP Mode, que habilita o funcionamento de aplicações desenhadas para XP como se estivesse em pleno... Windows XP! Uma solução engenhosa para permitir uma mais rápida adopção do W7 (lembrem-se que o XP já está arrumado para a MS e que o suporte a ele terminou).

O Windows 7 RC pode ser descarregado gratuitamente do site da Microsoft e usado até 1 de Junho de 2010. Depois desse prazo o Windows 7 RC passará a desligar-se ao fim de 2 horas de uso...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Escutando podcasts... Triplo Expresso

Já não abordava esta rubrica sobre podcasts há algum tempo e hoje é dia de o fazer porque o podcast Triplo Expresso comemora já um ano de existência. Como o tempo passa... há um ano que o acompanho!
Desde já felicito o projecto e esperemos que se aguente por mais algum tempinho por aí.

Mas afinal o que é o Triplo Expresso?

É um podcast de 3 pessoas à conversa: o Phil (blog iPhil), David Rodrigues (blog Sixhat Pirate Parts) e Maria João Valente (blog Mac ao Quadrado).

Os 3 juntos abordam os mais variados assuntos, normalmente incidem mais no campo da tecnologia informática mas isso não quer dizer que deixem de pôr na mesa temas muito opostos ou que até tragam aquilo que mais os motiva individualmente para a conversa.

A graça toda do podcast reside aí mesmo: os temas são imprevistos... mas normalmente discutidos com interesse para escutar. Modestia à parte e salvas as diferenças e distâncias... é um pouco como neste blog que lêem agora.

Não é também um podcast perfeito, onde certas vezes os assuntos acabam por se desviar para as posições individuais. Um dos pontos comuns a todos os 3 é usarem Macs mas não quer se dizer com isso que as abordagens aos temas Apple sejam muito abonatórios para a marca, especialmente quando se trata de software da marca para o público em geral e se não é a participação do Phil a fazer contra-ponto...
Contudo, a nível do hardware Apple e experiência de utilização são mais positivos. O mundo Linux e open-source é também muito bem mencionado e referenciado, principalmente pelo David Rodrigues. Por este andar já estão a perceber qual é o sistema vilão...

Por mim, revejo-me mais no que dizem quando fogem das tecnologias e abordam as outras culturas, especialmente cinema e séries de TV, as piratarias, temas gerais da sociedade, etc. É aí que, para mim o podcast se torna muito rico e interessante e convenhamos que é até um serão de longa conversa com mais de 1 hora de duração, pelo que tem de ser interessante para valer a escuta.

Acho uma pena, não dotarem o podcast de algumas características muito úteis, tais como marcarem as mudanças de temas com capítulos para fácil acesso (quando se repete a escuta por exemplo) e até fazerem acompanhar as conversas com imagens alusivas ao que está a ser debatido. Afinal, com 3 Macs a potenciar o podcast, isso seria pratico de fazer até com a aplicação Garageband presente em todos os Macs...

Normalmente, é lançado um podcast novo por mês e o mais recente, o #13 é dedicado unicamente a e-books. Foi pena, pois em dia comemorativo teria sido bem melhor e mais a condizer, um podcast semelhante ao #12 onde saltaram de tema em tema com graciosidade.
E temos de estar satisfeitos por termos assiduamente já há um ano, que agora se comemora. Estão de parabéns!

O podcast pode ser encontrado na página do Triplo Expresso ou via iTunes Store podcasts.

OutrosPodcastsAbordados aqui.

Phillips Cinema21:9- Carousel, a campanha congelada

A campanha "congelada" Carousel...

A razão do artigo anterior até nem era apenas para abordar o formato Cinema 21:9 mas também a forma muito curiosa que a Phillips arranjou para o promover com a campanha "Carousel".

Aviso desde já que é um espanto soberbo imperdível!!!

Desenvolveram uma cena cheia de acção muito imaginativa, onde componente mais curiosa é na realidade não haver acção nenhuma a decorrer porque a cena está... congelada!

O espectador é convidado a percorrer todo o cenário do acontecimento. Nada mais que um assalto a um banco, com vários acontecimentos em simultâneo e em vários pontos do banco. Há as explosões, os tiroteios e muito, mas muito mais. E tudo isso num único instante congelado.
Só vislumbramos esse único instante de acção mas convivemos com ele por estar congelado durante uns maravilhosos 2 minutos e pouco mais.
É uma cena mesmo fabulosa e imperdível de ver!

O efeito especial da imagem suspensa no tempo lembra o "Matrix" (de 1999) e o assalto será de certeza inspirado num semelhante que podemos encontrar no Batman "The Dark Knight" (de 2008).

Recomendo que visitem no site este material.
Como não tem lingua portuguesa usem outra (inglês por ex.), escolham uma resolução boa (em HD poderá ficar mais lenta a abertura) e accionem o Ambilight, para ganhar ainda mais impacto.

Depois de bem contemplada a cena podem ainda accionar uma espécie de comentário do realizador, que está mesmo demais (os actores suspensos ficam até a olhar para o realizador).
Muitos efeitos especiais para internet e bem usados!!!

Phillips Cinema21:9- a TV com formato de cinema

A Phillips anda a promover o seu novo formato de ecrãn para TVs, o 21:9, que é um widescreen ainda mais largo para acomodar na totalidade em full-screen nas TVs o formato da imagem de cinema 2.39:1, que como bem se sabe é bastante largo.

A TV chama-se, convenientemente, Cinema 21:9 ...

Assim com uma TV a 21:9, lá desaparecem as barras pretas horizontais que são visíveis nos filmes dos DVD nas comuns TVs widescreen a 16:9.

A ideia é boa e até muito acertada para um sistema de home-cinema.
Mas só por aí...


Tão largo... tão largo...

No entanto, e como uma TV não é só para ver os conteúdos que originam do cinema, não vejo este formato muito acertado para ver a TV normal a 4:3 (que ainda nos acompanhará por mais alguns anitos), precisamente pela largura excessiva (veríamos imenso preto dos lados da imagem, tanto que daria para ter dois canais 4:3 ao mesmo tempo) e mesmo o 16:9 surgiria com pequenas barras verticais, algo que até é inaceitável pois o 16:9 é o formato da imagem HD (quer seja 720 ou 1080, o formato da imagem é o mesmo), portanto no futuro a totalidade dos conteúdos será já só em 16:9.

Também não estou a ver muita aceitação em voltar a ver as imagens ainda mais esticadas, que até aqui as viamos para encher as nossas TVs 16:9. Se é mais largo mais alargará a imagem a pontos de ser ridículo o feito visual, pois na generalidade ninguém gosta de ver a TV com barras dos lados...
É uma excelente ideia a da Phillips mas será dedicada a um nicho de mercado.


Specs...

E já que abordei esta TV, as caracteristicas deste LCD de 56" até que são um espanto:
- Full HD de 2560x1080
- Perfect Pixel HD Engine
- fluidez da imagem com 200Hz Clear LCD
- 80.000 de contraste
- NetTV
- Ambilight Spectra 3
- 4x HDMI, Scart, etc...
- USB, Wi-Fi, ethernet,

O preço... ora bem... oooops!
Parece que rondará os 4000 euros...



E tem uma excelente campanha de marketing aqui pela internet.
Vejam num próximo artigo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Revistas on-line Maio '09: Magnética magazine

Mais um excelente edição da revista on-line Magnética magazine.
Desta vez faz grande destaque ao cinema e em especial ao português.
E as habituais paragens pelos vários ramos da cultura com destaque na moda, música, lançamentos de tecnologia, etc. Adorei as páginas sobre a Conserveira Nacional.

Não se esqueçam que a revista é dinãmica, deixando-se revelar ainda mais conteúdos com links para outras paragens, videos e slideshows nas próprias páginas, sons automáticos, etc.
Altamente recomendável!



Cliquem no nome...

O semeador de estrelas

O semeador de estrelas é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia.
Durante o dia pode até passar despercebida.
Um bronze a mais, herança da época soviética.


Mas quando a noite chega, a estátua justifica o seu título.
Com a escuridão, o seu nome passa a fazer sentido.

domingo, 3 de maio de 2009

Lista de compras... Food ace!

Um Inglês a viver em Portugal ia fazendo um esforço para dizer umas coisas em Português.
 Foi ao supermercado mas, antes, fez a seguinte lista: 

- Pay she

- MacCaron

- My on easy

- All face

- Car need boy (may you kill oh!)

- Spar get

- Her villas

- Key jo (parm soon)

- Cow view floor

- Pee men too

- Better hab

- Lee moon

- Bear in gel



Ao chegar a casa, bateu com a mão na testa e disse:

- Food  ace! Is key see me do too much! Put a keep are you!


Não lhe faz sentido este inglês?
Então leia como se fosse um texto português, mais devagar e não faça caso dos intervalos entre palavras... para poder perceber este coitado.

sábado, 2 de maio de 2009

Música da Semana: Amália Hoje "Gaivota" (parte 1)

Ora aí está um projecto bastante interessante que nos brinda com a sua proposta invulgar na revisitação do legado da incontornável diva do fado:
Amália Rodrigues.

Em Amália Hoje as canções que Amália cantou, são interpretadas pelas vozes de Paulo Praça (Turbojunkie, Plaza, etc.), Sónia Tavares (The Gift) e Fernando Ribeiro (Moonspell), surgem em surpreendentemente revisitadas como nunca as ouvimos em versões, idealizadas, arranjadas e produzidas por Nuno Gonçalves (The Gift).

Os "fados", ou melhor o alinhamento de "Amália Hoje" é o seguinte:
1 - Fado Português
2 - Grito
3 - Gaivota
4 - Nome de Rua
5 - Formiga Bossa Nova
6 - Medo
7 - Abandono
8 - L’Important c’est la Rose
9 - Foi Deus

A propósito a revista Blitz deste mês oferece um CD-single promocional que tem o tema "Gaivota" e um video com um making-of onde desfilam mais 4 temas num medley.

Desde já tenho a criticar negativamente, a falha grave que é a faixa multimedia não funcionar em Mac OS X. A apresentação arranca apartir de um ficheiro .exe . Até parece que eles não usaram os Macs no estúdio...

Quanto à canção "Gaivota" é uma obra de mestre. A vocalista deste tema canta em português (as poucas vezes que usam a lingua materna). Se análise fosse apenas a este tema, poderia já arremessar que soa muito a The Gift, o projecto do mentor e da vocalista dos Amália Hoje. Mas há mais temas para escutar no álbum e de improváveis vozes masculinas nestas coisas do fado...


De certa forma, este super-grupo Amália Hoje funciona um pouco ao estilo dos Humanos que nos devolveram as canções que António Variações não havia editado. No caso dos Amália Hoje é bem diferente e conseguem dar uma abordagem pop apenas e só aos fados de Amália.

No entanto, há que referir que não são os primeiros a fazerem-no ao dar um ar de "fado-remixed". Já outros o haviam feito, por exemplo, estão a trilhar um caminho idêntico ao projeto A Naifa.
Se pensarmos ainda melhor, há mais de 10 anos que o fadista Paulo Bragança dava ares de modernice ao género e por essa razão não era lá muito bem compreendido na altura (este coitado fê-lo cedo demais para o nosso povão o conseguir assimilar...). E por falar nele... parece que anda desaparecido? Logo agora que se tornou "in" ouvir fado, o tipo que mais passou a remar contra a maré vai desaparecer logo quando a maré está a favor. Estes artistas...


Amália Hoje "A Gaivota" (2009)


Continue para a segunda parte onde se aprecio as restantes canções do álbum e um novo video.
Clicar aqui

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Nas bancas em Maio '09: Blitz

A edição #35 do mês de Maio '09 da revista Blitz, que saiu há uma semanita, está muito interessante e oferece um CD-single do novo supergrupo "Amália Hoje" (composto por gente dos The Gift, Moonspell e Plaza)