domingo, 23 de setembro de 2012

A propósito do Plano Nacional de Cinema... uma lista de sugestões

Há uns meses atrás, quando a comunicação social debatia esta iniciativa do Plano Nacional de Cinema nas escolas (ver artigo com a lista oficial), em Junho, fui convidado pelo grande blogger Nuno Reis, do blog Antestreia, para criar uma proposta de lista para este sector. Não foram muitas as listas da blogoesfera para o efeito mas repesco aqui a minha proposta.

De referir que das minha listagem, 4 filmes estão presentes no plano do ministério (isto sem contar que inclui também um filme do Charles Chaplin, tal como eles o fizeram - mas não o mesmo filme).
Admito também que não me esmerei imenso na elaboração da proposta, pelo que todos os títulos por mim propostos são questionáveis. Mesmo assim, saiu isto.
Enjoy it!


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Filmes para audiencias escolares… isto é um caso bicudo!
Não é nada fácil pensar no que escolher, que 30 filmes "oferecer" a um público ainda em formação. A abordagem que desenvolvi foi criar um misto de valores cinéfilos, nacionais e internacionais, com histórias que os aliciem também a se interessarem por diferentes tipos de cinema.
Tem um pouco de tudo, sendo que há um natural crescendo nos temas e formas de abordar certos assuntos.
Não me sinto, pessoalmente, a dominar este assunto de cariz tão pedagógico mas escolhi os seguintes 30 filmes, que julgo serem até muito interessantes a ser vistos (em crescendo) por pequenos e graúdos.


Até 10 anos
O objectivo aqui, é lhes dar por diferentes formas de cinema (as que também reconhecem, como a animação e a fantasia), e partir daí para algo que lhes transmita criatividade, boa disposição, suspense, a pedagogia da realidade e por fim, que permita às crianças sonhar.


"Aniki Bobó" (1942), de Manuel de Oliveira
"O Pátio das Cantigas" (1942), Francisco Ribeiro
"Modern Times - Tempos Modernos" (1936), de Charles Chaplin
"Fantasia" (1940), Disney
"Bambi" (1942), Disney
"Rear Window" (1954), de Alfred Hitchcock
"Sleeper" (1973), de Woody Allen
"Star Wars" (1977), de George Lucas
"ET" (1982), de Steven Spielberg
"Akeelah and the Bee" (2006), de Doug Atchison



Até 15 anos
Nesta fase, estamos perante os adolescentes que serão já também pequenos adultos, que já despertaram para o mundo instruídos academicamente e esta selecção tem por objectivo, os fazer entender ainda mais o mundo. Contudo, mais que entender o mundo exterior, é tentar permitir aprender a entender noções de respeito e compreensão perante a família e a sociedade, de forma a os poder valorizar e com isso crescerem muito mais interiormente.

"O Leão da Estrela" (1947), de Artur Duarte
"Adeus Pai" (1996), Luis Filipe Rocha
"Zona J" (1998), Leonel Vieira
"A Esperança Está Onde Menos Se Espera" (2009), de Joaquim Leitão
"The Miracle Worker" (1962), de Arthur Penn
"The Blue Lagoon" (1980), de Randal Kleiser
"Schildler's List" (1993), de Steven Spielberg
"Thirteen" (2003), de Catherine Hardwicke
"Inglourious Basterds" (2009), de Quentin Tarantino
"Hugo" (2011), de Martin Scorcese




Até 18 anos
Aqui, a selecção é mais incisiva no "coming-of-age", incidindo também em exemplos que os inspire a saber encarar a sua fase adulta, a descobrirem-se durante o processo e se possível a tirarem conclusões que tanto os inspirem como os faça perceber certas decisões ou rumos que podem evitar.

"Os Mutantes" (1998), Teresa Villaverde
"Capacete Dourado" (2007), de Jorge Cramez
"Um Amor de Perdição" (2008), de Mário Barroso
"Sangue do Meu Sangue" (2011), de João Canijo
"Citizen Kane" (1941), de Orson Welles
"Rumble Fish" (1983), de Francis Ford Coppola
"Dead Poets Society" (1989), de Peter Weir
"Speak" (2004), de Jessica Sharzer
"Afterschool" (2008), de António Campos
"Turn Me On, Goddammit" (ou "FÅ MEG PÅ, FOR FAEN" - 2011), de Jannicke Systad Jacobsen

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Adenda: há aqui uma troca que faria pois parece-me que me baralhei:
"Speak" (2004), de Jessica Sharzer - deveria estar na lista até aos 15 anos;
"Inglourious Basterds" (2009), de Quentin Tarantino - seria na lista até aos 18 anos;

sábado, 22 de setembro de 2012

Apple Maps no iOS6... um Mapocalipse?



O novo sistema dos iPhone/iPad/iPod touch, estão a receber grandes criticas negativas pela nova aplicaçao de Mapas.

Lembro que por divergências da Apple com a Google, a Apple decidiu reduzir as aplicações Google como parte integrante do iOS e esta 6ª versão assinala esse fim. A Apple retirou a aplicação YouTube mas esta pode ser descarregada da AppStore gratuitamente, pois até há uma versão nova com mais habilidades que a que era nativa no iOS. Outra aplicação visada foi a dos Mapas, que fez com que a marca se decidi-se a fazer uma totalmente nova para o sistema operativo. Com a ajuda da TomTom, a Apple lançou com o iOS6 uma aplicação totalmente nova mas parece que as coisas nao estão a correr nada bem. Quem já usou tem dito mal da sua vida e entre tantas publicações, a revista Wired prestou-se a fazer uma cobertura a este problema.

No artigo "Apple Mapocalypse Sends iOS 6 Users Into a Tizzy, Riverbank" são espostos os problemas que se encontram com esta nova aplicação. Sobretudo as imprecisões geográficas (grave), a ausência de rotas de transportes públicos e os caricatos renderings dos locais.

A Wired para ajudar a contornar esta falha da marca, criou um artigo onde apresentam formas de contornar este problema, incluindo sugerir isntalarem outrsas aplicações gratuitas que se encontram na AppStore.
Saber como aqui:


Podem aproveitar também para consultar o Tumblr "The Amazing iOS6 Maps", que não é da Wired, onde mais exemplos surgem deste mega fail da Apple... contudo, há que ter paciência pois sendo ainda uma primeira versão, há espaço para num próximo update ao iOS6 a Apple poder corrigir muitos dos problemas evidenciados no lançamento.



MyJukebox: Norah Jones - Little Broken Hearts (2012)

Norah Jones
"Little Broken Hearts"
(2012)

Uma capa cheia de inspiração retro e de evocação ao mistério e crime? Hummm...

Primeiro de tudo não sou nenhum especialista na obra discográfica da Norah Jones. Há uns bons anos atrás, ela surgiu nos escaparates com uma toada jazzistica de adornos pop muito bem sucedida. Contudo, a sua temática jazz mais parecia ser daquela para alimentar concertos para audiências de faca e garfo mais ou menos interessada pela animação musical desfiladora de canções suaves entre covers de sucesso e criações de veludo onde tudo está certinho. Obviamente que a juventude e o bom aspecto da cantora ajudaram a "vendê-la" melhor. Mesmo assim, acho que foi desde a Norah Jones sempre parecendo uma fórmula mais ancorada no caminho desbravado duma Diana Krall, que propriamente uma marcação personalizada na música.

Mas que caraças, ela tinha um bom punhado de canções orelhudas como "Come Away With Me" ou "Turn Me On" do disco de estreia (2001); e no álbum seguinte a doce "Sunrise" inundava tudo o que servisse para passar musica. Com o álbum de 2006 (ou 2007?) "Not Too Late", ela dizia que ainda não era tarde para demonstrar mais identidade própria mas a verdade é que o que mais sobrevive do dito é a canção "Thinking About You", que continuava a acentuar ainda mais a ideia que dela fazia. Uma cantora interessante sim mas que dela mantinha, aqui no meu iTunes, apenas um punhado de sucessos e algumas mais. O estigma de Norah Jones (de ser aquela popzinha-jazzy-doce sem altos e baixos) foi ficando... até agora em 2012 isso mudar totalmente.


A Norah Jones em 2012, com a ajuda do produtor Danger Mouse, atira-nos para o colo um álbum daqueles que faz olhar para ela com uma renovada percepção. Primeiro de tudo, distancia-se do jazz-para-jantares, volta a partir da sua temática das aparentadas de love-songs com dor de corno ou de cotovelo, soa a pop-rock retro... e ela surge a cantar digna de uma bitch fodida com a vida (amorosa). Desta vez ela quer sangue... mas faz tudo isso sem o estardalhaço das comuns attention whores do mundo da pop.


Norah Jones, surge maquivélica, refinada e quer mesmo tratar da saúde a alguém.
Puxa vida, temos disco!


"Happy Pills"


Frieza, calculismo, requintes de malvadez, disfarçada sociopatia aguda, num álbum ambientado por uma aura fantasmagórica, onde ela faz uma lavagem das intenções de uma alma perdida: é o seu o coração partido.

A calmia sonora continua mas chega agora bem diferente, pois aqui é criada para existir tensão emocional, enquanto ela canta as desventuras de ter sido traida. Qual crooner a cantar a dor-de-corno, as subtilezas das suas letras disfarçadamente são de cortar à faca e celebradas como canções, que assim que se as percebe configuram um álbum conceptual, que gradualmente vai confirmando que esta pessoa quer rebentar e fazer coisas... coisas más. Alguém vai pagar com a vida, perante tanto veneno desfilado suavemente.

"4 Broken Hearts"

Musicalmente começa bem com as duas "Good Morning"/"Say Goodbye", mais á frente as coisas começam a ser estabelecidas em "She's 22", airosamente se aponta um tempo "After The Fall", deixa-se um contundente manifesto com tudo mais às claras em "4 Broken Hearts" (magnifica canção, das melhores do álbum), sentimos que o perturbado plano é colocado em marcha desde a "Travelin' On" à alegria irónica de "Out On The Road" que algo já não tem retrocesso.

Ninguém te está a ver agora e com aquela atmosfera na penumbra, ui... tudo ajuda! É agora, Norah!

É aqui que entramos na recta final deste épico musical, servidos pela popularucha "Happy Pills", que com o seu magnifico video (mais acima) somos os cúmplices desta sociopata, que não descansará sem avançar para friamente tratar da "Miriam" pois (magnifica canção, cujo video, nem de propósito, continua a acção do "Happy Pills"). O que está feito, está feito.
(ver o video de "Miriam" até ao fim, sff).

"Miriam"
Norah Jones 'Miriam' by Philip Andelman from Partizan on Vimeo.

Está tudo agora resolvido... e qual femme fatale tem o seu momento final, com aparente apaziguamento para uma última canção (e tremendamente maravilhosa). Ela diz-nos que não foi nada nada assim, passou-se tudo na mente dela ou foi tudo isto "All A Dream". Sim, sim... acreditamos mesmo nisso Norah. Bitch please, not now!

Um disco cinematográfico, com um guião, um campo sonoro admirável e que marcha sempre intimista. Era fixe se toda a pop tivesse este alcance e dimensão.

Bom disco, para fazer companhia... entorpecida!
Awesome!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Plano Nacional de Cinema... a lista de filmes para as escolas e informações da imprensa

Foi hoje apresentada a lista de filmes para o Plano Nacional de Cinema a ser apresentado nas escolas. Uma iniciativa pedagógica e cultural que deve ser louvada e que visa fomentar o interesse pelo cinema.


Como bem nos informa no FilmSpot:
"O Plano Nacional de Cinema nasce da parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura e o Ministério da Educação e pretende colocar os estudantes em contacto com obras fundamentais do cinema português e mundial. O programa engloba sessões de cinema complementadas por ações na sala de aula.

Serão 23 as escolas de todo o país em que será aplicado este programa durante o ano lectivo que agora começou.

Os filmes selecionados para este ano-piloto foram os seguintes:
"A Bola", de Orlando Mesquita Lima (Moçambique, 2001)
"A Cortina Rasgada", de Alfred Hitchcock (EUA, 1966)
"A Esquiva", de Abdelatlif Kechiche (França, 2004)
"A Invenção de Hugo", de Martin Scorsese (EUA, 2011)
"A Noite", de Regina Pessoa (Portugal, 1999)
"A Noiva Cadáver", de Tim Burton (EUA, 2005)
"A Suspeita", de José Miguel Ribeiro (Portugal, 1999)
"Adeus, Pai", de Luís Filipe Rocha (Portugal, 1996)
"AnikiBobó", de Manoel de Oliveira (Portugal, 1942)
"As coisas lá de Casa", de José Miguel Ribeiro (Portugal, 2003)
"Belarmino", de Fernando Lopes (Portugal, 1964)
"Com Quase Nada", de Margarida Cardoso e Carlos Barroco (Portugal e Cabo Verde, 2000)
"Diz-me Onde Fica a Casa do Meu Amigo", de Abbas Kiarostami (Irão, 1987)
"Douro, Faina Fluvial", de Manoel de Oliveira (Portugal, 1931)
"Eduardo, Mãos de Tesoura", de Tim Burton (EUA, 1990)
"Estória do Gato e da Lua", de Pedro Serrazina (Potugal, 1995)
"ET, o Extraterrestre", de Steven Spielberg (EUA, 1982)
"Fado Lusitano", de Abi Feijó (Portugal, 1995)
"História Trágica com Final Feliz", de Regina Pessoa (Portugal, 2005)
"Jaime", de António Reis (Portugal, 1974)
"Luzes na Cidade", de Charles Chaplin (EUA, 1931)
"O Barão", de Edgar Pêra (Portugal, 2011)
"O Estranho Mundo de Jack", de Tim Burton (EUA, 1993)
"O Garoto de Charlot", de Charles Chaplin (EUA, 1921)
"Os 400 Golpes", de François Truffaut (França, 1959)
"Os Respigadores e a Respigadora", de Agnès Varda (França, 2000)
"Os Salteadores", de Abi Feijó (Portugal, 1993)
"Persepolis", de Marjane Satrapi e Vicent Paronnaud (França, 2004)
"Rafa", de João Salaviza (Portugal, 2012)
"Romeu + Julieta", de Baz Luhrman (EUA, 1996)
"Saída de Pessoal Operário da Camisaria Confiança", de Aurélio da Paz dos Reis (Portugal, 1896)
"Senhor X", de Gonçalo Galvão Teles (Portugal, 2010)
"Serenata à Chuva", de Stanley Donen (EUA, 1852)
"Shane", de George Stevens (EUA, 1953)
"Um Outro País", de Sérgio Tréfault (Portugal, 1999)
"Viagem à Lua", de Georges Méliès (França, 1902)

A lista inclui um número considerável de títulos do cinema português de diversas épocas - desde os primeiros filmes rodados no nosso país por Aurélio Paz dos Reis, em 1896, até obras mais recentes como a curta-metragem "Rafa", de João Salavisa, premiada em Cannes em 2012.

Entre os filmes estrangeiros, destaque para a presença de Martin Scorsese, Tim Burton e Steven Spielberg, ao lado de realizadores como François Truffaut, Agnés Varda, ou Abbas Kiarostami.
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Deixo apenas a correcção de que o filme "O Estranho Mundo de Jack" foi realizado por Henry Selick e não por Tim Burton como foi anunciado pelo Plano Nacional de Cinema. Pfff!


"O Estranho Mundo de Jack", realizado por Henry Selick (e produzido/escrito por Tim Burton)

Complemento o artigo com as informações on-line do jornal Correio Da Manhã:
"Os critérios de selecção contemplam a "diversidade, os vários géneros cinematográficos e as proveniências", considerando também "a ligação aos conteúdos escolares", como salientou a coordenadora do plano, Graça Lobo na apresentação do projecto, esta sexta-feira, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa. O evento foi conduzido pelos secretários de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, e da Educação e Ensino Básico, Isabel Leite, organismos parceiros nesta iniciativa.

Os filmes serão discutidos nas salas de aula e o seu conteúdo terá ligação ao curriculo do ano em questão e, no final de cada período escolar, os professores envolvidos levarão os alunos às salas de cinema.

Viegas destacou "o grande entusiasmo" da equipa coordenadora do projecto, bem como de todos os agentes envolvidos, lembrando que a iniciativa se implementa num "período de intensa contenção orçentamental" e Isabel Leite enalteceu a "adesão voluntária" das 23 escolas.

Integrado na nova Lei do Cinema - que entra em vigor em Outubro -, o Plano visa "promover a literacia no cinema, bem como a formação de novos públicos", frisou ainda o secretário de Estado da Cultura. E "formar um olhar crítico" a todos os alunos.

Para já, o projecto-piloto é apenas implementado em três níveis de escolaridade mas será posteriormente extensível a todos.
"

Cena de "AnikiBobó" do nosso mestre Oliveira

Já no jornal SOL acrescentam o seguinte:
"A ideia do PNC já tinha sido anunciada antes por Francisco José Viegas e está inscrita na nova lei do cinema e do audiovisual, com o objectivo de impulsionar a criação de novos públicos e sensibilizá-los para as práticas cinematográficas e, em particular, para o cinema português.

Durante o presente ano lectivo, o PNC estará em funcionamento em 23 estabelecimentos de ensino públicos e privados em todos os distritos, sendo que nos de Lisboa e Faro estão previstas seis escolas e no Porto duas escolas.

«Em cada uma das escolas o plano será desenvolvido por um professor coordenador, sob a direcção e com a responsabilidade do director da escola ou do agrupamento», referiram as tutelas da Cultura e Educação.
"


Cena de "Adeus, Pai"

Por fim, referir dados sobre o futuro desta iniciativa pela reportagem do Diário de Noticias:
"O Plano Nacional de Cinema propõe uma lista de filmes que serão apresentados em salas de cinema e que desencadearão depois ações complementares na escola. "Não se trata de gostos pessoais", disse o secretário de estado, que reconhece que a lista possa não ser consensual. Mas segue vários critérios e objetivos. E metade dos títulos são de produção portuguesa. Francisco José Viegas adiantou ainda que para 2013 poderá haver um plano na área da música, acrescentando que poderá incluir um relacionamento com as várias orquestras que existem no país."

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Apple iOS6... disponível para actualizar


Já se encontra disponível, desde ontem, a nova versão do sistema operativo para os dispositivos móveis da Apple, o iOS6, nomeadamente para os iPhone, iPad e iPod touch.


Deixo aqui três artigos, que julgo serem interessantes:

- no artigo do "Blog do iPhone" (Brasil), é feita uma lista com a descrição de todas as novas habilidades;
Confira uma lista com 100 novidades do sistema iOS 6 para iPhone, iPad e iPod touch


- no blog "Aberto Até de madrugada" (do Carlos Martins) faz-se uma primeira apreciação ao iOS6 já em funcionamento;


- na "Wired" apresentam-nos 13 das melhores novas funcionalidades e ainda 6 habilidades escondidas (ou não dicumentadas) do iOS6;
13 iOS 6 Tips and Hidden Features


Aproveito para deixar uma imagem com os modelos compatíveis com esta nova versão.
Para o meu iPhone já é impossível e há bom tempo...


Fica assim aqui algum feedback de quem já teve acesso ao iOS6. (Lucky bastards!!!)
Enjoy it!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Colecção DVDs de Woody Allen com o Correio da Manhã/Sábado:

Entre 27 de Setembro a 29 Novembro, com o jornal Correio da Manhã e a revista Sábado, as Quintas-feiras vão ser um dia de culto para os apreciadores dos filmes de Woody Allen, pois vão estar disponíveis algumas das obras deste grande cineasta, que ainda esta semana estreará nas salas de cinema mais uma das suas obras, o "To Rome With Love" (2012), depois do impecável e merecidamente premiado "Midnight In Paris" (2011)

Mesmo esta não sendo uma colecção repleta dos melhores filmes de Woody Allen, o certo é que ainda tem alguns bastante simbólicos e importantes, como os casos de "Poderosa Afrodite", "Celebridades", "Balas Sobre a Broadway" e aquele que é um dos filmes que mais gosto do realizador "Toda a gente diz que te amo" (que é uma inteligente comédia-romântica com uma leve abordagem de filme musical).

Cada filme é vendido a 4,95€, a que acresce o valor do jornal (ou revista).


Não fica nada barato, e acho que a escolha de um preço icónico como se tem tornado o valor 1,99€, teriam mais adeptos nas bancas. Estas edições aparentam um belo visual, tendo recebido cada filme um redesign gráfico espantoso para nos convencer, contudo, não deixa de ser uma colecção cara visto não ter os filmes principais do realizador autor.

Esta coleção tem um site dedicado onde se pode saber tudo sobre os filmes (e de onde foram retiradas as imagens deste artigo): DVDs Woody Allen




DVDs de acção com o Correio da Manhã

Desde 7 de Setembro que as Sextas-feiras do jornal Correio da Manhã, se têm feito acompanhar da proposta de um DVD do género de acção ao preço de mais 1,99€.

Muito rapidamente, o preço dos DVDs está excelente (e correcto) mas é de arriscar dizer que os filmes em si não valem a ponta dum corno. Vá lá... sem ser demasiado mauzinho, há ali uns 4 ou 5 filmes que ainda estão entre o interessante e o bom mas... que se lixe. Passo.


Ainda assim, os "The Fighter - Último Round", "A Casa da Rússia" e até mesmo o "O Outro Lado da Fronteira", não são de desdenhar mas curiosamente também configuram-se um equivoco pois em nada se relacionam com filmes de "acção".

MyJukebox: Bjork - Biophilia (2011)

Bjork
"Biophilia"
(2011)


Não há maneira de se ficar indiferente a Bjork. Mais que uma mera cantora, esta islandesa é uma verdadeira artista porque consegue ser transversal em termos artísticos, partindo do género musical e acabando a abraçar outras artes. Ela já conseguiu provar que o que faz lhe sai da alma, quer seja como actriz na, inesquecível e única vez que a vimos no cinema (sob os comandos de Lars Von Trier no magnifico "Dancer In The Dark"), quer seja pela sua fashion aparência cuidada e notória em termos de moda (normalmente criações elaboradas e ostentativas), quer seja nas suas desafiantes criações musicais e por fim, pelos seus elaboradissimos videoclips (que acabam por ser os expoentes das suas manifestações artísticas ao serem a soma de todas as partes).


Sempre admirei Bjork por ser arrojada, nunca baixar os braços ao facilitismo, não seguir facilmente as modas sonoras do momentos, optando sempre por seguir indícios das tendências mais na berra e que desponta no momento presente. Tudo isto coloca-a como uma artista que arrisca imenso. Ela corre riscos.
Ela tem corrido riscos. Se os anos 90 correram-lhe de feição, a verdade é que foi apartir dos anos 2000 que a temos visto optar por caminhos menos consensuais no intuito de se demarcar do que já fez antes e evoluir sonora e artisticamente. Recuando no tempo, estes factos já se evidenciavam quando em 2002 lançava um best of, o "Greatest Hits", onde as canções eram escolhidas pelos fãs, como quem começava encerrava um capítulo musical e dava inicio a arrumações para o sótão do que fez antes e assim expandir as suas vontades. Contudo, antes desta colectânea ela lançava o "Vespertine" em 2001, um álbum sombrio e delicado mas tão delicioso que talvez seja mesmo o seu mais importante registo de sempre. Seguiu-se o álbum "Medulla" em 2004, que era um registo de electrónicas alternativas em desconstrução bastante elaborado com um uso de coros próximos do tribal, sendo que o efeito que o disco deixava era um curioso sentido de escuridão e ao mesmo tempo perturbação. Com o disco seguinte em 2007, o "Volta", Bjork aprofundava ainda mais os caminhos que seguira até aí. É aqui nesta fase que para mim seguir esta artista, com o fervor de outrora, se desvanecia. Bjork era uma artista no chamado "fio-da-navalha".

É nesse mesmo fio da navalha que, em 2011, o seu regresso aos discos se mantinha e o álbum "Biophilia" confirmava. Sinceramente, é um álbum difícil, assente num minimalismo evidente e que evita a todo o custo qualquer aproximação ao mundo pop. É um álbum arty, adornado por diversas construções electrónicas que requerem habituação de quem ouve. Requer que se entranhe para não se estranhar. "Biophilia", lançado com imensa pompa-e-circunstância pela actriz, usando as novas capacidades tecnológicas do mundo, nomeadamente lançando uma aplicação para iPad/iPhone onde gradualmente ia dando a conhecer as faixas como se estivesse a construir um edifício sonoro (na verdade foi literalmente isso que aconteceu). Contudo, por mais erudição sonora que desfile num álbum complexo e desafiador, o que tem de sobrar são canções. E aqui as canções são, além da continuação do caminho seguido durante uma década, "construções" musicais estranhamente admiráveis mas que não vingam verdadeiramente para mim.

"Crystalline"

Há um travo de neo-psicadelismo, de recuperação de sonoridades antigas e muito eruditas em conflito com uma ideia de futurismo (ouvir por exemplo a dupla "Sacrifice"+"Mutual Core"), num todo que se afigura progressivamente conceptual, coeso e extremamente modernista.

A destacar (para ouvir mais vezes): o arranque do álbum, feito com 3 faixas que funcionam muito bem seguidas, as "Moon" + "Thunderbolt" + "Crystalline", realmente espantosas. Não será à toa que duas destas têm videoclips...

"Moon"

"Virus"

Depois mais para a frente as "Virus", "Dark Matter" e "Nattura" são as que mais se evidenciam. É um álbum que é muito intimista e bom para ser escutado na solidão. Mesmo assim é para corajosos porque tudo isto está no "fio-da-navalha"... e nesta condição a aceitação de escutar "Biophilia", tanto pode cair facilmente para um lado como para o outro.


Simplificando: "Biophilia" não é lá grande coisa e a prova disso é que ao longo de um ano, raras vezes o ouvi... mas isto sou eu!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Promo: Cloud Atlas - posters e trailer


Cloud Atlas
2012 - IMDb

Os irmãos Andy e (agora) Lana Wachovsky, realizadores de "Bound"/"Matrix"/"Speed Racer", juntamente com outro realizador, o Tom Tykwer (de "Run Lola Run"), adaptaram ao grande ecrã a obra literária Cloud Atlas, resultando num complexo épico sci-fi que atravessa os seculos e gerações.

Trailer #2:


Trailer extendido (mais de 5 minutos):



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Paranorman; Une Vie Meilleure; Jerichow; The Watch; Hit And Run; e outros... desde 13Set'12 nas nossas salas cinema

Todos aqueles que gostam de filmes, sabem bem aquela regra clássica de que o cinema é sempre mais barato às segundas-feiras e como tal deixa lá espreitar o que estreou.
A primeira observação é que esta semana estreou um monte de filmes (o que vale é que alguns destes títulos*, já têm algum tempito e até que se encontram com facilidade com uns clicks e tal... eheheh - oops não fui eu que disse isto e nem coloquei os estratégicos asteriscos. Nada disso...).

Deste lado a coisa até correu muito bem a semana passada, pois um dos estreados foi até mesmo já visionado em antestreia, portanto visto antes de entrar no circuito comercial (cortesia de um passatempo da Magazine HD... oh yeah!!!) e é precisamente já esse o primeiro a desfilar no artigo.


Paranorman
Realização: Chris Butler e Sam Fell
Vozes: Elenco: Kodi Smit-McPhee, Anna Kendrick, Christopher Mintz-Plasse, Tucker Albrizzi, Casey Affleck, Leslie Mann
2012
Sinopse (via Split Scren): "Na pequena cidade de Blithe Hollow, no estado de Massachusetts, vive Norman Babcock, um rapaz que possui um dom raríssimo: consegue comunicar com os mortos. Essa característica, assim como algumas outras, não ajudam o pequeno na integração com os colegas de escola e, por isso mesmo, ele sente-se incompreendido e infeliz. 
O seu grande amigo vivo é Neil, um rapaz excêntrico que, surpreendentemente, para além de ser o único a acreditar em Norman, ainda acha a ideia genial e cheia de potencialidades. Certo dia, o pequeno médium é contactado pelo já falecido tio Prenderghast, que lhe fala num rito paranormal que ele deve assumir para proteger a cidade de uma terrível maldição lançada três séculos antes. Apesar de relutantes, Norman e Neil decidem cooperar, mas as coisas não saem como planeado. Agora, uma tempestade mágica ameaça destruir a cidade ao mesmo tempo que os seus mortos regressam à vida. Assustados mas decididos a não se deixarem abater, os dois rapazes sentem que o futuro da cidade está nas suas mãos e que nada, nem mesmo um grupo de mortos-vivos, os poderá derrotar."

As minhas observações e uma mini-critica: clicar aqui para ler a review!





Une Vie Meilleure - Uma Vida Melhor
Realização: Cédric Kahn
Com: Guillaume Canet e Leïla Bekhti
2011**
Sinopse (via Split Screen): "O amor entre Yann e Nadia (Guillaume Canet e Leïla Bekhti) nasceu no momento em que se conheceram. Apaixonados, decidem recomeçar uma vida em comum e, para isso, arriscam um sonho antigo: comprar um edifício em ruínas e abrir um restaurante nos subúrbios de Paris. Mas o financiamento do banco para o novo projecto parece cada vez mais difícil de obter e eles acabam por optar por um empréstimo adicional, com juros altíssimos. Quando os seus salários deixam de ser suficientes para pagarem o que devem, Nadia decide partir para o Canadá, onde lhe prometeram um ordenado elevado, deixando Slimane (Slimane Khettabi), o seu filho de nove anos, aos cuidados de Yann. Com o passar do tempo, uma situação que se previa provisória vai-se prolongando. Até ao dia em que ela deixa de dar notícias. Realizado pelo francês Cédric Kahn ("O Tédio", "Arrependimentos"), um filme sobre as dificuldades das pessoas comuns em tempos de crise e onde o desespero as pode levar."

Observações: deve ser um interessantissimo filme... e perante a actualidade e conjuntura da situação sócio-económica portuguesa, este filme afigura-se como algo que pode deixar a pensar muita gente.



E outros destaques:
The Watch - Patrulha de Bairro
Realização: Akiva Schaffer
Com: Ben Stiller, Vince Vaughn, Jonah Hill, Richard Ayoade e Rosemarie DeWitt
2012



Jerichow
Realização: Christian Petzold
Com: Elenco: Benno Fürmann, Nina Hoss e Hilmi Sözer
2008**




Hit And Run - Sempre a Abrir
Realização: David Palmer e Dax Shepard
2012



7 Días En La Habana - 7 Dias em Havana
Realização: Laurent Cantet, Benicio Del Toro, Julio Medem, Elia Suleiman, Juan Carlos Tabío, Pablo Trapero e Gaspar Noé
Com: Josh Hutcherson, Daniel Brühl, Emir Kusturica, Elia Suleiman e Melissa Rivera
2012


Veronika Decides To Die - Veronica Decide Morrer
Realização: Emily Young
Com: Sarah Michelle Gellar, Jonathan Tucker e Erika Christensen
2009**

dados sobre os filmes via Split Screen (mania de fazer o copy-paste do costume)

domingo, 16 de setembro de 2012

sábado, 15 de setembro de 2012

Cinergia - revista digital de cinema (e gratuita!)

Revistas de cinema nas bancas são fáceis de nos apercebermos da sua existência. Agora revistas cuja existência é unicamente na web, a montra expositora já não é tão facilitada devido à desconcentração e caos que é a internet. O facto é que há algumas edições nacionais, de leitura e apreciação gratuita, feitas com todo o altruísmo de muitos dos nossos bloggers cinéfilos.

Apresento então a existentes publicações da "web-revista" Cinergia, cujos autores são, entre muitos outros ilustres bloggers como João Palhares acompanhado de Daniel Rodrigues, Luis Mendonça, João Lameira, Álvaro Martins, Carlos Natálio e muitos outros. Há por aqui imensas criticas, textos sobre o mundo do cinema, entrevistas, etc numa publicação de bom nível e com um design com um travo retro (lettering, as fotos a preto-branco, etc)


A mais recente edição, a #2 de Setembro 2012:



A anterior edição #1, de Janeiro 2012:



A Cinergia é por mim altamente recomendada. Enjoy it!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ecce Homo... satirizado

Este verão uma das noticias que rapidamente se espalhou por todo o lado foi o desastre que uma idosa espanhola, a senhora Cecilia Giménez, uma voluntária pseudo-restauradora de arte, deixou bem evidente na pintura de Jesus, a "Ecce Homo" no santuário espanhol de Nossa Senhora da Misericórdia de Borja (Zaragoza).


Tornou-se instantaneamente um mega-fail super popular e daí a ser satirizado em tudo o que possa ser possível aplicar foi um pequeno passo.
Ficam aqui alguns exemplos...