Ver bons carros é coisa que sempre todos gostamos. Agora filmes motivados por eles já é outra história...

Ao terceiro filme a franquia mostrou sinais de já estar mais que bafienta. Contudo, ao quarto filme a coisa voltou a melhorar e em termos de sequelas, esta sequela é efectivamente o "Velocidade Furiosa" que deveria já ter sido o segundo.
É mesmo, este 4º filme é mais segundo que quarto e tudo porque finalmente se voltou a ter todos os ingredientes e o mesmo elenco original (sim, o Vin Diesel regressa finalmente), numa história que continua e se passa imediatamente a seguir ao primeiro filme. Está uns furos bem acima das partes 2 e 3.
O argumento de longe a longe ainda revela alguns twists surpresa para prender a atenção, principalmente ao nível das decisões que as moças tomam, mas não é nada complicado e cai bem.
Vin Diesel é a razão do filme e novamente a personagem de Paul Walker, faz o típico agente que age nos limites da lei e justiça. E depois há os carros... autênticas bombas para a estrada de arregalar os olhos de tanta potência.
É um filme bem porreiro na categoria que se insere com imensas corridas perigosas de tunning!
Consegue entreter enquanto a coisa dura e tem imensas cenas de velocidade mesmo nos limites e repletas de adrenalina.
É fixe!
Aqui a coisa muda de figura e está mais para o filme xunga que outra coisa.
Contudo, aqui existe uma variante mais curiosa: não é bem máquinas tornadas potentes pelo tunning mas sim os super-carros de origem com ligeiros melhoramentos, sendo o mais importante a perícia de quem os conduz. A razão das corridas é ainda mais simples: ganhar dinheiro vencendo apostas milionárias.
De certa forma os ingredientes deste filme são bem mais honestos. Há um momento que prova isso: a determinada altura um dos apostadores tem o capô do seu Ferrari estragado e como tem necessidade de competir, vai a uma loja e compra um Ferrari Enzo novo na hora e segue de imediato para a corrida. Não acontece aqui nada de alterações ou melhoramentos. É assim que funcionam as coisas por aqui.
Red Line é um filme que junta, numa espécie de cocktail estrondoso, o tipo de ingredientes dos filmes típicos dos anos 80:
-a separação clara de quem é bom e quem é mau;
-há dois "artistas de serviço": um é uma espécie de "Rambo" que acaba de chegar do Iraque e está pronto a desancar com bravura nos maus. A outra parte desta dupla é uma jovem que tem o dom de saber conduzir melhor que todos da fita, é vitima de uma aposta e vê a familia tornada refém para ser obrigada a conduzir (é tudo simples);
-há mulheres aos montes para encher a fotografia, há muito luxo, muito dinheiro, e claro, muitos super-carros: Ferrari's, Lamborghini's e afins de várias cores.
Entretém enquanto dura, vê-se muito bem... mas nada demais por aqui.
É um filmezeco...
Critico, mais do que a qualidade do filme, o facto de este filme ser de 2007 e só ter e
streado em Portugal em 2009. É incompreensível a demora de certos títulos por cá...
(clicar nos títulos para ver os trailers)