O sueco Jay-Jay Johanson é um teimoso!
Tem sempre um disquito novo aqui para a gente (aqueles poucos que ainda sabem quem ele é ou foi).
"Kings Cross"
(2019)
Magríssimo como sempre (se calhar na Suécia não comem sopa)!
As décadas passam e ele lá continua a insistir numa foto sua em meio-corpo na capa do disco. Hábitos que não mudam mas ainda assim não seriam o presságio de um grande regresso aos discos... mas desenganem-se que até tem aqui muitos bons momentos para figurarem num futuro portfolio (ou "best of" como se diz na gíria musical).
Podem descobrir o álbum no Spotify ou o ouvir já aqui:
#jayjayjohanson
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terça-feira, 4 de junho de 2019
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Musica da Semana: nostalgia house dos anos 80 (finais)
Há uns anos atrás publiquei um artigo sobre a dance-music, ou melhor o house dos anos 90. Clicar aqui para rever tão célebre artigo... eheheh!
A inicio o artigo estava destinado para uma série nostálgica e era o primeiro de muitos mas... a disposição para semelhante tarefa esmoreceu.
De certa forma, tento humildemente recuperar a ideia e aqui vão alguns beats históricos do house e/ou acid-house.
Grandes momentos que muito agitavam as pistas de dança e ainda alimentavam alguns moves de breakdance (que resistia)... se bem que eu ainda não frequentava as discotecas mas em adolescente já as curtia forte-e-feio no Walkman.
Enjoy!
M.A.R.R.S. - "Pump Up The Volume" (1987)
A inicio o artigo estava destinado para uma série nostálgica e era o primeiro de muitos mas... a disposição para semelhante tarefa esmoreceu.
De certa forma, tento humildemente recuperar a ideia e aqui vão alguns beats históricos do house e/ou acid-house.
Grandes momentos que muito agitavam as pistas de dança e ainda alimentavam alguns moves de breakdance (que resistia)... se bem que eu ainda não frequentava as discotecas mas em adolescente já as curtia forte-e-feio no Walkman.
Enjoy!
M.A.R.R.S. - "Pump Up The Volume" (1987)
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Musica da Semana: Jorge Ben Jor - Filho Maravilha
Jorge Ben Jor
"Filho Maravilha"
Pouco (ou nada) sei sobre esta música (apenas que foi feita para o goleador "Fio Maravilha" mas devido a problemas, o cantor passou-a para "Filho") e muito menos sobre o artista (poucas conheço dele) mas... adoro totalmente esta canção!
É isso que sei apenas. E não a tenho sequer (mas com a net hoje é fácil "ter")... mas fica o video!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
MyJukebox (letras): Resistência - Liberdade (ao vivo -1993)
Som do meu subconsciente...
Resistência
Liberdade (do "Ao Vivo No Armazem 22" -1993)
Letra e observações:
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Musica da Semana: Duran Duran... (e ainda o Julio Isidro)
Hoje é um dos dias Duran Duran.
E porquê?
Porque o teclista (e um dos membros mais criativos e artísticos) da banda faz anos hoje.
Parabéns ao Nick Rhodes, pelos seus 49 aninhos!
Portanto, uma criança ainda...
Como tal é razão para se recordar alguns momentos destes miticos neo-românticos dos anos 80 (dos 80 até aos dias de hoje, pois ainda aguentam).
Falar dos Duran Duran é daquelas coisas que fazem a mente recuar no tempo.
Nostalgicamente, teria de começar pela "Girls On Film", ora vamos lá a recordar:
E porquê?
Porque o teclista (e um dos membros mais criativos e artísticos) da banda faz anos hoje.
Parabéns ao Nick Rhodes, pelos seus 49 aninhos!
Portanto, uma criança ainda...
Mais sobre o Nick Rhodes no artigo do site Viva80 (clicar para saber mais)
Como tal é razão para se recordar alguns momentos destes miticos neo-românticos dos anos 80 (dos 80 até aos dias de hoje, pois ainda aguentam).
Falar dos Duran Duran é daquelas coisas que fazem a mente recuar no tempo.
Nostalgicamente, teria de começar pela "Girls On Film", ora vamos lá a recordar:
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Musica da Semana: Mariah Carey - All I Want For Christmas Is You
Há imensas canções de Natal interpretadas pelos mais diferentes artistas, mas acho que quando chega o Natal, a mais perfeita de todas, na pop-music, é a da Mariah Carey.
Na altura, quando esta canção saiu, obviamente muito próximo da quadra natalicia, para mim era apenas mais uma forma de ter algo mais desta cantora pop para render mais umas massas, pois até então da pop o que mais era recorrente era o "Last Christmas" dos Wham! (uma canção melancólica impecável). O facto é que a canção da Mariah Carey lá regressa a cada Natal, tornando-se ainda mais pertinente. No fundo é uma canção onde a companhia e o o amor da cara-metade é o que é pedido para o Natal e não os presentes e outras coisas supérfluas.
Foi ela que a co-escreveu, co-produziu e interpretou (claro!). Digo que para mero produto comercial de época, ela teve aqui o seu maior momento de génio nesta canção, cheia de sininhos e coros num contagiante ritmo uptime.
Brilhou e criou um novo clássico musical instantâneo!
Não é à toa que é utilizada em filmes, nas spots de radio, publicidade, etc...
Na altura, quando esta canção saiu, obviamente muito próximo da quadra natalicia, para mim era apenas mais uma forma de ter algo mais desta cantora pop para render mais umas massas, pois até então da pop o que mais era recorrente era o "Last Christmas" dos Wham! (uma canção melancólica impecável). O facto é que a canção da Mariah Carey lá regressa a cada Natal, tornando-se ainda mais pertinente. No fundo é uma canção onde a companhia e o o amor da cara-metade é o que é pedido para o Natal e não os presentes e outras coisas supérfluas.
Mariah Carey
"All I Want For Christmas Is You"
(de "Merry Christmas", 1994)
Foi ela que a co-escreveu, co-produziu e interpretou (claro!). Digo que para mero produto comercial de época, ela teve aqui o seu maior momento de génio nesta canção, cheia de sininhos e coros num contagiante ritmo uptime.
Brilhou e criou um novo clássico musical instantâneo!
Não é à toa que é utilizada em filmes, nas spots de radio, publicidade, etc...
sábado, 20 de novembro de 2010
Musica da Semana: Expensive Soul... "Dou-te Nada", o video
Alguns meses depois de ter feito a minha review ao álbum (clicar aqui para rever), a mais genial criação dos Expensive Soul, a superlativa canção "Dou-te Nada" já tem video oficial:
"Dou-te nada" - 2º single de "Utopia" (2010) dos Expensive Soul
(Ora toma lá, seu "bandido"!)
Adorei!
Belíssimo video. Começa muito bem com um interlúdio (é o som que abre o álbum) colocado para apresentar o video feito ao estilo do realizador Robert Rodriguez. Magnifico!
Dá luz e cor à canção e serve-se muito bem da sonoridade contemporânea perante as imagens.
Dá luz e cor à canção e serve-se muito bem da sonoridade contemporânea perante as imagens.
A parte do rap e o momento da sua transição para o refrão é mesmo perfeito.
Sou suspeito mas posso dizer outra vez que é mais viciante canção que ouvi este ano?
"Dou-te Nada" é para mim das melhores canções nacionais de 2010.
E mai'nada!!!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Musica da Semana: LCD Soundsystem...
Quando se mete as mãos numa banda que não "dominamos" não pode sair coisa boa e é por essa razão que não me alongarei com os LCD Soundsystem. O facto que sobressai é que fazem boa música. Boa mesmo! OK, alguma...
Têm várias boas canções que conheço dos álbuns que editaram. A principio pareciam uma banda electrónica e de dança mas era apenas um engodo. Fazem rock e usam a electrónica, num todo muito eclético. Isso seduz os mais diferentes interessados mas são as canções que ficam e todos os álbuns têm boma material. A prova disso é o mais recente registo.
"Drunk Girls", a faixa que serviu de "cartão de visita" quando o último álbum da banda chegou (e salvo erro é mesmo o último - não vão fazer mais nada), o "This Is Happening" (2010), já me entusiasma desde o inicio do Verão. E o video então é uma loucura!
"Drunk Girls"
Grande som!!!
Têm várias boas canções que conheço dos álbuns que editaram. A principio pareciam uma banda electrónica e de dança mas era apenas um engodo. Fazem rock e usam a electrónica, num todo muito eclético. Isso seduz os mais diferentes interessados mas são as canções que ficam e todos os álbuns têm boma material. A prova disso é o mais recente registo.
"Drunk Girls", a faixa que serviu de "cartão de visita" quando o último álbum da banda chegou (e salvo erro é mesmo o último - não vão fazer mais nada), o "This Is Happening" (2010), já me entusiasma desde o inicio do Verão. E o video então é uma loucura!
"Drunk Girls"
Grande som!!!
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Musica da Semana: Massive Attack... video de Atlas Air
Os Massive Attack têm um video para a faixa "Atlas Air" (é jeitosa) do álbum "Heligoland" lançada no inicio de 2010.
O video é visualmente muito criativo, com uma estética (ao estilo de "Splitting the atom") de mundo virtual dum imperfeito 3D como se de um pesadelo se tratasse e é percorrido por uma espécie de monstro digital tipo coelho.

O video é visualmente muito criativo, com uma estética (ao estilo de "Splitting the atom") de mundo virtual dum imperfeito 3D como se de um pesadelo se tratasse e é percorrido por uma espécie de monstro digital tipo coelho.

domingo, 3 de outubro de 2010
Musica da Semana: U2... discos até ao final do mundo!
Os U2 são uma das bandas que devem já ser vistos como grandes dinossauros do rock. Enchem estádios com mega produções, super elaboradas. Arrastam milhares atrás deles para os concertos, concertos esses que são sempre tidos como acontecimentos. Pode se dizer que como banda já trespassaram o rock de lés a lés.
Desde cedo eram um mera banda de culto, som sonoridade alternativa em oposição às bandas pop-rock da altura (nos inicios dos anos 80) apesar de muitas vezes se verem enfiadas nesse mesmo caldeirão devido a algumas canções que se tornavam muito populares (por serem bastante orelhudas). "Bad" e "Pride" eram magnificas, numa sonoridade rock algo etérea (as guitarras com eco que se tornaram uma das imagens de marca do grupo) e expressavam-se com revolta.
Tornaram-se em estrelas mundiais quando a espetaram o álbum "The Joshua Tree" no mercado. É um álbum muito aclamado, um verdadeiro clássico e tem um arranque que constitui nas suas 3 primeiras faixas seguidas, como as mais famosas canções dos U2: "Where the streets have no name" + "I still haven't found what i'm looking for" + "With or without you"... que são brilhantes!
"Desire" chegou depois no álbum seguinte (bastante estranho) e no embalo de tanto sucesso. Mas os U2 queriam ainda mais...
Não sendo um fervoroso seguidor dos U2, digo que foi com o lançamento de "Achtung Baby" (1991) que a banda realmente me significou mais verdadeiramente.
Eu ouvi-a este álbum inteiro totalmente maravilhado. Frescura sonora, muita criatividade e mesmo sem deixarem de fazer um rock algo mais sujo por vezes (a "The Fly" é deliciosa), faziam-no com um sentido que sabia a pop.
É um álbum magnifico por agarrar o ouvinte pelo seu lado orelhudo (a balada "One" ou a "Mysterious Way" cumpriam o seu papel na radios) mas depois sugando-o para a descoberta da excelência do resto do álbum. Que tem momentos mesmo magnéticos e marcantes ("Love is blindness" é superlativa e intimista em simultâneo). Este é para mim o grande disco dos U2 e é nele que se encontra a melhor canção que eles alguma vez fizeram (na minha opinião): "Until the end of the world"
Acho que é um certeiro exemplo do que de melhor os U2 fizeram até hoje e nela se sente a vibração da banda em criar algo a 4. É impressionante pois o baixo faz as honras de abrir a canção, seguindo-se depois a bateria, cuja explosão dá-se no momento da entrada da guitarra e só depois a voz acalma as hostes. Acho que ainda hoje não fizeram melhor do que esta canção.
O sucesso à escala planetária, também faz as bandas cederem ao que melhor se cativa as massas. Foi apartir daqui que os U2 tornaram-se pop. O rock dos U2 era muito polido e trabalhado em contraste com o hard-rock e grunge que despontava noutros lados.
A verdade é que não se pode apontar nada de errado aos U2 pois eles foram continuamente alimentando o mundo com o seu pop-rock blockbuster. As edições de novos álbuns que se iam seguindo, no fundo iam apenas seguindo as pisadas que a banda criou de 1980 a 1997...
Em 1995, e devido à fervilhante fase criativa da banda, que colocava problemas à editora pois eles depois do "Zooropa" pretendiam lançar em curto espaço de tempo novo álbum e... só o puderam fazer sob outro nome: The Passengers. "Original Soundtracks 1" é um interessantissimo disco, onde os U2 se juntavam ao popular tenor Luciano Pavarotti (já falecido) e tinham ainda no mesmo "barco" Brian Eno.
"Original Soundtracks 1" é todo ele música para filmes, só que... os filmes são todos eles fictícios!
Não existem mesmo, contudo o humor dos U2 leva a farsa muito a sério ao creditar cada canção a títulos de filmes (inventados é claro). Realmente toda a sonoridade do disco (é desequilibrado) remete a paisagens cinematográficas e não deixa de ser curioso esta obra não ter saído sob o nome dos U2 (a "Your Blue Room" é bem digna do nome). Ahh... e quem é que não conhece a fabulosa canção "Miss Sarajevo"?
Os U2 lançaram vários discos e compilações...
As duas compilações "Best of 1980-1990" e "Best of 1990-2000" considero-as de recomendação obrigatória. Está lá tudo, incluindo as duas canções para os filmes "Batman Forever" (rever artigo dedicado) e "Gangs of New York" (rever artigo dedicado)... apenas faltando o tema para o "Mission: Impossible" (de Brian DePalma).
Desde cedo eram um mera banda de culto, som sonoridade alternativa em oposição às bandas pop-rock da altura (nos inicios dos anos 80) apesar de muitas vezes se verem enfiadas nesse mesmo caldeirão devido a algumas canções que se tornavam muito populares (por serem bastante orelhudas). "Bad" e "Pride" eram magnificas, numa sonoridade rock algo etérea (as guitarras com eco que se tornaram uma das imagens de marca do grupo) e expressavam-se com revolta.
Tornaram-se em estrelas mundiais quando a espetaram o álbum "The Joshua Tree" no mercado. É um álbum muito aclamado, um verdadeiro clássico e tem um arranque que constitui nas suas 3 primeiras faixas seguidas, como as mais famosas canções dos U2: "Where the streets have no name" + "I still haven't found what i'm looking for" + "With or without you"... que são brilhantes!
"Desire" chegou depois no álbum seguinte (bastante estranho) e no embalo de tanto sucesso. Mas os U2 queriam ainda mais...
Não sendo um fervoroso seguidor dos U2, digo que foi com o lançamento de "Achtung Baby" (1991) que a banda realmente me significou mais verdadeiramente.
Eu ouvi-a este álbum inteiro totalmente maravilhado. Frescura sonora, muita criatividade e mesmo sem deixarem de fazer um rock algo mais sujo por vezes (a "The Fly" é deliciosa), faziam-no com um sentido que sabia a pop.
É um álbum magnifico por agarrar o ouvinte pelo seu lado orelhudo (a balada "One" ou a "Mysterious Way" cumpriam o seu papel na radios) mas depois sugando-o para a descoberta da excelência do resto do álbum. Que tem momentos mesmo magnéticos e marcantes ("Love is blindness" é superlativa e intimista em simultâneo). Este é para mim o grande disco dos U2 e é nele que se encontra a melhor canção que eles alguma vez fizeram (na minha opinião): "Until the end of the world"
Acho que é um certeiro exemplo do que de melhor os U2 fizeram até hoje e nela se sente a vibração da banda em criar algo a 4. É impressionante pois o baixo faz as honras de abrir a canção, seguindo-se depois a bateria, cuja explosão dá-se no momento da entrada da guitarra e só depois a voz acalma as hostes. Acho que ainda hoje não fizeram melhor do que esta canção.
O sucesso à escala planetária, também faz as bandas cederem ao que melhor se cativa as massas. Foi apartir daqui que os U2 tornaram-se pop. O rock dos U2 era muito polido e trabalhado em contraste com o hard-rock e grunge que despontava noutros lados.
A verdade é que não se pode apontar nada de errado aos U2 pois eles foram continuamente alimentando o mundo com o seu pop-rock blockbuster. As edições de novos álbuns que se iam seguindo, no fundo iam apenas seguindo as pisadas que a banda criou de 1980 a 1997...
Em 1995, e devido à fervilhante fase criativa da banda, que colocava problemas à editora pois eles depois do "Zooropa" pretendiam lançar em curto espaço de tempo novo álbum e... só o puderam fazer sob outro nome: The Passengers. "Original Soundtracks 1" é um interessantissimo disco, onde os U2 se juntavam ao popular tenor Luciano Pavarotti (já falecido) e tinham ainda no mesmo "barco" Brian Eno.
"Original Soundtracks 1" é todo ele música para filmes, só que... os filmes são todos eles fictícios!
Não existem mesmo, contudo o humor dos U2 leva a farsa muito a sério ao creditar cada canção a títulos de filmes (inventados é claro). Realmente toda a sonoridade do disco (é desequilibrado) remete a paisagens cinematográficas e não deixa de ser curioso esta obra não ter saído sob o nome dos U2 (a "Your Blue Room" é bem digna do nome). Ahh... e quem é que não conhece a fabulosa canção "Miss Sarajevo"?
Tenho ainda dois interessantes singles (que funcionam mais como EP's) que atestavam a capacidade desta banda em 1997, quer a faceta ao vivo (Please - PopHeart Live EP - dizem que se tornou rara esta edição limitada - "my precious"), quer a enveredar por outros caminhos (If God Will Send His Angels - tem duas canções que honram os antigos standards americanaos "Slow Dancing" e a belissima "Two Shots Of Happy, One Shot Of Sad" dedicada a Frank Sinatra).
Os U2 lançaram vários discos e compilações...
As duas compilações "Best of 1980-1990" e "Best of 1990-2000" considero-as de recomendação obrigatória. Está lá tudo, incluindo as duas canções para os filmes "Batman Forever" (rever artigo dedicado) e "Gangs of New York" (rever artigo dedicado)... apenas faltando o tema para o "Mission: Impossible" (de Brian DePalma).
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Musica da Semana: Supertramp... ou Roger Hodgson ("Fool's Overture")
Os Supertramp são uma de muitas das minhas bandas que admiro.
Na verdade admiro-os mais pelos best of's, pois qualquer alinhamento de faixas sai sempre bom. Também... com canções do calibre que têm... só podia!
No topo das favoritas está sempre a incontornável "Goodbye Stranger". No meu iTunes ninguém lhe tira o rating de 5 estrelas. Além do CD "The Very Best Of (vol1 - o branco...)", tenho ainda em vinyl o "Famous Last Words", que venerei quando era adolescente (e comprava discos na Feira da Vandôma bem cedinho) e puxa como ainda hoje é um álbum magnifico! "Craaazy! Craaazy! Craaazy!"
Ahh... e muitas cassetes gravadas perdidas algures nos arrumos.
Mas um dos momentos mais marcantes na minha evolução musical foi quando na altura, descobri o estupendo do "Paris (Live)".
É somente um daqueles álbuns ao vivo... simplesmente brilhantes! Magnifico alinhamento, mestria na execução live das canções de estúdio, instrumentalmente diverso e bem tocado. Uma viagem sensorial autêntica!
É a razão deste post... pois não pretendo estar a falar muito da banda (não assim sou tão forte conhecedor - apesar de ter tudo deles... e viva a net!), mas sim deixar aqui uma das mais impressionantes obras que esta banda ergueu, e que me parece passar totalmente ao lado quando se destacam as melhores criações do grupo: a "Fool's Overture"
É uma criação de Roger Hodgson, o tipo dos Supertramp que tinha a tão célebre voz aguda (e que abandonou o grupo - a banda nunca mais recuperou da sua saída).
Deixo assim um video de uma actuação da fase a solo de Roger Hodgson, em 2004 e bastante acompanhado em palco (com banda e orquestra) a recriar magistralmente aquela que será uma das suas maiores obras-primas:
"Fool's Overture"
Roger Hodgson (ex-Supertramp) com orquestra (ao vivo em França, 2004)
Na verdade admiro-os mais pelos best of's, pois qualquer alinhamento de faixas sai sempre bom. Também... com canções do calibre que têm... só podia!
No topo das favoritas está sempre a incontornável "Goodbye Stranger". No meu iTunes ninguém lhe tira o rating de 5 estrelas. Além do CD "The Very Best Of (vol1 - o branco...)", tenho ainda em vinyl o "Famous Last Words", que venerei quando era adolescente (e comprava discos na Feira da Vandôma bem cedinho) e puxa como ainda hoje é um álbum magnifico! "Craaazy! Craaazy! Craaazy!"
Ahh... e muitas cassetes gravadas perdidas algures nos arrumos.
Mas um dos momentos mais marcantes na minha evolução musical foi quando na altura, descobri o estupendo do "Paris (Live)".
É somente um daqueles álbuns ao vivo... simplesmente brilhantes! Magnifico alinhamento, mestria na execução live das canções de estúdio, instrumentalmente diverso e bem tocado. Uma viagem sensorial autêntica!
É a razão deste post... pois não pretendo estar a falar muito da banda (não assim sou tão forte conhecedor - apesar de ter tudo deles... e viva a net!), mas sim deixar aqui uma das mais impressionantes obras que esta banda ergueu, e que me parece passar totalmente ao lado quando se destacam as melhores criações do grupo: a "Fool's Overture"
É uma criação de Roger Hodgson, o tipo dos Supertramp que tinha a tão célebre voz aguda (e que abandonou o grupo - a banda nunca mais recuperou da sua saída).
Deixo assim um video de uma actuação da fase a solo de Roger Hodgson, em 2004 e bastante acompanhado em palco (com banda e orquestra) a recriar magistralmente aquela que será uma das suas maiores obras-primas:
"Fool's Overture"
Roger Hodgson (ex-Supertramp) com orquestra (ao vivo em França, 2004)
sábado, 28 de agosto de 2010
1975: as músicas do ano em que nasci... (Musica da semana)
No ano de 1975, uma das minhas bandas favoritas editava um dos seus melhores álbuns. Refiro-me, é claro, aos Pink Floyd e ao mitico "Wish You Were Here".
É um dos mais valiosos álbuns da banda, que sucedeu a outro que ainda hoje é um dos melhores da história mundial da música, obviamente o "Dark Side Of The Moon" -1973). É um álbum também conceptual e que lida com o sentimento de ausência da banda de um dos seus membros fundadores, Syd Barret (que havia perdido a sua sanidade mental devido aos alucinogénicos).
Tem uma das minhas mais preferidas canções de estúdio da banda, a "Welcome To The machine". Contém também as inesquecíveis "Shine On You Crazy Diamond" (em duas longas partes) e a mais popular da banda "Wish You Were Here"... se bem que destas duas gosto mais de as ouvir do disco ao vivo "Delicate Sound Of Thunder" (Ok... que sacrilégio mas prefiro antes estas versões).
Nada melhor que exemplificar com uma faixa deste álbum duma actuação única com todos os 4 membros por ocasião do evento Live8.
Em 1975 também houve muitos e variados hits, como os:
The Eagles "One Of These Nights"/"Take It To The Limit"/"Lyin' Eyes";
David Bowie "Young Americans";
Leonard Cohen "Suzanne";
Paulo de Carvalho "Nuanbuangongo, Meu Amor";
Etc... entre outros que agora assim de repente não me recordo (mas que acredito desse lado recordarem-se de muitos mais... os comentários podem servir para isso!)
Tem uma das minhas mais preferidas canções de estúdio da banda, a "Welcome To The machine". Contém também as inesquecíveis "Shine On You Crazy Diamond" (em duas longas partes) e a mais popular da banda "Wish You Were Here"... se bem que destas duas gosto mais de as ouvir do disco ao vivo "Delicate Sound Of Thunder" (Ok... que sacrilégio mas prefiro antes estas versões).
Nada melhor que exemplificar com uma faixa deste álbum duma actuação única com todos os 4 membros por ocasião do evento Live8.
Wish You Were Here (Live8 version)
Em 1975 também houve muitos e variados hits, como os:
The Eagles "One Of These Nights"/"Take It To The Limit"/"Lyin' Eyes";
David Bowie "Young Americans";
Leonard Cohen "Suzanne";
Paulo de Carvalho "Nuanbuangongo, Meu Amor";
Etc... entre outros que agora assim de repente não me recordo (mas que acredito desse lado recordarem-se de muitos mais... os comentários podem servir para isso!)
sábado, 31 de julho de 2010
Musica da Semana: um pouco de dance music... e portuguesa!
Quando chega os tempos do calor, se há sonoridade que gosto de dar uma espreitadela é a dance music ou house... que se pode apanhar numa qualquer das "milhentas" compilações que estão sempre a surgir por aí.
Serve por momentos para escapar do som mais habitual do costume e ao mesmo tempo para trazer uma outra animação (principalmente nas viagens de carro) com todo aquele pum-pum-pum...
Duas compilações que "apanhei" aqui hás umas largas semanas foram escolhidas por trazerem dois hits nacionais que têm animado a "night" portuguesa. No meio de tanta música com muito hype estas duas escolhas que aqui destaco são as que me agradam por serem realmente bastante orelhudas. São daquelas que qualquer um alinha facilmente no ritmo e especialmente pela voz a puxar bastante para os lados da soul.
Depois também por serem portuguesas e esse até acabou por ser o ponto que me fez prestar mais atenção nelas. House nacional com gabarito e cariz internacional é coisa pouco habitual mas a curiosidade final é nas duas haver um ponto em comum: são ambas do DJ Diego Miranda e cantadas pela Liliana (das Non-Stop).
A moça realmente canta bem para este género, que enche melodiosamente com a sua voz estas canções.
Mais interessante se torna se notarmos que uma outra sua colega, também das Non-Stop, já participou igualmente nestas lidas e foi igualmente um grande hit em 2009 (que ainda se extende a 2010...)
Penso mesmo que ambas apresentam melhor serviço na cena da dance music do que na girl-band delas. Até nos videos têm outro nível...
Serve por momentos para escapar do som mais habitual do costume e ao mesmo tempo para trazer uma outra animação (principalmente nas viagens de carro) com todo aquele pum-pum-pum...
Duas compilações que "apanhei" aqui hás umas largas semanas foram escolhidas por trazerem dois hits nacionais que têm animado a "night" portuguesa. No meio de tanta música com muito hype estas duas escolhas que aqui destaco são as que me agradam por serem realmente bastante orelhudas. São daquelas que qualquer um alinha facilmente no ritmo e especialmente pela voz a puxar bastante para os lados da soul.
Depois também por serem portuguesas e esse até acabou por ser o ponto que me fez prestar mais atenção nelas. House nacional com gabarito e cariz internacional é coisa pouco habitual mas a curiosidade final é nas duas haver um ponto em comum: são ambas do DJ Diego Miranda e cantadas pela Liliana (das Non-Stop).
Annual KAOS 2010
Diego Miranda feat. Liliana
"Ibiza for Dreams" (Original Mix)
Portugal Night - Portugal Calling 2010
Diego Miranda feat Liliana & Villanova
"Just Fly"
A moça realmente canta bem para este género, que enche melodiosamente com a sua voz estas canções.
Mais interessante se torna se notarmos que uma outra sua colega, também das Non-Stop, já participou igualmente nestas lidas e foi igualmente um grande hit em 2009 (que ainda se extende a 2010...)
Pedro Casanova feat Andrea
"Selfish Love"
Penso mesmo que ambas apresentam melhor serviço na cena da dance music do que na girl-band delas. Até nos videos têm outro nível...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Música da Semana: Expensive Soul e a "Utopia"
O mais recente registo discográfico dos Expensive Soul tem-me extasiado totalmente nas últimas semanas (este e o dos Mind Da Gap são mesmo bombas!).
Que belíssimo disco pop português!
Dizer que é música pop é até redutor para o impressionante trabalho de produção desta álbum, o "Utopia" que assinala, 4 anos depois, o regresso do duo a 2010.
Na verdade, o que os Expensive Soul fazem neste álbum é continuar a fusão de hip-hop com outros estilos, desta vez a soul e funk. O resultado é de alto nível, acima da média nacional neste estilo e com isso oferecem-nos um punhado de canções que valem a pena ser descobertas.
A abordagem que dão á sonoridade de "Utopia" é feita em jeito intemporal, onde o imaginário da soul entra em agitação com uma certa ideia de modernidade pop providenciada pelo sempre (omni)presente hip-hop. Tem um travo funk, que por vezes me recorda os bons tempos de Prince em colisão com a ideia de som de "Back to Black" da Amy Winehouse.
É por demais evidente a qualidade sonora deste álbum, pleno até de requintes culturais inteligentes, prestando uma pura homenagem à grande música negra norte-americana, sem deixar de ser algo bem lusitano. No entanto, é pelas vozes invulgares em sintonia deste duo, o New Max e o Demo, que o brilharete se evidencia por cantarem estilos tão diferentes como se nada fosse.
Primeiro porque as vozes funcionam perfeitamente bem juntas, onde os estilos opostos de cada um acaba por complementar a "actuação" do outro.
Segundo porque contornam ainda os eternos problemas do "cantar em português" sabendo dar um uso inteligente às palavras que cantam, quer foneticamente quer seja também pelo sábios adornos ao português. Principalmente, pelos trejeitos da maneira de cantar deste "soul-man" cuja voz é castiça e próxima do falsette -quando não é mesmo um falsette (daí a alusão a Prince até pela forma de cantar)! Em certa parte é ele com esta voz muito própria que provoca o destaque inicial quando se escuta o single de "O Amor é Mágico" que anda por aí em rotação.
Tudo isto, não seria interessante se as canções não fossem realmente boas e a primeira que se destaca sem conhecer o álbum é a já popular, "O Amor é Mágico", cujo video muito caricato se pode apreciar já de seguida.
Espantosa mesmo!
Tem uma condução para o refrão magnifico e icónico o suficiente para de imediato se começar a cantarolar, ao qual se junta uma dose de força com um bem pontudo rap. Os instrumentos de sopro são o toque fundamental numa canção que é ela própria um good feeling com todo o seu ritmo uptime. É um excelente cartão de visita a este novo álbum dos Expensive Soul. Esta canção tem fome de todo o airplay que possa alcançar.
Mas o álbum tem ainda mais e bons momentos...
Recuando no tempo... Já não é de agora que conheço os Expensive Soul (quem é que não conhece?) mas nunca lhes havia notado nada mais do que um mero pop festivo á tuga, polvilhado de ambientes quase reggae ("13 Mulheres", "Brilho" ou "Falas disso" são alguns exemplos). Portanto a chegada de um novo registo deles, passaria ao lado se continuassem o mesmo rumo.
Não fosse ter estado a ver as entrevistas deles em pleno Rock In Rio Lisboa 2010 e nunca teria interiorizado que algo de especial existia neste disco. Tudo normalissimo para a TV, era uma comum entrevista até que... desatam a cantar á capella na entrevista uma parte do tema "O Amor é Mágico". Uau! Um belo momento que me deu o clique suficiente para investigar este novo material por inteiro. E valeu a pena, porque é uma pérola que está desde então em modo repeat...
O álbum tem um arranque mesmo tipico do hip-hop com um arranjo musical ao puro estilo da música negra americana para nos fazer perceber o que nos vai ser proposto e é seguido da faixa "O Amor é Mágico". Apartir daqui não pára mais o desfile da qualidade dos arranjos que este duo se muniu, ao qual empregam inicialmente a fórmula mais óbvia de versos-refrão-versos-refrão-rap-refrão. O mais entusiasmante é a maneira como vão destruindo essa mesma fórmula confortável e arriscam outras sequências sempre cativantes. Ora é canção puramente de soul para rap, ora é momentos unicamente hip-hop, ora é hip-hop com um refrão pop cantado com muita soul e fazem-no sempre com mestria pois todas as variantes são sempre interessantes.
Outro facto é que não se ficam pelo mesma sonoridade constantemente. Há momentos interessantes de som à moda dos anos 80 com pendor para o break, há apontamentos drum'n'bass fugazmente, momentos quase dance-music e as sempre deliciosas guitarras rock a despontar por vezes.
Se faixas como "Tem Calma Contigo", "Deixei de Ser Bandido" ou "Só Contigo" são exercicios pop Ok e normais, a verdade é que os grandes destaques do álbum passam por faixas como "Contador de Histórias", "São Dicas" e "Contra-Corrente" (que surge no final com um fragmento extra musical do mais puro hip-hop, com um impressionante flow de rap) as que atingem os mais altos voos.
Para o fim reservo o momento de excelência do disco, que é a fabulosa e magistral canção:
Escutar bem todas as partes e todos os pormenores, um enorme groove no baixo pontuado por um jogo de batidas saboroso, a simbiose das vozes com os sons desta canção, onde as teclas criam uma malha irresistível e todas as suas deambulações musicais até ao final, incluindo a integração perfeita do rap. Superlativa!
Esta é uma das raras canções que recebem no meu iTunes as exclusivas 5 estrelas de classificação (e sou forreta a dar 5 estrelas).
"Dou-te Nada" é talvez mesmo a grande canção portuguesa de todo o ano 2010. E o ano ainda vai a meio...
Fico por aqui!
Recomendo!
Obs: E o CD até não é caro pois saiu a 9,95€ para o mercado. Fossem todos assim...
Expensive Soul site (clicar aqui)
Também no MySpace
Que belíssimo disco pop português!
Dizer que é música pop é até redutor para o impressionante trabalho de produção desta álbum, o "Utopia" que assinala, 4 anos depois, o regresso do duo a 2010.
Na verdade, o que os Expensive Soul fazem neste álbum é continuar a fusão de hip-hop com outros estilos, desta vez a soul e funk. O resultado é de alto nível, acima da média nacional neste estilo e com isso oferecem-nos um punhado de canções que valem a pena ser descobertas.
A abordagem que dão á sonoridade de "Utopia" é feita em jeito intemporal, onde o imaginário da soul entra em agitação com uma certa ideia de modernidade pop providenciada pelo sempre (omni)presente hip-hop. Tem um travo funk, que por vezes me recorda os bons tempos de Prince em colisão com a ideia de som de "Back to Black" da Amy Winehouse.
É por demais evidente a qualidade sonora deste álbum, pleno até de requintes culturais inteligentes, prestando uma pura homenagem à grande música negra norte-americana, sem deixar de ser algo bem lusitano. No entanto, é pelas vozes invulgares em sintonia deste duo, o New Max e o Demo, que o brilharete se evidencia por cantarem estilos tão diferentes como se nada fosse.
Primeiro porque as vozes funcionam perfeitamente bem juntas, onde os estilos opostos de cada um acaba por complementar a "actuação" do outro.
Segundo porque contornam ainda os eternos problemas do "cantar em português" sabendo dar um uso inteligente às palavras que cantam, quer foneticamente quer seja também pelo sábios adornos ao português. Principalmente, pelos trejeitos da maneira de cantar deste "soul-man" cuja voz é castiça e próxima do falsette -quando não é mesmo um falsette (daí a alusão a Prince até pela forma de cantar)! Em certa parte é ele com esta voz muito própria que provoca o destaque inicial quando se escuta o single de "O Amor é Mágico" que anda por aí em rotação.
Tudo isto, não seria interessante se as canções não fossem realmente boas e a primeira que se destaca sem conhecer o álbum é a já popular, "O Amor é Mágico", cujo video muito caricato se pode apreciar já de seguida.
Espantosa mesmo!
Tem uma condução para o refrão magnifico e icónico o suficiente para de imediato se começar a cantarolar, ao qual se junta uma dose de força com um bem pontudo rap. Os instrumentos de sopro são o toque fundamental numa canção que é ela própria um good feeling com todo o seu ritmo uptime. É um excelente cartão de visita a este novo álbum dos Expensive Soul. Esta canção tem fome de todo o airplay que possa alcançar.
Mas o álbum tem ainda mais e bons momentos...
Recuando no tempo... Já não é de agora que conheço os Expensive Soul (quem é que não conhece?) mas nunca lhes havia notado nada mais do que um mero pop festivo á tuga, polvilhado de ambientes quase reggae ("13 Mulheres", "Brilho" ou "Falas disso" são alguns exemplos). Portanto a chegada de um novo registo deles, passaria ao lado se continuassem o mesmo rumo.
Não fosse ter estado a ver as entrevistas deles em pleno Rock In Rio Lisboa 2010 e nunca teria interiorizado que algo de especial existia neste disco. Tudo normalissimo para a TV, era uma comum entrevista até que... desatam a cantar á capella na entrevista uma parte do tema "O Amor é Mágico". Uau! Um belo momento que me deu o clique suficiente para investigar este novo material por inteiro. E valeu a pena, porque é uma pérola que está desde então em modo repeat...
O álbum tem um arranque mesmo tipico do hip-hop com um arranjo musical ao puro estilo da música negra americana para nos fazer perceber o que nos vai ser proposto e é seguido da faixa "O Amor é Mágico". Apartir daqui não pára mais o desfile da qualidade dos arranjos que este duo se muniu, ao qual empregam inicialmente a fórmula mais óbvia de versos-refrão-versos-refrão-rap-refrão. O mais entusiasmante é a maneira como vão destruindo essa mesma fórmula confortável e arriscam outras sequências sempre cativantes. Ora é canção puramente de soul para rap, ora é momentos unicamente hip-hop, ora é hip-hop com um refrão pop cantado com muita soul e fazem-no sempre com mestria pois todas as variantes são sempre interessantes.
Outro facto é que não se ficam pelo mesma sonoridade constantemente. Há momentos interessantes de som à moda dos anos 80 com pendor para o break, há apontamentos drum'n'bass fugazmente, momentos quase dance-music e as sempre deliciosas guitarras rock a despontar por vezes.
Se faixas como "Tem Calma Contigo", "Deixei de Ser Bandido" ou "Só Contigo" são exercicios pop Ok e normais, a verdade é que os grandes destaques do álbum passam por faixas como "Contador de Histórias", "São Dicas" e "Contra-Corrente" (que surge no final com um fragmento extra musical do mais puro hip-hop, com um impressionante flow de rap) as que atingem os mais altos voos.
Para o fim reservo o momento de excelência do disco, que é a fabulosa e magistral canção:
"Dou-te Nada".
(adenda: este é o video oficial, que adicionei posteriormente - saber mais aqui)
Escutar bem todas as partes e todos os pormenores, um enorme groove no baixo pontuado por um jogo de batidas saboroso, a simbiose das vozes com os sons desta canção, onde as teclas criam uma malha irresistível e todas as suas deambulações musicais até ao final, incluindo a integração perfeita do rap. Superlativa!
Esta é uma das raras canções que recebem no meu iTunes as exclusivas 5 estrelas de classificação (e sou forreta a dar 5 estrelas).
"Dou-te Nada" é talvez mesmo a grande canção portuguesa de todo o ano 2010. E o ano ainda vai a meio...
Fico por aqui!
Recomendo!
Obs: E o CD até não é caro pois saiu a 9,95€ para o mercado. Fossem todos assim...
Expensive Soul site (clicar aqui)
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domingo, 4 de julho de 2010
Musica da Semana: Mind Da Gap "A Essência"... hip-hop revitalizado!
Esteve previsto para 2009 mas acabou por só nos chegar em final de Abril de 2010, o novo álbum deste trio portuense: Mind Da Gap. É um álbum que surge 15 anos depois do trio portuense ter lançado o seu registo de estreia, na altura um memorável EP homónimo e a partir dele desbravaram uma carreira exemplar no hip-hop em português.
Salvo erro, não foram os primeiros da cena (já cá andavam com maquetes por altura do surgimento deste estilo por cá mas outros registaram material antes, recordemos Black Company, Boss AC, Da Weasel e entre muitos outros, principalmente o rei inaugurador General D) eles mas foram dos poucos que assumiram uma ligação ao old-school mais pura e não contaminada neste estilo e faziam-no em português com mestria linguistica e fonética.
Passados 15 anos em cena e de já terem provado de forma ininterrupta com consistentes álbuns, em minha opinião com duas autênticas obras-primas incontornáveis a nível nacional (os "Mestres sem cerimónias" e "Suspeitos do costume"), manterem a cena em alta é uma tarefa só possível para os melhores. Os Mind Da Gap são realmente os melhores mas isso não significa que tenham momentos mais questionáveis.
Na minha apreciação esse momento aconteceu no álbum de 2006 "Edição ilimitada", que apesar de representar uma excelente depuração das capacidades do colectivo, onde chegam a arriscar abordagens invulgares e inventivas, registo esse que tem uma das suas melhores canções de sempre ("Não stresses"), a verdade é que deixava o sentimento da inflexão pelos caminhos mais pop e não o de seguir o rumo do costume. Parecia que a essência do estilo MDG tinha sido abafado e é precisamente neste ponto que o grupo nortenho decidiu melhorar com o novo registo, intitulado precisamente "A Essência".
E conseguiram plenamente pois "A Essência" é um disco mesmo muito bom e de novo na trilha que tão bem caracterizava este trio, o hip-hop old-school.
Assinala um regresso de força pujante, muito mais relevante, repleto de grandes momentos saborosos, onde a base instrumental de Serial conhece uma simbiose perfeita com as vozes de Ace e Presto, de novo acutilantes e contundentes nas mensagens.
Á primeira vez que escutei o CD (adquirido mal saiu no fim de Abril), a sensação que deixava é que continuava a mesma rotina do tal álbum anterior mas onde a base instrumental surgia com novas abordagens de repescagens da soul de outros tempos. Com mais escutas o verdadeiro potencial foi-se revelando e a sua verdadeira essência floresceu. De facto, este novo álbum faz a ponte com o longa duração de estreia, e ao mesmo tempo pisca o olho a tudo o que fizeram até este 5º álbum.
Logo ao arranque, os primeiros sons e vozes que se escutam são uma passagem 1º álbum (proféticos até e por isso justificados ao nos lembrarem que resistiram e chegaram ao 5º álbum) em "Só Pra Ti" que evolui com uma maravilhosa base sonora.
Segue-se "Não pára", o single que tem rodado por aí com força, que é um autêntico manifesto da perseverança dos MDG que nesta faixa surgem ainda com o brilho do rapper Valete (que deixa uma bela síntese do que realmente interessa neste movimento, proferir "o resto é resto" impressionou-me).
Ao avançarem com um hino como "Não pára" à segunda faixa, deixando o nível altíssimo logo aos primeiros minutos do disco, o material que se seguiria teria de ser de peso e criarem novos momentos altos de interesse. E os momentos altos do álbum são desta vez bastantes e seguidos, o que é impressionante. Serial fez um rigoroso exercício sonoro que funciona quer como cola de uma faixa para a outra, ou a criar focos de surpresa deslumbrantes durante as faixas ou pela imponência das suas batidas que combatem com luminosos arranjos funk. Depois Ace e Presto honram todos este processo com desenvoltura no flow, contundentes ou macios nas doses certas quando os momentos e histórias que contam assim exigem.
Faixas como "Carpe Diem", "O Eremita", "Sintonia", "Votados Ao Esquecimento", "A Essência" (com Maze - ver post dedicado), são valiosas e de fazer inveja à "concorrência". Mas é nas inabaláveis "Não Pára", "Como Conseguem?", "Guerreiros", "Marcas" e na faixa escondida "Abre os Olhos" (ver artigo dedicado), que eles erguem as bandeiras deste grande álbum.
Em suma, é um disco onde o colectivo ambicionou dar todo o seu melhor e comprovarem que ainda são a referência nacional.
A questão é: Fizeram-no com distinção? Safaram-se?
Foda-se que é um grande sim... e de que maneira espectacular o fizeram!
Ò tempo que não escutava, com semelhante deleite, um álbum de música portuguesa tão cativante, sem parar e inteiro.
É caso para dizer: O resto... é resto mesmo!
Não Pares (com a participação de Valete)
Foto do trio retirada do Facebook dos MDG
Salvo erro, não foram os primeiros da cena (já cá andavam com maquetes por altura do surgimento deste estilo por cá mas outros registaram material antes, recordemos Black Company, Boss AC, Da Weasel e entre muitos outros, principalmente o rei inaugurador General D) eles mas foram dos poucos que assumiram uma ligação ao old-school mais pura e não contaminada neste estilo e faziam-no em português com mestria linguistica e fonética.
Passados 15 anos em cena e de já terem provado de forma ininterrupta com consistentes álbuns, em minha opinião com duas autênticas obras-primas incontornáveis a nível nacional (os "Mestres sem cerimónias" e "Suspeitos do costume"), manterem a cena em alta é uma tarefa só possível para os melhores. Os Mind Da Gap são realmente os melhores mas isso não significa que tenham momentos mais questionáveis.
Na minha apreciação esse momento aconteceu no álbum de 2006 "Edição ilimitada", que apesar de representar uma excelente depuração das capacidades do colectivo, onde chegam a arriscar abordagens invulgares e inventivas, registo esse que tem uma das suas melhores canções de sempre ("Não stresses"), a verdade é que deixava o sentimento da inflexão pelos caminhos mais pop e não o de seguir o rumo do costume. Parecia que a essência do estilo MDG tinha sido abafado e é precisamente neste ponto que o grupo nortenho decidiu melhorar com o novo registo, intitulado precisamente "A Essência".
"A Essência"
(2010)
(2010)
E conseguiram plenamente pois "A Essência" é um disco mesmo muito bom e de novo na trilha que tão bem caracterizava este trio, o hip-hop old-school.
Assinala um regresso de força pujante, muito mais relevante, repleto de grandes momentos saborosos, onde a base instrumental de Serial conhece uma simbiose perfeita com as vozes de Ace e Presto, de novo acutilantes e contundentes nas mensagens.
Á primeira vez que escutei o CD (adquirido mal saiu no fim de Abril), a sensação que deixava é que continuava a mesma rotina do tal álbum anterior mas onde a base instrumental surgia com novas abordagens de repescagens da soul de outros tempos. Com mais escutas o verdadeiro potencial foi-se revelando e a sua verdadeira essência floresceu. De facto, este novo álbum faz a ponte com o longa duração de estreia, e ao mesmo tempo pisca o olho a tudo o que fizeram até este 5º álbum.
Logo ao arranque, os primeiros sons e vozes que se escutam são uma passagem 1º álbum (proféticos até e por isso justificados ao nos lembrarem que resistiram e chegaram ao 5º álbum) em "Só Pra Ti" que evolui com uma maravilhosa base sonora.
Segue-se "Não pára", o single que tem rodado por aí com força, que é um autêntico manifesto da perseverança dos MDG que nesta faixa surgem ainda com o brilho do rapper Valete (que deixa uma bela síntese do que realmente interessa neste movimento, proferir "o resto é resto" impressionou-me).
Ao avançarem com um hino como "Não pára" à segunda faixa, deixando o nível altíssimo logo aos primeiros minutos do disco, o material que se seguiria teria de ser de peso e criarem novos momentos altos de interesse. E os momentos altos do álbum são desta vez bastantes e seguidos, o que é impressionante. Serial fez um rigoroso exercício sonoro que funciona quer como cola de uma faixa para a outra, ou a criar focos de surpresa deslumbrantes durante as faixas ou pela imponência das suas batidas que combatem com luminosos arranjos funk. Depois Ace e Presto honram todos este processo com desenvoltura no flow, contundentes ou macios nas doses certas quando os momentos e histórias que contam assim exigem.
Faixas como "Carpe Diem", "O Eremita", "Sintonia", "Votados Ao Esquecimento", "A Essência" (com Maze - ver post dedicado), são valiosas e de fazer inveja à "concorrência". Mas é nas inabaláveis "Não Pára", "Como Conseguem?", "Guerreiros", "Marcas" e na faixa escondida "Abre os Olhos" (ver artigo dedicado), que eles erguem as bandeiras deste grande álbum.
Em suma, é um disco onde o colectivo ambicionou dar todo o seu melhor e comprovarem que ainda são a referência nacional.
A questão é: Fizeram-no com distinção? Safaram-se?
Foda-se que é um grande sim... e de que maneira espectacular o fizeram!
Ò tempo que não escutava, com semelhante deleite, um álbum de música portuguesa tão cativante, sem parar e inteiro.
É caso para dizer: O resto... é resto mesmo!
Não Pares (com a participação de Valete)
Foto do trio retirada do Facebook dos MDG
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Musica da Semana: Black Eyed Peas, "I got a feeling" (Mundial FIFA 2010)
O seleccionador de Portugal, Carlos Queirós, teve uma boa sensação quando ouviu esta música e daí tornou-se a canção da campanha de Portugal para o Mundial FIFA 2010.
A canção é pop orelhuda até não dar mais e deixa um good-feeling optimista realmente. Contudo, nunca "apanhei" nada deste álbum...
Força Portugal!!!
Black Eyed Peas, "I got a feeling" ("The E.N.D." - 2009)
A canção é pop orelhuda até não dar mais e deixa um good-feeling optimista realmente. Contudo, nunca "apanhei" nada deste álbum...
Força Portugal!!!
Black Eyed Peas, "I got a feeling" ("The E.N.D." - 2009)
terça-feira, 15 de junho de 2010
Musica da Semana: Shakira, Waka Waka (FIFA World Cup 2010)
Não posso dizer que gosto das canções da Shakira e até mesmo desta que é o "hino" do Mundial de Futebol 2010, a "Waka Waka" que tem um bom som, é bastante bem conseguida no cruzamento pop com uma leve sonoridade africana. Mas aquele timbre da voz dela em certas partes da canção... soa-me um pouco irritante ao fim de muitas vezes a passar.
Contudo, como é a canção do Mundial'2010, ai vai...
...e também porque hoje é o dia em que a selecção de Portugal tem competição a sério e é preciso mostrar o que vale... aqui vai a música só para ajudar um pouco mais os nossos tugas.
Apesar da euforia não tenho muita fé... Mas se for surpreendido já será outra conversa.
Contudo, como é a canção do Mundial'2010, ai vai...
...e também porque hoje é o dia em que a selecção de Portugal tem competição a sério e é preciso mostrar o que vale... aqui vai a música só para ajudar um pouco mais os nossos tugas.
Apesar da euforia não tenho muita fé... Mas se for surpreendido já será outra conversa.
sábado, 22 de maio de 2010
Musica da Semana: Deolinda "Um contra o outro"
Desta vez este espaço dedica um merecido tempo de antena aos Deolinda que são um projeto com uma portugalidade muito forte, fazendo uso de uma certa imagem do fado mas usando-o como canções pop.
São bestiais e este ano regressaram com um novo registo, o (tão esperado segundo) álbum, o:
"Dois selos e um carimbo" (2010)
Deolinda "Um contra o outro"
São bestiais e este ano regressaram com um novo registo, o (tão esperado segundo) álbum, o:
"Dois selos e um carimbo" (2010)
Deolinda "Um contra o outro"
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Música da Semana: Pedro Abrunhosa + Mão Morta
O mercado discográfico nacional tem estado muito vivo e muitos dos seus grandes nomes têm apresentado material novo. Apesar de não ter estes novos registos, ficam aqui os videos e a imagem dos novos álbuns.
Pedro Abrunhosa regressou, tem nova banda a acompanhá-lo (os Comité Caviar) e o single é mesmo muito orelhudo (gosto bué).
"Fazer o que ainda não foi feito"
São únicos na nossa cena alternativa e... que granda videoclip para esta valente música!
"Novelos da paixão"
Pedro Abrunhosa
Longe (2010)
Pedro Abrunhosa regressou, tem nova banda a acompanhá-lo (os Comité Caviar) e o single é mesmo muito orelhudo (gosto bué).
"Fazer o que ainda não foi feito"
Mão Morta
Pesadelo em Peluche (2010)
São únicos na nossa cena alternativa e... que granda videoclip para esta valente música!
"Novelos da paixão"
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Musica da Semana: Gorillaz, o regresso com "Plastic Beach"
Os Gorillaz regressaram em 2010 com "Plastic Beach".
O álbum é por vezes muito interessante e com alguns bons momentos mas não deixa de ficar a sensação de perda de fulgor criativo. Tem por vezes som da pop dos anos 80 e ambientes melancólicos á mistura mas não sobressai muito do que toca por aqui. Talvez seja por já não constituir o factor de invulgaridade que os anteriores álbuns deste projecto, de Damon Albarn (ex-Blur), continham.
Mesmo assim tem bons momentos como a própria faixa "Plastic Beach" (adoro o som desta faixa -sublime), "Stylo" (as partes do grande Bobby Womack com os coros em mantra por trás é de génio), "To Binge" (de uma beleza luminosa) ou "Cloud of Unknowing" (comovente). Tem diversas participações apesar de algumas contribuições não terem ficado tão potentes como esperava, principalmente as de Lou Reed, Snoop Dog e esperava mais dos De La Soul.
É um disco OK mas contava com mais irreverência e atrevimento deste projecto.
Contudo, o video de "Stylo" é impressionante e até contém a participação de Bruce Willis para o abrilhantar.
"Stylo" (feat Mos Def & Bobby Womack)
O álbum é por vezes muito interessante e com alguns bons momentos mas não deixa de ficar a sensação de perda de fulgor criativo. Tem por vezes som da pop dos anos 80 e ambientes melancólicos á mistura mas não sobressai muito do que toca por aqui. Talvez seja por já não constituir o factor de invulgaridade que os anteriores álbuns deste projecto, de Damon Albarn (ex-Blur), continham.
Mesmo assim tem bons momentos como a própria faixa "Plastic Beach" (adoro o som desta faixa -sublime), "Stylo" (as partes do grande Bobby Womack com os coros em mantra por trás é de génio), "To Binge" (de uma beleza luminosa) ou "Cloud of Unknowing" (comovente). Tem diversas participações apesar de algumas contribuições não terem ficado tão potentes como esperava, principalmente as de Lou Reed, Snoop Dog e esperava mais dos De La Soul.
É um disco OK mas contava com mais irreverência e atrevimento deste projecto.
Contudo, o video de "Stylo" é impressionante e até contém a participação de Bruce Willis para o abrilhantar.
"Stylo" (feat Mos Def & Bobby Womack)
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