By ArmPauloFerreira_____Os mais variados temas desde filmes, televisão, música, o mundo Apple e outras tecnologias diversas, algum humor e outras curiosidades.
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ArmPauloFerreira
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
O sistema operativo da Google, o Chrome OS, já se encontra disponivel para testar.
Ainda não é a versão final mas já todos podem experimentar para avaliar.
Este sistema operativo open-source (derivado linux) funciona totalmente pela internet.
Tudo fica lá, todos os ficheiros, programas, etc. A vantagem é que pode ser utilizado em qualquer computador e em qualquer lado que tudo estará sempre disponível... desde que haja ligação á internet e um browser.
Já vem com algum software pré-instalado: GNOME 2.24, o browser Google Chrome 4, Google Picasa 2.7 para gerir fotos, OpenOffice.org 3, o editor de imagem GIMP 2.6, Flash Player 10 e alguma coisa mais.
É mais um cloudOS mas que poderá vir a ser mais importante do que parece neste momento.
Para já diz-me pouco... OS X rocks!
Saiba mais, e até descarregue-o, no site do Chrome OS
Assisti ao inicio com interesse e depois como eram sempre a mesma merda repetitivamente fui abandonando e apenas assistindo descomprometidamente pela TV quando dava.
Smallville melhorou mas não só agora ou na anterior 8ª temporada... mas sim mais ou menos desde os final da 5ª e a partir da 6ª temporada.
A 5ª temporada fez-me voltar a prestar atenção quando surgiu aquele episódio com o jovem Aquaman.
Hélás!!! Personagens importantes do mundo DC em Smallville… toca a ver! Depois sucedeu-se ainda o Cyborg... Porém a 5ª temporada foi um pouco de mais do mesmo e com imensos episódios só para encher.
A 6ªT já surgiu bastante jeitosa e com uma narrativa mais "cheia" e sem muitos desvios para os banais casos da semana. Foi nesta temporada que alguns dos heróis que já tinham aparecido tiveram um momento a funcionar em conjunto ao lado de Kal-El: Green Arrow, Aquaman, Flash, Cyborg. Um grande momento de antologia e um vislumbre da futura Liga da Justiça, liderada no futuro por Superman.
A 7ªT foi bastante interessante e sem pontos mortos. Smallville mostrava sucessivamente um bom caminho e bons episódios muito mais adultos do que os do seu inicio teen. O universo DC continuou a marcar presença e desta vez houve a presença regular da Supergirl (prima de Kal-El, a Kara), o Bizarro e o Martian Manhunter.
A 8ªT provou que o caminho mais sério e obscuro em que segue é o correcto. Tess e Doomsday deram imenso que fazer a Clark, Chloe, Oliver e Lois.
Actualmente, a 9ªT está a evoluir ainda mais fundo nas temáticas e a construir novas possibilidades… para o universo deste jovem Superman (que mantenho ainda reservas se o virá a ser -mais aqui).
Smallville, actualmente peca pela contagem que já atingiu: 9 temporadas.
É esse o seu grande senão que leva imensa malta a fazer troça da série pois medem as temporadas todas em função das primeiras. Estão redondamente enganados!
Pois é como se Smallville tivesse já passado por talvez 3 fases distintas: 1ª á 4ªT, da 5ª à 7ªT e a fase dark 8ªT, 9ªT e próxima 10ªT (que já se fala como quase confirmada).
Imensas revoluções já sucederam na série e não só no amadurecimento das temáticas como também muitas personagens chave do inicio já não estarem presentes. Lex Luthor e o pai, Lana Lang, os amigos da universidade (excepto Chloe), os Kent (pais adoptivos), etc.
O mais importante foi o resolver do insuportável romance de Clark com Lana (amén!).
Tem sido bem mais agradável ver o evoluir da relação de Clark com a Lois Lane (Erica Durance), que tem dado bons momentos a Smallville, não propriamente pelo romance mas sim pelos caminhos trilhados por ambas as personagens.
O que ainda aí vem...
Esta 9ªT vai trazer ainda mais surpresas, além de Kandor e Jor-El (que acabaram de desfilar), tais como alguns membros da Sociedade da Justiça (a outra equipa de heróis semelhante à Liga da Justiça - estou morto por ver o alado Hawkman a bater as asas), um desses heróis (o The Dark Archer) vai ensinar o actual “Green Arrow” a ser finalmente o famoso super-herói que conhecemos na BD, o Martian Manhunter (da 6ªT e 7ªT) vai voltar (actualmente sem poderes mas… só ainda sem poderes… a Sociedade da Justiça… vamos ver no que dá)… e mais está para vir.
Hawkman (Gavião Negro) a voar em Smallville (cena de futuro episódio).
Por fim Clark Kent vai se decidir por usar os óculos para melhorar o seu disfarce e até pensar em dar cor à sua vestimenta, actualmente negra mas se já o referem por azul e vermelho (o borrão), então decide-se por usar essas cores e tenta desenhar um fato novo… ui ui ui!
Smallville está a trilhar o caminho correcto… agora.
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quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
E Portugal conseguiu mesmo apurar-se! Vai à Africa do Sul como todos desejavamos (mas que durante o caminho o apuramento pareceu já incerto). Conseguiu!
Bruno Alves e Raul Meireles, os assinantes dos golos de cada jogo do play-off
O comportamento da Bósnia foi inaceitável, tanto a receber a nossa comitiva como dentro do estádio (lastimoso e mau demais para jogos de selecções).Assobiar o hino do visitante... que coitadinhos! Portugal jogou bem e mostrou que tinha plenas hipóteses de passar, perante tanta adversidade no estádio. Afinal, já vinha de um resultado positivo e até um empate bastava mas não se pode pensar assim. Tem de se jogar para ganhar... e bem ganho!
O nosso levezinho, o Liedosn, jogou imenso (e sem bola!) e ocupou e abriu bastante os gajos. O Paulo Ferreira só lhe faltou ser também o guarda-redes pois ele esteve em todas e não deu chances juntamente de Bruno Alves e Pepe. Raul Meireles fez um bom jogo e mostrou porque razão é o jogador mais utilizado da selecção durante toda esta campanha. Marcou um golaço e a exibição que fez daria até para alguns mais e até de primeira (cada bomba!). Mereceu o golo que marcou que assinou imediatamente o passaporte da selecção para África do Sul.
Alguém deu pela falta do Cristiano Ronaldo? Eu não! Acredito mesmo que a selecção nacional não sabe lidar bem com jogadores do nível dele. Parece que o resto da equipa já não dá ao litro como é normal... como se esperassem dele a solução de tudo. O mesmo já se viu nos tempos do Figo após ser o melhor do mundo. Sem este tipo de presenças na equipa a selecção joga mais e todos parecem assumir a responsabilidade e vontade de atingir resultados.
(Modo Clubite Aguda: Como ninguém vai "ouvir" isto que vou dizer, o melhor deste play-off até foi ver que ambos os golos de cada parte do play-off foram marcados por jogadores do FCP e com plena garra portista. Aliás, se olharmos bem para lá a grande parte deles já vestiu o azul-e-branco... Bruno Alves e Raul Meireles foram abençoados pelo Papa... o tal... eh, eh, eh!)
Desta vez a ficção cientifica em 2009 deu-nos duas propostas (entre muitas) que focam a condição da sobrevivência das espécies.
As duas propostas que aqui apresento colocam o tema em ambos os lados da situação. Se um dia o mundo onde habitamos deixasse de ter condições para o Homem viver, este teria de se lançar ao espaço em busca de um outro planeta habitável. Agora se pensarmos bem no assunto a mesma situação poderia perfeitamente acontecer a outras civilizações extraterrestres, caso realmente existam. É sobre ambas as situações que este artigo cinéfilo (amador) se dedica...
Battle for Terra (2009)
Em Defesa da Terra
Um dia, num futuro distante, o nosso planeta deixou de ter condições para existir a vida nele tal qual a conhecemos. Nessa altura a humanidade já tem tecnologia para se poder aventurar no espaço e navega pelo universo para encontrar um outro planeta semelhante ao nosso para se poder fixar e continuar a sua existência. É a partir desta premissa que este filme de animação, "Battle for Terra" nos lança numa aventura bem maior e melhor do que a sua condição de "filme de animação" esconde. Curiosamente, este filme até subverte as regras habituais e coloca-nos no papel de vilões sem escrúpulos perante uma civilização pacifica no seu próprio planeta. Somos nós, os humanos quem invadimos e cometemos os mais diversos crimes perante os seres (inteligentes) do descoberto planeta Terra (é esse o nome em inglês - sendo o nosso Earth - não confundir com o nome português).
Como refri, este filme é bem melhor do que aparenta mas nota-se nele um certo auto-impedimento em seguir a via mais negra inerente ao desenvolvimento da história. Percebe-se bem isso pois a determinado momento começa desenvolver uma historia mais simples e até com uma resolução que acabará por ser óbvia. A razão entende-se por estarmos perante um filme de animação, gênero que normalmente vê-se obrigado a ter uma clara componente infantil (e daí comercial), facto que impede esta aventura de atingir a excelência que denotava. Mesmo assim consegue não deixar alheados os dois públicos alvos (crianças e adultos) e constituir-se como uma agradável surpresa pois contém uma excelente premissa que raramente se encontra em filmes sci-fi para os adultos e em imagem real. Aqui existem ideias de cinema e não as banalidades infantis. Recomendo. Mesmo muito!
District 9 (2009)
Realização: Neill Blomkamp Com: William Allen Young, Robert Hobbs, Jason Cope
Se no filme anterior, eram os humanos que chegavam a outro planeta, neste "District 9" são os extraterrestres quem chegam ao nosso planeta. Até aqui sugere uma premissa muito comum, porém o filme consegue ser bem mais interessante do que é habitual pois os "aliens" que cá chegam não se apresentam como ameaça. Até bem pelo contrário. Eles são o que resta duma povoação em declínio e precisam de ajuda. A nave não se encontra funcional e não tendo mais para onde ir, estacionam nos céus de África do Sul. Por lá ficam sem dar sinais, ficando simplesmente a gigante nave espacial a pairar nos céus. uma situação intrigante e que até chega a colocar a população do país em clima de incerteza. Até que as forças armadas enviam uma equipa aérea para entrar na nave... e se depara com seres debilitados e a carecerem urgentemente de ajuda.
"District 9" não segue a narrativa convencional de um filme, apresentando-se como um autêntico documentário televisivo. É dessa forma que começa, com reportagens televisivas e imensas imagens de arquivo de algo que sucedeu... afinal, não estamos a seguir uma narrativa em tempo real mas sim o que se sabe dos eventos que sucederam a estes aliens. Assistimos à ajuda humana, que lhe conferem um local para habitarem entre nós, o chamado Distrito 9, que é mantido sob vigilância constante pelas forças armadas. Em redor do Distrito 9 (uma autêntica favela imunda, floresce uma espécie de mercado negro pois descobriu-se que a alimentação possível para "eles" é a comida enlatada de gato (que trocam por equipamento extraterrestre). Ao longo do documentário acompanhamos um representante de um destacamento das nações unidas em pleno território do isolamento. Vamos igualmente percebendo que os humanos, escondem nessa aparente hospitalidade, outros interesses: obter a tecnologia extraterrestre e descobrir como conseguir activar as armas deles (que só funcionam ao toque do ADN deles). Até que um dia algo corre mal...
De documentário passa a filme de acção de ficção-científica com desenvolvimentos bastante interessantes. E alguns twists muito bons. Há algumas observações a fazer deste filme, que foi realizado com um baixo orçamento mas que não o aparenta. Os efeitos especiais e as "criaturas" estão muito bem desenvolvidas e são muito credíveis (movimentos, detalhes, etc). Um deles é ver a deslocalização dos acontecimentos: aqui não se está em território americano mas em África do Sul, o que de certa forma acaba por essa decisão se reflectir nesse próprio povo. Depois a exposição da ganância (escondida) das supostas organizações de beneficência mundial, perante uma civilização avançada mas realmente necessitada. Toda a parte do culminar dos acontecimentos são um must maravilhoso de assistir. "District 9" é um filme muito original, invulgar e com uma forte mensagem critica à sociedade. É um dos maiores filme-surpresa dos muitos que já vi neste ano de 2009.
Adenda: Normalmente nos filmes (e séries TV) que envolvem extraterrestres nunca se colocam a abordar questões acerca da atmosfera ou se respiram oxigénio. Afinal, seres a virem de outras galáxias poderiam perfeitamente não se adaptarem ás mesmas condições daqui. Por acaso achei muito interessante, ver que de alguma forma parte destas questões são introduzidas e bem... mas num filme de animação (neste "Battle for Terra").
Porque é que os filmes sérios não abraçam estas questões e um de animação consegue?
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terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Aqui há uns dias atrás comentava com alguém sobre o facto de a Microsoft ter disponibilizado uma versão upgrade do Windows 7 no valor promocional de 32 euros.
A campanha visava clientes da área educacional, ou seja os professores, estudantes e mais curiosamente todos aqueles do programa Novas Oportunidades.
Sinceramente achei uma medida sensacional ver o Windows 7 ser vendido a um valor super-interessante. Aliás, acho até que este é o valor mais justo para a aquisição de um sistema operativo.
Tal como a Apple fez recentemente com o seu mais recente sistema Snow Leopard a ser disponibilizado por ± 30 euros, a Microsoft Portugal fez a campanha "Saca o Teu Upgrade" para promover a aceitação desta nova reincarnação do Windows.
Era tão interessante a campanha que parecia nem ser verdade de tão boa. E não é que ela entretanto foi cancelada. Ou melhor, a Microsoft Portugal suspendeu-a devido a... a algo que não se compreende sequer.
Até o site sumiu (só o cheguei a ver uma vez assim de fugida e a página demorava a abrir bué)...
"A campanha 'Saca o Teu Upgrade' (…) foi temporariamente suspensa devido a uma falha técnica e operacional", refere adiantando que a situação "levou à suspensão temporária do sítio que aloja a campanha www.sacarupgrade.com", a partir do qual os interessados poderão proceder à encomenda do produto.
"A responsabilidade desta falha é inteiramente assumida pela Microsoft Portugal, que desde já apresenta sinceras desculpas a todos os potenciais interessados na campanha".
Segundo a empresa, o problema técnico já está resolvido, mas falta "ultimar o acerto operacional necessário à execução da campanha nos termos anunciados e para todos os públicos para que foi concebida".
Sem determinar uma data exacta, a Microsoft promete retomar a campanha "com a máxima brevidade possível". Texto da Tek Sapo e imagem da Exame Informática
É isto... Windows 7 barato sumiu!
Obs: Achei muito mau o nome desta campanha, pois o termo "sacar" não foi bem escolhido e induz literalmente noutro sentido. Agora como recuaram, até merecem...
E nem vou abordar as alegadas similaridades com o Mac OS X...
(Afinal, todos sabemos que é verdade desde os tempos do Win95. Eles podiam era copiar o Ubuntu, o seu mais verdadeiro concorrente para instalar no mesmo PC.)
Há quem não goste absolutamente nada do filme "Superman Returns"... porém, eu acho-o uma obra impressionante.
É bem mais original do que aparenta, pois dele se podem tirar várias conclusões dos imensos sub-textos introduzidos no filme e do modo como se comporta perante os humanos. Contudo, o filme poderia ter sido ainda melhor se Bryan Singer tivesse levado avante tudo o que pensou para o filme.
Bryan Singer, tinha na altura também desenvolvido bem mais do que o se viu no filme, incluindo cenas dele na nave à procura dos restos de Krypton. Nessas cenas Superman envergava uma vestimenta negra, até já conhecida da BD.
Também há cenas cortadas que indicavam situações novas tais como o jovem Clark Kent a descobrir a sua nave enterrada, a viagem pelo espaço e o contacto com os destroços do seu planeta, o dilema do regresso de Kal-El perante as noticias durante a sua ausência, ele a explicar a Lois o que aconteceu no tempo que esteve ausente, outras personagens, etc...
Cena cortada de "Superman Returns":
A partir do que não esteve no filme, daí cresceu um movimento na net a pedir uma nova versão do filme com um sugestivo título "Superman Returns - Bryan Singer's Cut".
Acho que faz muito sentido e talvez conseguisse reorientar o filme para uma melhor leitura dele.
Era adorável esta nova versão "extended and recut" do filme e quem sabe se até nem engatavam a fazer uma sequela...
O movimento de petição está no site feito para esse fim e contém já um sugestivo trailer:
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segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Tem circulado há bom tempo que havia um elementos dos filmes "Star Wars" em "Star Trek". Inicialmente foi até aludido por um dos membros da ILM (a empresa de efeitos visuais de George Lucas) que tratou dos belos efeitos "especiais" de Star Trek, que era o R2-D2 que aparecia numa das cenas de Star Trek.
Agora os próprios da ILM mostram um frame da famosa cena do R2D2 em Star Trek (2009)...
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sábado, 14 de Novembro de 2009
Várias vezes por aqui foram apresentados artistas da cena trip-hop. Desta vez uma incursão pelo excelente trabalho do sueco Jay-Jay Johanson.
Continuo a defender a opinião que o trip-hop foi das melhores "invenções" do ramo da electrónica. Dos muitos estilos que os vários projectos foram surgindo em torno deste género musical, todos contribuiram com a sua personalidade e conceitos. Normalmente é na tríade Massive Attack + Tricky + Portishead que praticamente tudo se baseou. Afinal, só estes 3 (principalmente os Massive Attack) expandiram e experimentaram todas as vias para a fórmula do trip-hop. Mais projetos o fizeram mas não foram consistentes o suficiente para perdurarem.
O Jay-Jay Johanson quando apareceu em 1996 com o seu 1º álbum, adicionou uma nova componente que não havia ainda sido claramente explorada: o crooner de recorte clássico em base sonora trip-hop.
Jay-Jay, usava as bases sonoras muito à Portishead (a sua principal influência) e à Massive Attack (os daquela altura, quando ainda transpiravam soul e jazz), só que "vocalizava" as canções à crooner dos tempos antigos, tais como Frank Sinatra, Engelbert Humperdinkt, Dean Martin, etc.
O efeito provocado pela forma como coloca a voz, entoava certa palavras e pontua as suas deixas, conferiram-lhe um lugar (quase) único no género. Ao mesmo tempo, reforçava a importância do trip-hop como um dos poucos géneros musicais capaz de resgatar para a actualidade, em modo contemporâneo, aspectos do clássico "formato-canção" que pareciam já provocar a vergonha na indústria musical.
Bastou este sueco aplicar o seu vozeirão naquelas bases sonoras, para que todo o mundo quisesse saber quem ele era. O chamariz e eterno mega-hit deste sueco foi, obviamente, a canção:
"So Tell The Girls That I Am Back In Town" (1996)
Apesar de ter saltado para o estrelato com esse magnifico tema, a sua carreira havia começada um pouco antes e ainda enquanto estudante de arte. Um dos seus trabalhos "escolares" foi todo o processo de criação musical. As canções, a encenação, o video e o recuperar arte antiga em confronto com a modernidade e as novas estéticas. Isso resultou naquele que será ainda a sua mais magnifica canção:
"It Hurts Me So" (1996)
"It Hurts Me So" é toda ela arty, com o video e canção feita com esse fim artístico, que explorava um certo conceito jazzy de gentleman com dor de corno. Dramatismo lirico, potenciado por uma rica sonoridade pontuada por um ambiente obscuro e depressivo. Não só é o seu melhor tema como também um dos mais perfeitos exemplares de todo o género trip-hop. Tudo está lá presente: os samples, os scratches, o tom de spy-movies e uma imensa tristeza nas letras em recorte clássico. O tema cresceu e foi tão popular no seu circuito artístico, que ele decidiu-se por avançar com um EP. Ora esse EP, seria depois ampliado (apesar de mesmo assim curto) e tornado depois naquele que é o seu primeiro álbum, o "Whiskey" (1996).
"Whiskey", além das duas canções já referidas, continha ainda mais algumas preciosas canções, tais como as impressionantes "The Girl I Love Is Gone", "I'm Older Now" ou "I Fantasize Of You", que se remetia todo ele à geração crooner de outros tempos.
"Tattoo" (1998)
Ao segundo registo, Jay-Jay Johanson quis provar que era mais que uma experiência artística e o seu registo musical de longa duração comprovou-o. Desta vez a base sonora, não se remetia unicamente ao trip-hop mas com derivativos deste génro polvilhado comoutros tais como leve drum'n'bass, a bossa nova, blues, breakbeats, etc. É o seu álbum mais equilibrado de todos e provou ser um claro salto na carreira e marcou a cena musical. Contém maravilhosas canções como "Even In The Darkest Hour", "Quel Dommage", "Milan. Madrid. Chicago. Paris", "Lychee" ou "A Letter To Lulu-Mae", entre outras muito boas.
"Poison" (2000)
Contudo, ao 3º álbum o estado de graça parecia estar a desvanecer, pois criativamente a sonoridade que apresentou era desta vez influyenciada por bandas-sonoras de outros tempos. Filmes clássicos hitchcockianos tal como se percebia claramente na capa do álbum. A sua veia crooner mantinha-se mas desta vez já não entoava em registo vocal grave tendo optado em momentos por cantar quase angelicalmente. Em minha opinião, Jay-Jay acusou igualmente nesta fase o facto de o género trip-hop encontrar-se moribundo, com os nomes mais sonantes do género a distanciarem-se ou a mudarem de estilo. A falta de novo material dos Portishead também pesou e este via-se unicamente a emular os meandros obscuros que os Portishead haviam apresentado no segundo álbum. Mesmo assim, "Poison" contém alguns bons temas dignos de interesse como: "Believe In Us", "Colder (I Want You No More)", "Anywhere Anytime", "Whispering Words" e princiapalmente a faixa-título "Poison" (que contém o ritmo roubado á "Seven Months" do 2º álbum dos Portishead)
"Antenna" (2002) e "Rush" (2005)
Com uma estética gasta, Jay-Jay Johanson reinventou-se e passou a criar canções pop, mais dançáveis e ambientadas no electro. Ambos os álbuns continuaram a ter um ou outro apontamento ambientado no trip-hop, só que a esta altura já nada mais era o mesmo. "On The radio" foi um enorme sucesso pop, onde este exibia a sua nova aparência esquelética e quase andrógina.
"On The radio"
"Rush" seguiu as mesmas coordenadas do anterior mas com pouco brilho e algo indistinto na sua discografia. O mais interessante destaque é a própria faixa que dá título ao álbum...
"The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known" (2006)
Em 2006, Jay-jay virava novamente as agulhas para o seu estilo original e em grande parte semelhante a "Whiskey". Cria um excelente álbum e o regresso ao trip-hop. O álbum é esplêndido e contém alguns dos seus melhores temas de sempre. Se se fizesse um top 3 dos álbuns dele este mereceria um lugar. "She Doesn't Live Here Anymore" é magnifica com todo o seu dramatismo obscuro e faz recordar a "It Hurts Me So" de há 10 anos antes. Há ainda algumas excursões pelo jazz e muito som cinemático. A verificar faixas como "Coffin", "As Good As It Gets" ou "Breaking Glass" que são impressionantes.
"Self-portrait" (2008)
O seu mais recente registo, do ano passado, continua a sua cruzada pelos ambientes denotado no registo de 2006, só que com uma temática mais triste e fatalista, devido ao falecimento da sua mãe. Tem alguns bons momentos como "Lightning Strikes", "Autumn Winter Springs" ou "Medicine" mas o todo não brilha muito.
Casado e com filhos...
O que interessa não são os números e o dinheiro.
O que interessa é a paixão que se usa quando se faz algo que se gosta… se assim for feito, vai haver sempre alguém que vai ter interesse no nosso trabalho!
Se lhe disserem que fazer bem ou mal é igual, então escolha sempre fazer bem.
Seja positivo!
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