Yah!
Yah!
Yiiiiáaaahhh!!!
Isto é o que dá ver filmes destes: Dragonball Evolution e o Street Fighter: the legend of Chun-Li


Ambos são semelhantes, ambos são adaptações de um imaginário anime muito próprio e ambos falham redondamente.
Não são mesmo nada de especial mas contudo há algo neles que atrai e pede para serem vistos. São dois filmes que tentaram ser o máximo da actualização do seu género para os tempos actuais.
Dragonball Evolution

(mais no blogue sobre este filme aqui)
O Dragonball acho que era o que tinha a tarefa mais complicada pois o visual da animação de onde origina era demasiado peculiar e até complexo para a transposição em live-act. Há a espaços e em alguns momentos coerência na adaptação para o modernismo e efeitos visuais actuais. No entanto, falta-lhe um sabor a épico greater than life e uma noção mais adequada na tentativa de colocar os eventos num nosso mundo real, pois passa a todo o tempo a tentar ser credível num mundo como o nosso para depois descambar em situações inacreditáveis de tão mal produzidas e até sem lógica.
Tem algum encanto pela curiosidade de ver estas personagens em carne-e-osso. E sim, lá para o final Goku sempre se transforma em macaco... por breves momentos.
Merecia uma produção diferente e mais empenho na história.
Street Fighter: the legend of Chun-Li

(mais no blogue sobre este filme aqui)
Já este novo Street Fighter, está um pouco melhor mas nele não há o tal encanto que o Dragonball ainda tenta dar. A história é mais realista mas banalíssima, que acaba por ser ainda mais traída quando a protagonista passa a usar o seu poder interno (que mais parecem as bolas do Dragonball) que destoa no filme.
A história é quase cliché, com a menina que aprende artes marciais para salvar o querido pai, tornado escravo do vilão de serviço, que é fraquito e inacreditavelmente de ter qualquer medo sequer.
Em comparação com uma outra tentativa há muitos anos atrás (com o Jean Claude Van Damme), esta adaptação está uns furos acima para melhor ao tentar não ser um filme-pateta. Peca ao mesmo tempo por estar concentrado numa única personagem (a tal de Chun-Li, que em apenas uma ou duas cenas aparece com o visual "oficial"), algo que no filme antigo ao menos tiveram a coragem de colocar lá as várias personagens que apareciam nos jogos. Contudo, deixa um final em aberto para um encontro com as tais outras personagens.
É apenas mais um entre muitos e que não tem nada de especial.
Ambos merecem ser vistos, se não houver mesmo mais nada interessante ou então pela curiosidade. Depois de vistos dificilmente se lembrarão que os viram...































