Se havia série que ignorava era a "Weeds". Ignorava a série por malandrice em me interessar por a ver. A série andou pela RTP2, o único canal aberto que temos que passa séries em condições e em boas condições (horários, sequência, etc).
Em Abril, o canal MOV (exclusivo da ZON), em substituição do espaço deixado por "True Blood", que havia terminado a exibição da 1ª temporada, passou a exibir a "Weeds - Erva" e foi desta que passei a dar atenção á série. Até porque como iriam começar desde o inicio o apelo a acompanhar tornou-se mais forte.
E que grande série ela é!
Digamos que "Erva" é uma daquelas séries subversivas pois o que acompanhamos é a luta pela sobrevivência e manutenção por um estado de vida elevado de uma família nos subúrbios americanos. Viúva, falida e sem dinheiro para enfrentar as dificuldades que esse nível de vida impõe, a personagem principal, a Nancy, dedica-se a arranjar dinheiro rapidamente e qual foi a solução encontrada: vender droga leve (erva).
O que ele não imaginava é que vender erva exige muito e igualmente trás sarilhos. Ao mesmo tempo, tenta conciliar essa vida com a sua vida familiar, que pelo seu estado de viúva acarretou mais responsabilidades perante os filhos que sofrem pela ausência do pai e criam situações muito peculiares.
"Weeds" é uma série com um certo tom de comédia negra, onde coexiste um certo ar ligeiro de "Donas de casa desesperadas" e entra cada vez mais nos meandros do que é um dealer de erva. E depois está repleta de personagens secundárias muito boas e caricatas.
Só vendo mesmo porque é inteligente e muito hilariante.
A série é mesmo muito boa e actualmente está já na 5ºT (nos EUA).
Vê-se num ápice pois cada episódio é de curta duração, cerca de 25 minutos. Quase que os episódios poderiam ser vistos ao pares, que nem chegavam a uma hora de exibição.
Um detalhe muito curioso é o tema do inicio da série que é normalmente interpretado por vários e diferentes artistas... Aqui fica a versão de Elvis Costello
Por cá, passa já amanhã, dia 18, o último episódio da excelente 2ªT.
Esperemos que o MOV avance para as temporadas seguintes, pois a série pode-se dizer também que é... viciante!
Da minha parte não tem sido fácil ter muita disponibilidade de tempo com qualidade, nem a ver muitos filmes e nem ver as várias séries onde me enfio, algumas onde até o factor torrent tem mudado da minha parte e ficando-me cada vez mais pelo que passa na TV (tenho descarregado cada vez menos por isso).
Afinal. os canais de TV actualmente também fazem um bom serviço com muitas delas (legendas "prontinhas", 16:9, bom som e boa imagem…).
Se Lost, Dexter, Fringe, Caprica, Dollhouse e Big Love foram vistas quase sempre á espera do próximo episódio… as férias serviram para terminar algumas outras. E quando não foi terminar, pelo menos avançar um pouco mais nas temporadas e ainda este periodo de Verão serviu para começar ainda mais algumas:
- a recta final de Smallville 9T (no geral esta foi fraca desta vez);
- Heroes (acabou-se de vez a série e novamente ficou em loop com os objectivos da 1ªT);
- a 2T de Weeds foi finalmente terminada (sim estou mesmo atrasado) e fiquei agora a meio da 3ªT (apesar de já ter visto pela Tv episódios soltos de outras temporadas seguintes – shame on me!);
- a meio da 3ªT de Secret Diary of a Call Girl;
- não consigo engatar a ver a segunda metade de FlashForward (parado no Ep11) mas hei-de conseguir um dia;
- o mesmo com a “V” (a paragem de 3 meses foi fatal para os meus níveis de interesse -outra que terie de regressar mal possa);
- “Mad Men” estou encravado igualmente lá para depois do meio da 3ªT (gosto muito desta série que tenho gravada na ZON box);
- "Stargate Universe" falta ainda ver a recta final também...
Tenho visto pela TV:
“Human target” (é mesmo muito boa a série – é um perfeito escape sem consequências);
“Happy Town” (tenho gostado de ver – é muito interessante)
… e assim de repente não me recordo do que tenho estado a acompanhar.
Outras foram sendo acompanhadas com alguma regularidade, tais como a Glee, que é uma série excelente, de grande qualidade e com muita música.
Uma que também gostava de seguir na RTP1 era a "The Vampire Diaries" mas perdi o final da temporada (e quando as séries passam nos canais abertos é uma tristeza pois não repetem mais - neste aspecto os canais de cabo dão mais vantagens).
Não me sinto um pleno geek de séries mas noto que espreito sempre quase todas dos vários canais. Até aquela que se passa num hotel (na SIC Mulher) lá vou espreitando também e até a acho um bom entretenimento. E depois por vezes ainda acabo a rever episódios soltos das séries de outros tempos, tais como a X-Files, Twin Peaks, Miami Vice, Gilmore Girls… (é por isso que o tempo não dá para ver as mais novas).
Agora termino com a minha bomba:
Ainda não vi nenhum episódio da 3ªT de True Blood!!! Shame on me!
E eu que sou grande fã da série…
Pronto já disse tudo e apesar de corado de vergonha -como devem estar a ver desse lado- estou a guardá-la para a ver daqui a mais uns tempos (dias/semanas). Pensando bem, o Verão deste ano acho que até foi pequeno…
Xiii… agora lembrei-me que daqui a semanas voltam “Dexter” e “Fringe”…
“Medium” também já voltou ao AXN (só a vejo pela TV e gosto muito de seguir esta maravilhosa série dramática com fantástico á mistura) e é mais uma para complicar a disponibilidade de tempo.
Caramba que vai começar tudo outra vez e tenho tanta coisa em atraso.
É isto...
É... antes de se começar a ver a estreada 3ª temporada da vibrante série "True Blood / Sangue Fresco", nada melhor que ver um video onde se recapitula rapidamente o essencial do que passou para trás nas duas temporadas anteriores.
Está é uma série muito boa mesmo e no meu entender merecia ser exibida no periodo de Outono/Inverno e não na silly season do Verão. Mesmo assim como é uma pedrada no charco (a par da "Weeds/Erva") ajuda a manter interessado por séries neste periodo em que se dá outra utilidade ao tempo. Por acaso, é nesta fase que se escoa o que anda por ver ou até mesmo começar outras que nunca se deu atenção.
E já que falo nas duas temporadas anteriores de "True Blood" tenho a dizer que adorei imenso a 1ª temporada.
A 1ª temporada acabou por ser mais orientada para um misterioso caso policial de componente sobrenatural numa terreola muito caricata. Resumindo acabou mais por ser uma excelente porta de entrada neste mundo, onde os humanos convivem com vampiros. Onde ambas as espécies até beneficiam uma da outra ilicitamente.
Tivemos uma vertente nova na abordagem ao mundo dos vampiros, onde estes podem passar sem o sangue humano desde que se alimentem de uma bebida sintética, a "Tru-Blood" que se vende em todo o lado e é servida em bares como se de uma mera cerveja se tratasse.
No entanto, a 1ª temporada não se dedicou exlusivamente a vampiros pois fez mais que isso ao nos ir apresentando mais cenários possíveis, não só á mitologia vampirica como também deixando referências de outras espécies msiteriosas. Duas delas fomos tendo contacto, os psiquicos (a Sookie, a personagem principal) e transmorfos (o Sam, que se transforma em animais)... e dito isto foi deixando aberta a possibilidade de existirem ainda mais seres e dos quis os humanos desconhecem.
Isto deu um diferente panorama ao género mas também fomos levados a companhar muitas personagens completamente disfuncionais, alguns muito saloios até (então a Sookie é de top neste caso), num curioso retrato de uma pequena sociedade onde existe de todos os tipos desde as diferentes orientações sexuais, aos oprimidos familiarmente, alcoólicos, viciados, tolos, os crentes no sobrenatural (houve até um momento de exorcismo incluído), etc. Em linhas gerais, esta é uma série da HBO, portanto mais para adultos, onde o sangue e a violência (verbal e física) estão muito presentes, lado a lado com uma acentuada componente sexual.
As personagens mais interessantes, na minha opinião, foram sempre a Tara (de lingua afiadissima -"You're such a bitch, bitch!") e o LaFayette (um inteligente e memorável gay com muito, mas muito, estilo, que rouba todas as cenas em que aparece), o óbvio Bill (um vampiro muito humano e com dilemas morais). Também importantes são o Sam, Jason e o Eric (vampiro "chefão" que está em crescendo de importância a cada temporada).
Por fim, mas não a última, a personagem principal (e a melhor) de toda a série, a Sookie (que tem poderes que digamos, se podem dizer telepáticos... mais ou menos).
Anna Paquim, faz de Sookie Stackhouse, e deu-nos uma maravilhosa personagem, numa riquissima interpretação que me faz imensas vezes questionar se há mais valor interpretativo no cinema (filmes) ou na TV (séries). Todos os seus trejeitos, o sotaque solista aliado á sua recriação de uma vulgar sopeira saloia duma isolada localidade do sul americano, são do melhor que a TV tem oferecido.
Nos primeiros episódios ficou-me marcado a sua deixa: "You must treat me like the lady i am!". Uma vulgar actriz, diria isto sem qualquer marca mas a Anna Paquim... ui... mostrou-se superlativa a todos os níveis e ao mesmo tempo polvilha um tom cómico muito agradável.
E isso conduziu-nos á 2ª temporada, onde tivemos a presença de uma maenad, que é espécie de deusa (uma nova criatura/personagem, que requer que lhe sejam prestados tributos através da provocação/libertação da libido ou violência nas "vitimas" -saber mais aqui por exemplo).
Esta personagem mitológica deu à série um novo tom e aura de ainda mais misteriosa do que já era mas "True Blood" não se ficou somente por aqui pois mais componentes ainda mais interessantes foram exploradas.
A 2ª temporada dotou-nos de espaço geográfico muito mais expandido. Travou-se finalmente contacto com outros vampiros de outras paragens, incluindo os vampiros citadinos e o seu estilo de vida cosmopolita num benvindo contraste com o normal regional e saloio. Muitas mais personagens foram acrescentadas, com grande destaque para o casal fundamentalista da organização religiosa anti-vampiros, que permitiu mostrar uma nova vertente heróica a Jason Stackhouse (irmão da Sookie).
Desfilaram situações de confronto entre uma facção dos humanos com princípios de moral-religiosa a erguerem-de contra os vampiros, tendo como trunfo capturado um poderoso e ancestral vampiro. Esta facção, a Irmandade do Sol, liderados pelo casal Newlin, tinha nela, Sarah, uma caricata e interessantíssima personagem (que a actriz Anna Camp interpretou radiosamente) pela qual mais uma vez Jason teve de prestar cuidados...
O referido trunfo, era o importante vampiro Godric, um dos mais antigos de todos (e o criador de Eric), que acabou por desenvolver um lado mais humano e reteve o seu vampirismo. Godric deu belos momentos à serie no curto tempo em que participou, que no momento em que este decide terminar literalmente a sua vida imortal nos deu aquele que foi o episódio com mais impacto e mais belo episódio da temporada.
Surgiu ainda a criadora de Bill, uma possessiva e problemática vampira e tivemos já perto do final, o surgimento da rainha dos vampiros.
Neste ponto, a actriz Evan Rachel Wood, deu um interpretação magistral às cenas da rainha, caprichosa e maníaca, recriando dos mais intrigantes momentos da 2T. Esta rainha deu para entender que tem os seus designios próprios e espera-se muito desta personagem na 3ªT.
Por fim, foi evidente a subida de valor e entusiasmo que trazia todas as situações da Jessica, a baby-vampire, que muito nos fez compreender que ser vampiro é bem mais triste e problemático do que parece, pois ao perder a sua humanidade (física e psicológica) ainda jovem e principalmente sem ter vivido a vida.
No meu entender, o ponto fraco da temporada acabou por ser a parte infindável da meanad, que arrastou-se demasiado para tão pouco que tinha a oferecer.
Com tudo isto e os indicios de existirem lobisomens (que esperamos ter contacto nesta 3ª temporada como se pode ver no video de aperitivo à 3ªT), tornam a nova temporada como um dos actuais TV Shows mais cativantes da época.
O título pode parecer gratuitamente sensacionalista mas na realidade não é bem isso e até nada demais.
A estação televisiva Showtime para promover o regresso da 3ª temporada da série "The Secret Diary of a Call Girl" criou um video onde faz uma recapitulação histórica da prostituição, baseado nos factos mundiais ao longo do tempo.
Na verdade este tipo de video faz recordar a mesma acção que esta estação realizou para outra das suas séries, a "Weeds", onde também se recapitulava o mundo da droga (clicar aqui para rever o artigo).
Desta vez, o resultado é um video com um design mesmo muito bom e não fere susceptibilidades.
Com o boom televisivo ocorrido na década de 2000 com as séries, estas foram gradualmente indo mais fundo em algumas questões e temas. No meio de tanta produção, algumas forma surgindo com temáticas mais invulgares e algumas inclusive mostraram-se tematicamente algo subversivas.
É este o nome que lhes atribuo: subversivas.
Pode nem ser o mais correcto mas é assim que as considero.
Na realidade até aqui a televisão exibia tudo de maneira politicamente correcta e em regime do bem contra o mal... ou então seguiam sempre os considerados bonzinhos, etc.
Contudo com alguma habilidade narrativa fomos sendo gradualmente expostos a séries onde o outro lado nos mostraram outras realidade e vivências. Por exemplo o crime ou a sexualidade têm sido muito mais abordadas de maneira mais criativas do que os habituais clichés de sempre.
Faço aqui uma pequena lista de algumas séries onde, na minha opinião, a subversão dos hábitos e regras foram desfilando:
The Sopranos / Os Sopranos
Acompanhar o mundo da Máfia e ficarmos do lado de alguns (ou da familia de Tony Soprano) ao longo de tantas temporadas e ainda por cima, a torcer por gente que no fundo são bem mais que criminosos. Ahh... e esqueci de dizer que este chefe da Máfia, sente-se stressado e algo deprimido com a vida que leva (ter de dar ordens, decidir quem matar ou não, resolver todos os problemas... só maçadas!) e tem de recorrer á ajuda de uma psicóloga?
Quando gente rica perde tudo, inclusive a mulher ficar viúva e com filhos, que solução é que foi tomar?
Vender droga, manter as aparências e o nível social que sempre teve.
Uma autêntica viagem que nos leva a acompanhar desde a simples revenda de umas folhitas para charros, à complexidade de a produzir e vender em larga escala, às guerras entre dealers, o relacionamento com um agente federal (para ajudar a encobrir), o casamento com um grande traficante e tudo o mais que se possa imaginar.
No fundo a vida de Nancy, transformada numa fora-da-lei, sempre servida em doses de muito humor negro.
Se Nancy e Tony Soprano estão do outro lado da lei, o que se poderá dizer de Dexter?
Bem, Dexter Morgan é um membro da Policia de Miami, um investigador forense mas que esconde um gigante segredo: ele é um psicopata, um secreto serial-killer, no fundo lobo disfarçado de cordeirinho inocente. Dexter funciona segundo os seus próprios princípios, o código, e mata pessoas. Tem algum altruísmo no que faz pois só escolhe vitimas à qual a justiça não os apanha e que escapam desta. Os seus alvos são as pessoas "más" e criminosos.
No principio era assim, tudo em termos simples, até que gradualmente o seu lado psicopata o conduz a crimes cada vez menos racionais. Ao mesmo tempo Dexter tenta levar uma vida normal, com mulher e mais tarde filhos, atender a família e a sua irmã (que é uma detective... ooops) e manter os amigos, num jogo de aparências de normalidade.
A sua condição de serial-killer dão-lhe também capacidades extra como investigador forense, facto que o torna o melhor do seu departamento... No fundo cada caso é para ele um desafio e se tiver um modus operandi que dê para ele aprender alguma coisa ainda mais o intrigará.
A série faz com que subversivamente estejamos sempre a torcer por ele. Reparem bem no detalhe: continuamente a torcer por um psicopata serial -killer! Não é preciso dizer mais...
L-Word / A letra L
O mundo dos relacionamentos amorosos das mulheres... mas (todas) lésbicas.
O homem nesta série é mesmo reduzido a quase figurantes.
Swingtown
Desta vez deparamo-nos nos anos 70 e com as trocas de casais.
Duas famílias amigas que mudam de residência e que descobrem pelas exuberantes festas particulares dos seus vizinhos, um mundo de experiências novas. Ao mesmo tempo a troca de casais serve de motivo para concretizar os desejos secretos que uma das mulheres nutre pelo seu vizinho...
Uma série da HBO, onde retrata uma situação que a sociedade em geral repugna. O tema é a poligamia e a cultura mormon e isso por si só já é chocante e de dificil digestão e aceitação. Contudo, a série Big Love não pede que aceitemos a poligamia. O seu objectivo mostrar esta realidade, que afinal é bem mais real do que parece, pois existe e não é passível de ser ignorada só porque não se rege pelas nossas regras. Ao mesmo tempo coloca em questão a sociedade e obviamente a religião, colocando-se tanto de dentro desta práctica como do lado de quem não a admite. Tudo começa por Bill Henrickson, um homem de negócios que vive nos subúrbios da América e que tenta por tudo esconder vive sobre os Principios da poligamia. Tem 3 mulheres em casa e imensos filhos e quer sobreviver dessa maneira... mas ninguém pode saber. E daí chegam as inúmeras complicações e as repercussões com o resto da sociedade mórmon.
Uma das grandes séries subversivas da TV.
Secret Diary Of a Call Girl / Diário Secreto de uma Call Girl
Esta série "Secret Diary of a Call Girl" mostra a vida secreta de uma prostituta (como Belle), que tenta conciliar esse lado com uma vida normal (como Hannah).
A série passeia-se em tons de quase comédia romântica e centra-se mais nas dificuldades de manter uma relação amorosa com alguém, esconder o que faz e todos os dilemas que sobressaem da vida que leva. Sempre com um tom didáctico (são histórias de um diário e alguns momentos humorísticos á mistura (Ex: "-Porque escolheste o nome Bambi?" "- Porque a minha mãe também já morreu.")
Estreia a 25 de janeiro a 3ª temporada... e as temporadas são de poucos episódios (8) e de curta duração.
E para não alongar demasiado a lista, deixo uma menção honrosa a séries como "Nip Tuck" (dois cirurgiões plásticos mui sui generis), a "Californication", "Sete Palmos de Terra" e em certa medida também há algo de subversivo em "True Blood".
Devem haver mais... até porque não sou um grande nerd de TV Shows.