Deve ficar mais barato comprar café do que as tintas mas acredito que isto deve ter sido alguma empresa dos cafés a patrocinar... afinal, em todas as figuras está presente uma chávena de café.
Dá para imaginar uma galeria repleta de quadros destes... o cheirinho do café... xii!
Faz 20 anos que o muro de Berlim foi destruído e com isso finalmente se uniram as duas partes da Alemanha que se encontravam separadas pelo muro.
Aquando da queda do muro de Berlim, Roger Waters, na altura já um ex-membro dos Pink Floyd, voltou a montar uma das suas mais geniais criações, o conceito multimédia que é o álbum "The Wall" (1979) num muito especial concerto ao vivo dedicado a Berlim.
O espectáculo "The Wall - Live in Berlin", foi realizado no ano seguinte, em 1990, e apresentava-se com imensos convidados, para comemorar com todo o sentido este acontecimento tão importantes que acabava de acontecer na Alemanha.
Este gigante espéctaculo, foi transmitido mundialmente pelas televisões, e ganhava ainda mais sentido pois todo ele se remetia a uma personagem que se isolava do mundo com um enorme muro. Desta vez a personagem representava a própria Alemanha, pois ao longo de "The Wall" também se retratam as guerras e o poder autoritário.
No final, deste mega evento surge o julgamento dos "crimes" dessa personagem, cuja sentença é a abolição do muro que ergueu.
Tal como nos poucos concertos que so Pink Floyd haviam dado (em finais de 1970/inicio de 1980), o gigante muro erguido durante todo o espéctáculo, é demolido ao vivo.
No concerto de Berlim esse momento foi vivido em apoteose, quando momentos antes de ser derrubado é projectado na enorme parede as próprias pinturas do muro de Berlim.
Foi mágico e simbólico em simultâneo!
Roger Waters - Live in Berlim: "The Trial"
Esta versão "The Trial" é a melhor versão que há desta canção. Nem a do álbum está tão rica como a que foi conseguida ao vivo. As contribuições de verdadeiros actores para esta parte do espéctaculo, deu uma dimensão de mini-ópera impressionante, que não se vislumbrava no original. A canção foi depois seguida de uma inovação de Roger Waters ao alinhamento do álbum "The Wall" ao substituir a faixa "Outside The Wall" por outra da sua carreira a solo, a "The Tide is Turning". Na verdade até fez sentido... pois assim conseguiu reunir em palco todo o elenco que participou no mega-espectáculo de Berlim.
Roger Waters - Live in Berlim: "The Tide is Turning"
A distorção da realidade dá nisto. Arranja-se sempre argumentos (rebuscados) para aplicar o termo preferido dos "encarnados": goleada.
E quando não as há... a imprensa arranja-as.
A capa do pasquim "A Bola" é um reflexo dessa ilusão pois é uma autêntica colectânea do orgulho vermelho.
Goleada de emoções...
Grande vencedor da 10ª jornada...
5 pontos de vantagem sobre o FCP e 11 sobre o SCP...
Vitória à campeão...
E depois no site da "A Bola" a pandemia continua on-line...
Alusões ao muro de Berlim e muito mais:
...uma cabeçada vitoriosa para o fundo da baliza...
A avalanche ofensiva...
...adiando até ao limite a justa vitória...
Caramba!
Tanta merda para uma equipa que continua no mesmo segundo lugar em que tem estado há semanas e que viu-se á rasquinha para marcar um só golito (e arrancado a ferros).
(Sim, segundo lugar ainda... porque agora já pesa o confronto directo entre os dois primeiros empatados na classificação... eh, eh, eh!)
Mais uma vez a abordar alguns dos podcasts que alimentam o puro deleite aqui do "artista" e que recomendo: Zwame Podcast
O podcast que a malta do Zwame produz é, obviamente, sobre tecnologia informática e relacionados.
É um podcast muito interessante de escutar e seguir.
No fundo não é mais que o registo de conversas entre alguns elementos que (também) participam na revista Zwame -já aqui apresentada (rever artigo).
O podcast é longo (cerca de uma hora) mas como os assuntos tratados são tão diversos e interessantes, o podcast passa num estante.
Estes podcasters, normalmente Metro, Nemesis11 e Shello (por vezes surgem outros), são utilizadores de diferentes sistemas operativos (Windows, Linux e Mac OS X), arriscaria dizer que são até programadores e derivado a isso produzem perspectivas muito curiosas sobre as novidades da actualidade, passando com mais intenso foco pelo tema escolhido para o podcast (segurança, cloud computing, etc).
Na verdade, ao por vezes confrontarem as diferentes opiniões que cada um tem dos produtos vs concorrência (iPod vs Zune, iPhone vs Android ou Nokia, Ubuntu vs mundo Windows e Mac OSX, etc) somos brindados com belas argumentações e ricas ideologias (que defendem) inerentes a cada assunto ou produto.
É pena, com um podcast tão extenso como é, ao serem escutados nos iPods e iPhones (talvez mesmo os gadgets mais utilizados para os escutar), não contenha capítulos para separar os diferentes assuntos das conversas (e se cada capítulo tivesse uma imagem associada ainda ficaria melhor). Ao menos se a info surgisse a indicar os tempos de cada assunto já era bom...
Pode ser descarregado, gratuitamente, pela iTunes Store ou pelo site Zwamecasts (que até permite a escuta directa)
O canal feminino da FOX portuguesa, o Fox Life, actualmente ainda um exclusivo da ZON (mas que no próximo Janeiro passará também a constar no Meo), estreia este mês as novas temporadas de:
Ghost Whisperer e de Anatomia de Grey.
Nenhuma delas é actualmente das que dou atenção mas uma vez seguidas... mesmo já não sendo seguidor, não se consegue evitar de espreitar.
Ghost Whisperer 5ªT
Sinopse do Foxlife (ver o resto no site): "Nesta nova temporada, Melinda dá a luz um belo bebé, Aiden Lucas (Connor Gibbs), que também tem o dom de conseguir ver espíritos mas, com uma importante diferença, ele sente e é apoderado pelas emoções dos espíritos e daqueles que o rodeiam, o que poderá trazer algumas consequências imprevistas. Entretanto, o pai de Eli (Jamie Kennedy), um dos melhores amigos de Melinda e que consegue ouvir os fantasmas, sofre um ataque cardíaco que o possibilita de “entrar em contacto” com a sua falecida esposa, e mãe de Eli, que ainda não conseguiu abandonar o mundo dos vivos devido a um segredo que levou consigo para a cova."
Na verdade esta série, a "Ghost Whisperer", até a seguia com atenção quando surgiu, pois tinha uma premissa interessante e a narrativa augurava atingir algo muito bom. As 2 primeiras temporadas foram boas apesar do estilo de série de caso-da-semana, contudo estava dotada de um outro enredo secundário que prometia muito, pois pairava a impressão que a série se conduziria para o lado negro e exploraria o lado obscuro desta temática das almas perdidas.
Prometia muito mas a 3ª temporada virou de rumo e mostrou que não tinha ambições de nada disso. Talvez por culpa da própria protagonista, a Jennifer Love Hewitt, que passou a ser ela a própria produtora da série pois ela aparece como Executive Producer, acho que desde a segunda ou terceira temporada. A direcção que ela deu á série tornou-a de romance de cordel insuportável. A 4ªT foi intragável e parecia nunca mais acabar... e agora vem aí mais do mesmo. Vai se passando sempre os olhos a ver se o rumo da série se endireita. Mas já não acredito nisso...
Sugestão: é melhor ver a "Medium" (do AXN). Essa sim uma excelente série com um tema semelhante mas muito mais rica e de imensa qualidade.
Curiosidade: Nunca entendi porque razão este série obteve dois títulos em português nas duas estações que passa, "Em Contacto" (Foxlife) e "Entre Vidas" (SIC), sendo que nenhum deles traduz correctamente o título original. Televisões, decidam-se, ok?
Anatomia de Grey 6ªT
Sinopse do Foxlife (ver o resto no site): "Nesta nova temporada, o staff do hospital terá de lidar com a chocante e traumatizante morte de George (T.R. Knight), o amado colega de trabalho. Tocando cada um de diferentes maneiras, todos encontram refúgios únicos para conseguirem ultrapassar as várias fases da dor."
Apenas acompanho de longe a longe nos momentos de zapping... mas é uma série de qualidade e interessante. Só que tem tanto romance complicado que...
A mais impressionante banda rock de sempre vê-se de novo nas lojas e com dois novos registos discográficos.
Assim passamos a contar com a reedição comemorativa dos 20 anos de "Bleach" (1989) com a edição "Deluxe Edition" (2009).
Esta reedição é de dois discos, sendo o 1º o álbum original de 1989 e um segundo disco totalmente ao vivo com um alinhamento pré-Nevermind. Não há grandes novidades por aqui, excepto a presença da canção "Sappy", que finalmente se vê associada a um álbum da banda. Mesmo que apenas em live version...
"Sappy" é curiosamente a canção dos Nirvana que considero de eleição máxima e uma daquelas que personifica na perfeição o estilo de Kurt Cobain, quer seja ao nível das letras ou da sonoridade explosiva. É das melhores faixas da banda e talvez mesmo aquela que se encontra eternamente arredada de figurar num álbum oficial da banda. Exceptuando a box "With The Lights Out" mais nenhum outro lançamento oficial a contempla. Até chegar esta reedição de "Bleach"...
Fica aqui um exemplo ao vivo: Sappy (Live 1990)
A outra edição é o "Nirvana: Live At Reading" (2009) -CD e DVD-
É um álbum totalmente ao vivo, com o registo da actuação dos Nirvana no Festival de Reading em 1992.
O alinhamento é baseado não só no álbum "Bleach" (1989) como também no "Nevermind" (1991) e do "Incesticide" (1992).
Mesmo assim contém ainda algum outro material que suscitará a atenção dos fãs, apesar de não serem já surpresas. O destaque recai obviamente sobre as duas faixas "D-7" e a fascinante "The Money Will Roll Right In".
"D-7"
Altamente esta!
The Money Will Roll Right In (Live at Reading Festival -1992)
É curioso constatar como a "The Money Will Roll Right In" só agora se vê, finalmente, num registo discográfico oficial da banda. É que esta e mais algumas outras, não foram contempladas a figurarem na box "With The Lights Out" (2004). Se a box tinha como ideia concentrar inéditos e outras curiosidades da banda, fez-me sempre espécie como é que na tão especial caixa com 3CDs continuavam a faltar ainda alguns tesouros da banda. Melhor serviço foi sendo feito na década de 90 com as sucessivas edições bootleg nos vários "Outcestice" que foi escrutinando tudo sobre a banda...
No fundo, são apenas mais dois registos ao vivo da banda, no seu estado mais puro com o factor extra de serem concertos inteiros. Contrapõem o peso que conquistou o mais pop "MTV Unplugged In New York" (1994) e o interessante "From The Muddy Banks Of The Wishkah" (1996) que é uma colecção de várias actuações live (e que já continha uma faixa da actuação em Reading).
Há tantos truques e dicas sobre o iPhone, que vou deixar aqui dois muito simples... tão simples que até parece estupidez falar neles.
Desligar uma chamada...
Quando o iPhone está em repouso e recebemos um chamada, o botão para desbloquear o ecrã do iPhone, actua em modo de "Atender chamada" e não nos disponibiliza nenhuma forma de a desligarmos se quisermos.
Pois mas afinal, até que há. Basta clicar no botão que está no topo do iPhone, duas vezes seguidas que ele desliga a chamada e coloca no ecrã a informação de chamada perdida.
Escrever sempre em maiúsculas...
O iPhone tem no seu teclado a tecla "Shift" para no inicio de uma frase colocarmos a maiúsculas. Agora é muito caricato se pretendermos escrever palavras (ou frases) sempre em maiúsculas. E estar sempre a clicar na tecla "shift" do teclado é pouco práctico.
Mas é possível pois basta ir a Geral > Teclado > e activar Bloquear maiúsculas
A partir daqui quando se estiver a escrever basta tocar duas vezes seguidas na tecla Shift, que ela ficará azul para indicar o "Caps lock" activo. Só isto...
Realmente, numa década ele "apenas" transformou uma empresa de computadores em falência... numa empresa altamente lucrativa e com produtos que criam tendências a vários níveis.
Inclusive reordenou também os mercados da música, do video e dos telefones.
Depois de Flash Forward, a outra série da temporada 2009-2010, que mais curiosidade me despertava, acaba de chegar e chama-se simplesmente "V".
"V" (2009) é um remake da ABC de outra série dos idos anos 80, que na altura gerou grande culto e marcou imenso quem a assistiu.
Os tempos eram outros e toda a encenação da série original "V - A batalha final" para a altura gerava espanto. As revelações eram introduzidas aos poucos e assim iam construindo progressivamente uma cada vez maior saborosa aura de mistério. Quem a viu, na altura, pode até já nem recordar muito bem o que se passou nos episódios mas de certeza que ainda se recordará (e bem) das cenas com os Ovnis a pairar sobre as cidades e especialmente a mítica cena com a extraterrestre-chefe (a abrir uma enorme boca e engolir duma só vez um hamster vivo).
Sim, os extraterrestres da série original eram na verdade semelhante a répteis mas disfarçados sob uma aparência de humanos normais (debaixo da pele falsa escondiam a verdadeira aparência alienígena).
Era uma série Sci-Fi espantosa...
Até cheguei a coleccionar os cromos que iam saindo par colar na bela caderneta sobre a série.
V viu recentemente novo interesse em ser resgatada e eis que chega desde o dia 3 de Novembro o remake, sob um novo olhar em sintonia com os novos tempos. V (2009) tem um inicio que me parece semelhante à versão original.
Um dia que parecia normal como todos os outros, vê subitamente chegar dos céus enormes naves espaciais que ficam a pairar sob as mais famosas cidades do mundo. Como Lisboa ou Porto não viram nenhuma, é porque não são famosas (deve ser culpa do Benfica, pois é claro que os répteis não se iriam meter com um dragão...).
Instala-se o maior caos e a incerteza, até que o, ou melhor "a", representante dos visitantes anuncia que vêem em paz e com objectivos de ajudar a humanidade com o seu avançado conhecimento em troca de recursos naturais abundantes no nosso planeta, a água e não só.
Do caos o mundo passa para a fervorosa devoção aos V's e é apartir daí que o cenário se torna interessante.
A fervorosa devoção dos povos do mundo pelos visitantes que trazem uma suposta esperança, é algo para muitos considerada anormal. Até a Igreja se divide pois alguns acham serem uma manifestação de Deus que nos entrega uma nova esperança ao mundo. Outros há que, apesar de verem as igrejas de novo cheias, não encaram essa possibilidade como uma obra de Deus. A série, também coloca em cena as habituais agências como o FBI, a imprensa e também aqueles que representam uma resistência a estes visitantes. No fundo, todos acham estranho tanta paz e boa vontade, pelo que acreditam que algo mais escondem provém dos visitantes.
O episódio realmente avança muito rapidamente as várias situações e leva-nos a essa mesma confirmação imediatamente: eles não chegaram com boas intenções.
E claro, também são répteis por baixo da aparência de humanos...
Agora o que me parece já funcionar em jeito de twist à original é a certeza já assumida de que a chegada deles apenas ser uma fachada, pois afinal eles já cá estavam na Terra há muitos muitos anos. Foram preparando tudo e criando a instabilidade no mundo que hoje conhecemos. Assassínio de presidentes e outros lideres políticos (JFK), guerras e actos terroristas (tais como o 11 de Setembro), a crise económica mundial, etc... tudo para que a humanidade viva em desespero e os aceite de braços abertos no dia da sua chegada. Ou melhor dizendo, no dia em que se revelarem.
Os dados de intenções tenebrosas e mal-intencionadas destes visitantes começam a germinar.
Um dos pontos mais apreciáveis do episódio, além dos efeitos especiais jeitosos, é a fase em que se instala o caos e a dúvida, momentos esses pontuados por uma banda sonora e tensão ao estilo do que vimos no filme "The Dark Knight". Tem algumas personagens muito interessantes, nomeadamente a agente do FBI (que vem da série Lost - a "Juliet" - que aqui surge num novo registo embora um pouco artificial), a muito enigmática representante dos visitantes e o pivot da estação televisiva. Aliás, estes dois últimos produzem até um dos melhores momentos já perto do final, de tensa rivalidade entre poder vs submissão gananciosa. Uma característica é certa: eles sabem manipular para atingir os seus fins.
Como episódio piloto, destinado a agarrar audiências, foi bastante eficaz, contudo teria ganho mais se não estabelecesse os dados tão rapidamente. Os 45 minutos foram curtos... para tanto de uma vez.
Conseguiu carregar também os dilemas religiosos e da fé, a habitual investigação a cargo do FBI, os problemas familiares de algumas personagens, as pessoas da resistência (também composta por visitantes revoltados), entre vários outros panoramas, que obviamente servirão para nos vir a brindar com os já clichés casos-da-semana que muitas pouco ou nada contribuem com as possibilidades desta narrativa.
Mesmo assim, este remake parece bem mais abundante que o original (teria de ser pois claro!) em imensas possibilidades. O facto de terem "colado" aos maus momentos do passado da Humanidade foi uma cartada de génio e permite contribuir imenso á série se eles souberem nos surpreender. E desta vez eles não surgem claramente como aliens visitantes, com fatiotas espampanantes... nada disso. Eles apresentam-se completamente dissimulados como sendo humanos como nós, como se vivessem a nossa cultura, como se já estivesse plenamente apreendida... e há muito tempo!
As bases para uma interessantíssima série sci-fi estão lançadas.
Os Irmãos Bloom / The Brothers Bloom A Maldição de Molly Hartley / The Haunting of Molly Hartley New York, I Love You Step Up 2: The Streets As ruas da Amargura (PT)
Desta vez um "breve" artigo sobre a série coqueluxe do canal AXN nacional. A tal que chega aos ecrãs nacionais com a diferença de apenas 13 dias. Como até já foi por aqui referido, esta série até dispensa recorrer á net e tem sido pela TV que a sigo atentamente.
Há que admitir que a premissa desta série é mesmo valente!
Um certo dia toda a humanidade vai sofrer ao mesmo tempo um blackout de 137 segundos. E o que é que sobressai desse acontecimento: que durante 137 segundos as pessoas têm uma visão do seu próprio futuro.
Épá... esta série, promete imenso só com esta premissa e como chegou a ser associada a Lost (por ocupar na estação o lugar que Lost deixará) está a viver em estado de graça generalizado.
Ora bem... Flash Forward teve um 1º episódio magnifico e conseguiu ainda terminar com um final ainda mais pertinente e intrigante. Criou expectativas e empatia imediatas.
Agora não esperava ao segundo episódio termos já algumas respostas/certezas. E depois ao terceiro ainda mais. Ao quarto mais ainda...
Assim sobra pouco para formularmos as mais loucas teorias... tal como fazemos enquanto se acompanha Lost, Fringe, etc...
Ao segundo episódio, já confirmamos a existência de uma organização, que tem "activos" imunes ao blackout, etc. Portanto actos planificados e que já têm o FBI a perseguir... será que vai haver material para que nos tais 6 meses no tempo da série ainda exista mistérios? É que á velocidade com que o protagonista está a desvendar situações e a reunir as pistas... Será que haverá assim tanto até ao final da série?
E sendo que esse futuro vai acontecer passados os 6 meses das visões... Será que significa que um novo blackout estará agendado?
Isto conduz a outro pensamento que me apercebi: a cada situação ou questão pertinente, o espectador pensa e formula uma teoria para imediatamente a ver descrita no próprio episódio ou no seguinte.
A continuar assim, o que nas séries de J.J. Abrams é continuamente mind-blowing, aqui nesta de S. Goyer o mistério parece não querer perdurar.
Tipo:
> o mistério do suspeito zero... ganha-se logo um encontro com outro elemento misterioso...
> não ter uma visão representa estar morto no futuro... aparece logo uma personagem só para o comprovar e mais á frente a prova de que noh vai ser assassinado...
> quem será o homem misterioso que a doutora se apaixonou... surge imediatamente a personagem na vida dela (pai de um seu paciente)... poucos episódios á frente até já sabemos que ele está envolvido no blackout...
> etc, etc...
Depois sobressai ainda os dilemas dos que pretendem ver o futuro mudar e dos que querem que ele se concretize, pois a visão futura para uns é má e para outros é boa. Resta ainda os que não tiveram nenhuma visão: os que estarão mortos nessa altura, que ainda é uma outra premissa ainda mais interessante.
Agora o mais curioso é saber se o futuro que todos viram pode ser ou não alterado. Se mesmo na tentativa de o alterar, todas essas acções não irão conduzir precisamente a esse futuro já antecipado.
Ao menos fica a certeza de que mesmo o episódio seja algo fraco, acabará por ter um final em cliffhanger sempre memorável para estarmos lá "batidinhos" quando der o episódio seguinte.
Deixo dois exemplos muito intrigantes, respectivamente do episódio 1 e 3:
É uma série a seguir e daquelas com forte apelo para os "Losties" também.
E por falar em Lost...
No 1º episódio surgiram algumas alusões e coincidências com Lost.
Primeiro aquela aparição curiosa de um canguru no meio da cidade. Pareceu algo surrealista ver o animal ali tão fora de sitio... tal como já vimos em Lost também cenas semelhantes.
Uma outra muito visível e directa foi o surgimento de um cartaz num prédio, da empresa fictícia "Oceanic Airlines" de... pois a tal de Lost!
Uma outra curiosidade é a publicidade na lateral do autocarro, quando o agente anda a vaguear pelo caos em que ficou a cidade. Na publicidade diz lá: "Better Tomorrow...."
Uma enorme coincidência pois Lost teve uma campanha viral sobre uma outra fictícia empresa, a Hanso, onde usavam o slogan "Reaching out to a better tomorrow". Desta vez a empresa é outra (Red Panda) mas o slogan produz o mesmo fim...
Esperemos, é que as duas realidades não se fundam.
Que o avião não tenha caído na ilha devido a um blackout. E como eles não tiveram visões do futuro....
Um dia escrevi isto: "Se desde sempre a televisão apenas se encarregava de reproduzir o que recebia pela antena, gradualmente foi sendo apetrechada de mais formas de assistir a conteúdos. Passamos da era da cassete de video VHS para o mundo das imensas possibilidades do DVD. Se o DVD anda já a alguns anos em tentativas de mudar para um novo media fisico como o Blu-Ray (que arrasou com o HD-DVD, o outro candidato) a verdade é que é a net quem mais tem embaraçado o DVD.
A net, essa loja gratuita de ninguém sem limites, acaba por colocar um novo dilema sobre a forma como lidar com os conteúdos que se podem obter através dela."
Realmente, continua tudo assim mas ao mesmo tempo têm surgido imensas propostas para lidarem com os conteúdos digitais. De tudo o que tenho apreciado, ainda não vi algo que seja realmente perfeito.
Depois há ainda um outro ponto curioso: os iTunes-users. Sim, este também é um outro detalhe. Pois normalmente encontram-se vinculados ao estilo iTunes e por consequência ao ecossistema Apple (ao iPod ou ao iPhone).
O AppleTV é apenas mais uma parte desse ecossistema e é um dispositivo que apresenta um forma curiosa de funcionamento, que acaba por colocar em questão todos os outros sistemas concorrentes, por aí no mercado. O AppleTV é um produto que parece ter menos características que os outros e até suportar pouquissimos codecs de video. É verdade mas mesmo assim ele incomoda porque é o único que bem se sincroniza com o iTunes (e restantes conteúdos iLife da Apple -nos Macs)... e por fim porque apresenta-se com muita lógica de conceito e funcionamento.
Acho que qualquer pessoa saberá usar um AppleTV na primeira vez que estiverem a mexer num. Já os outros do mercado... são outra conversa.
Agora que a AppleTV tem características e uma magnifica interface, faz com que esta versão 3.0 só a torne ainda mais irresistível... contudo, dá pena ver que a maioria das "capacidades" continuam a não funcionarem por cá, em Portugal. E lá se vai o ponto "irresistível"...
Tudo o que está relacionado com video via iTunes Store (os filmes, TV shows, videos musicais, etc), iTunes Extra, iTunes LP e mais algumas habilidades... não têm efeito por cá devido à iTunes Store Portugal. Mas dá que pensar caso tudo isso funcionasse em pleno por cá.
Na minha opinião, o AppleTV é um Media Center exemplar em todo o seu conceito... mas mesmo assim falha.
O conceito do AppleTV tem sido desde sempre colocar numa TV os conteúdos que a Apple dispõe na iTunes Store, assim como manter sincronizados os nosso conteúdos que se encontram no iTunes do Mac/PC.
As novas capacidades da AppleTv é, entre muitas, o iTunes Extra e o iTunes LP, radio, o HD (ainda só apenas 720p) funcionalidades que passam a fazer mais sentido quando apreciadas numa TV do que propriamente no computador.
Não está perfeito pois ainda falta a integração com outros serviços de streaming. Contudo, com a recente versão 3.0 o caminho parece estar mais curto agora, ao permitir agora o streaming de Radio via net.
Não é bem isto que muitos esperavam mas já é um passo nesse sentido.
O iTunes Extra permite que certos filmes passem também a contar com mais conteúdos extra para além da exibição do filme. Comporta-se muito semelhante a um DVD, onde se podem aceder aos capitulos e imensos extras que normalmente se encontram nos DVDs.
É uma característica muito interessante e que esta sim se se tornasse um standard do video on-demand globalmente, ditaria o inicio do fim do DVD/Blu-ray.
O iTunes LP, é uma forma de promover a compra de álbuns, sendo que além das músicas que o compõem completa ainda a experiência com as letras das canções, o booklet, fotos, etc. Apesar de não estar num nível perfeito, penso que a experiência em casa de escutar um álbum, num dispositivo media center assim junto da imagem da TV, passará a ser muito mais especial devido ao álbum digital passar a ter um interface que expande o conhecimento e a experiência do mesmo. É um conceito que de certa forma faz recordar o tempo em que se colocava a agulha sobre o vinyl e enquanto a música tocava íamos contemplando a arte da embalagem (bem maior que a de um CD), acompanhando as letras, olhando para as fotos, etc. Desta vez é interactivamente com a TV.
E claro, o acesso imediato às fotografias (agora com a opção "Faces" que permite as aceder pelos rostos das pessoas), aos podcasts (audio e video), Genius Mixes, etc.
Tudo é muito bonito se tudo isso funcionasse além EUA... não dando é um produto que fracassa completamente.
Adenda:
Entretanto a MacWorld também fez o seu "first look" ao Apple TV 3.0 e deixou algumas observações interessantes... e algumas criticas também.
"The Apple TV is a strange beast. (...) Perhaps Apple is content with Apple TV never being anything more than a front-end for the iTunes store. Or perhaps Apple is well aware of its device’s limitations and is hard at work on a new version with upgraded hardware and improved support for the rest of the stuff that’s out there on the Net."
Já tenho questionado os vendedores das grandes superfícies sobre o AppleTV e normalmente, todos eles dizem mal do produto e remetem os clientes a outras propostas.
Nunca vi nenhum deles expressar qual é o verdadeiro intento da AppleTV e para que nicho verdadeiramente se dedica.
"É um produto Apple, apenas bom para as fotografias, ouvir música e pouco mais. Também o temos para venda mas é raro sair algum..." (El Corte Inglés, Gaia)
"Não presta para grande coisa porque não dá para se meter nisso o que se saca da net. Temos produtos melhores por esse preço!" (MediaMarket, Gaia)
"Sei o que é sim. Olhe... mas isso não suporta codecs nenhuns de jeito. Acho que nem vendemos isso. Vou ver... afinal temos um por aí noutra loja." (.?.)
Contudo, não deixam de ter a sua razão. Mas aí questiono o porquê de tanto terem apregoado o famoso iPod video quando saiu em 2005, ou o iPod touch e o iPhone, para a finalidade de "dá para meter filmes lá dentro". Precisamente quando as impossibilidades associadas ao Apple TV também se encontram nesses produtos.
A culpa é da Apple?
Sim... mas não é toda dela.
É uma pena... e penso que a Apple poderia ir mais longe. Talvez se estabelecesse acordos para poder ter esses conteúdos por cá.
É também do sistema comercial dos conteúdos e das imposições absurdas das multinacionais que detêm esses conteúdos. Talvez o que falte á AppleTV resultar nos outros países além EUA, seja existir o interesse dos representantes dos conteúdos nacionais, que se posicionam entre a iTunes(ou Apple?) e a AppleTV para os permitir ver.
Afinal, os videoclubes on-demand presentes nas boxes da ZON, do Meo, da Clix e da Vodafone TV conseguiram. Por exemplo a Zon Lusomundo seria um parceiro interessante...
Qual seria o problema real de também disporem esses mesmos conteúdos na iTunes Store Portugal?
Acredito, que teriam uma audiência ainda mais alargada pois serviriam para alimentar os montes de iPods e iPhones que existem por cá. Um enorme potencial de clientes...
De entre toda a gama de dispositivos Media Center do mercado, o AppleTV é talvez mesmo o único produto que prima por dar rendimentos a quem detém os conteúdos e que de certa forma combate a ilegalidade do que se obtém na net.
Todos sabemos que, cada filme que tenha uma grande produção custa imenso dinheiro. Logo se ele for obtido a custo zero pela net, ninguém ganha nada com isso e a situação conduzirá à desistência da criação de boas produções. Se a ganância de quem detém os conteúdos baixasse drasticamente, ao ponto do acesso a tudo isso ser a valores irrecusáveis, iria haver muita gente a optar por os alugar/comprar.
O Apple TV é um produto muito mal compreendido. Uma espécie de mal-amado (globalmente).
Tudo porque é um produto com princípios, num conceito bem vincado que entendo mesmo até acertado.
Normalmente tudo aquilo que chega com estes "principios" diferentes do gratuito... já não interessa ao "povão".
E por cá vai continuar a ser visto assim... se nada mudar.
A revista Blitz comemora os seus 25 anos de existência.
Parabéns á Blitz!!!
Sempre sobre música e para a música...
...primeiro como um jornal (leitor assíduo desde 93... como o tempo passou!) e muitos anos depois como uma revista.
Os tempos do jornal eram melhores... não só o próprio jornal como o mundo da música também.
Muito já aconteceu em 25 anos e para celebrar todo estes anos de dedicação, decidiram criar uma edição especial onde olham para o retrovisor desta viagem e acabaram a ver muito mais... viram o dobro!
É mesmo! A edição especial (diga-se de coleccionador) faz uma retrospectiva de 50 anos de música portuguesa e ainda nos oferecem um CD grátis. Hélás!!!
Destaques: - capa, brilhante e prateada; - viajem ao longo das últimas cinco décadas da música portuguesa e feita em Portugal: Anos 60, 70, 80, 90 e 00; - top dos melhores discos e também das canções mais memoráveis de cada década; - os mais incontornáveis artistas portugueses são elogiados em perfis elaborados para esta edição; - grátis CD promocional em homenagem a Ary dos Santos pela vozes de Viviane, Mafalda Arnauth, Luanda Cozetti e Susana Félix.; - e muito mais;