É uma pena pois a série terminou num ponto muito interessante da narrativa.

A série deu uma nova abordagem ao nível psicológico e motivacional das personagens chave da saga Terminator.
Terminator teve nos dois primeiros bons filmes, um conceito muito interessante da visão futura da humanidade que vive em guerra com as máquinas e a tecnologia. O Terminator 3, foi algo fraco e o 4ª que aí vem em Junho, suspeito que irá pelo mesmo caminho.
Enquanto isso a série, acabou por ser refrescante por ter uma abordagem diferente, onde existe menos acção e mais dilemas pessoais em pessoas que terão de fazer algo para evitar um futuro que já sabem ser negro demais.
A série estabeleceu múltiplos cenários novos, sendo um dos mais interessantes a existência de um terceiro grupo de ciborgues a comandar eles próprios um guerra contra a Skynet. Não própriamente ao lado de John Connor e a sua resistência, que nestaa série e em Terminator 2, provou que o próprio John Connor também tem os seus próprios ciborgues com diferente programação.
Outro cenário que ascende de alguns momentos de um certo futuro, dão até a entender que poderá ser John Connor ele mesmo um ciborque e também que o mesmo poderá ter morrido e essa ausência ser colmatada pelos ciborgues, que vão iludindo o povo com supostas novas ordens em nome dele, como se fossem vindas dele.
Mas o cancelamento da serie já andava a pairar há algum tempo...
Eu acho que Terminator TSCC teve dois episódios finais, pois o penúltimo episódio já era realmente um final de a temporada (tinha tudo lá e faria prometer muito para uma seguinte 3ªT). Mas não foi o último... digamos que a série teve um epílogo, um episódio extra.
Assim o episódio que se seguiu acabou por ser um apêndice para a eventualiadade de um final definitivo, de forma a deixar possibilidades em aberto mas deixar um ponto "quase" final interessante. E como era já uma despedida a acção ao estilo dos filmes também esteve presente. A sequência de Cameron a resgatar Sarah Connor da prisão de alta-segurança é fabulosa e de antologia.
É também um bom "quase" final porque se é Sarah Connor quem conta estas crónicas (tal como nos filmes já acontecia e que regressa em Terminator Salvation, o 4ª filme da saga), ao ela ter ficado no passado e John Connor ir no futuro, as "crónicas de Sarah Connor" deixam de existir porque ele não as assiste... logo não as pode contar.
Interessante e muito bem solucionado.
Complexidade temporal...
Até aqui os filmes apenas nos mostraram os ciborgues ou pessoas a serem enviadas do futuro para o nosso tempo. Ou seja percebemos sempre que eles tinham a tecnologia para regressar no tempo. Voltar ao passado e era por aí que Inteligência Artificial estava determinada: regressar ao passado e matar John Connor e a sua mãe.
Fazê-lo sempre no passado para alterar o futuro!
A série além de cumprir com esse principio trouxe um outro pois logo nos primeiros episódios da 1ªT vimos acontecer algo que nunca tinha acontecido nos filmes: Viajar para o futuro!?
Foi com esse salto no tempo que vimos a Sarah Connor e o seu filho, o ainda jovem John Connor, o futuro salvador da humanidade, levados pela ciborgue Cameron, a avançarem no tempo (para 2007?) e por aí se passarem todas as peripécias desta série espantosa.
No final da segunda temporada, o mesmo voltou a acontecer, só que desta vez de uma forma ainda mais complexa.
Foi com esse salto no tempo que vimos a Sarah Connor e o seu filho, o ainda jovem John Connor, o futuro salvador da humanidade, levados pela ciborgue Cameron, a avançarem no tempo (para 2007?) e por aí se passarem todas as peripécias desta série espantosa.
No final da segunda temporada, o mesmo voltou a acontecer, só que desta vez de uma forma ainda mais complexa.
John Connor é enviado para um futuro, anterior aos das decisões que originaram o Terminator 1, tornando possível a John Connor ver pela primeira vez o seu pai e reencontre o tio (que havia morrido no tempo de onde John Connor veio).
O problema é que ambos não o conhecem pois apartir do momento em que ele avançou no futuro, o seu eu do futuro deixou de existir e ninguém o conhece.
É aqui neste ponto, do paradoxo temporal, que achei muito bem pensada a premissa final da série, pois normalmente acontece de vermos viajens no tempo em que alguém vê o seu eu nesse futuro. Se pensarmos bem acaba por ter mais lógica o conceito usado em Terminator TSCC e é por esse prisma que fiquei com pena de ver a série a ser cancelada. Ao se avançar a linha temporal para um futuro, o futuro dessa pessoa deixa de existir lá.
Tal como em Lost/Perdidos se explicou, o "nosso" tempo é uma linha recta pessoal. Quando a pessoa salta no tempo, continua a viver em linha recta, apesar de estar numa nova timeline.
Assim, filmes como "Regresso ao Futuro 2" nunca poderiam estar correctos ao terem a conviver duas versões do mesmo "eu" num tempo igual...
Esta viagem para o futuro criou novos paradoxos temporais, ao mesmo tempo que me deu a entender porque razão nunca chegou um John Connor do futuro nos filmes de Terminator: ele é a chave do futuro mas se viajar no tempo cria novos paradoxos colocando em causa a sua própria natureza existencial.
É por isso que ele envia outros nas viagens no tempo!
O que aconteceria se John Connor fizesse viagens no tempo para o futuro?
Tinham aqui uma excelente premissa e conceitos para continuarem a explorar esta saga. Até porque a série foi muito mais longe do qualquer filme conseguirá ir em apenas 2 horas...
É por tudo isso que esta série, que se revelou maravilhosa, vai dar suadades.





7 comentários:
Mantive grande interesse na primeira serie, já a segunda serie vi-a até aos episodios 14, 15... ainda não vi os restantes.
Gostei da primeira serie, mas as constantes viagens no tempo ao longo dos episodios com varias personagens davam ou começavam a dar um ar "atrofiado" a serie. Onde facilmente os
acontecimentos futuros e presentes eram alterados. Fico indiferente com ou continuar ou não da serie....
também senti um desnorteamento nessa fase mas acredita que tudo acaba por fazer sentido e se conjugar nos episódios finais. Tudo o que parecia desinteressante tem um papel para percebermos muitas das decisões finais.
Especialmente as motivações de todos, com destaque para John Connor e Cameron
No final a série deixou-me maravilhado e a querer mais!
Muito bom seu post, parabéns.
A série inteira superou minhas espectativas , a maneira como levaram a personalidade dos personagens , apesar de terem deixado algumas questões mal resolvidas . O final me deixou muuuuuito puto . AUHAUH , e não vai ter outra temporada , descepção cara :(
Deparei-me com este post, que noto me ter passado a dar uma resposta. Já lá vai imenso tempo, pelo que apenas me cabe vos agradecer as vossas participações Thanks, mariane e pnx_k!.
mais ta esquecendo que a série não é so da Sarah Connor ou do Jhonnor... e sim de um fim do mundo que nao deixou claro... no final da segunda temporada.. tinha que ter um final, tipo quem paro a skynet..? então a série tinha que continuar
Pois deveria ter continuado mas na altura tinha poucas audiências e decidiram-se a cancelar assim. Quem escrevia a série, esteve muito tempo a engonhar na 2ª temporada com episódios monótonos e já estava avisado que a serie estava na lista negra das não-renováveis... o que poderia ter usado o orçamento para a terminar bem e não abrir um novo gancho narrativo, deixando tudo em aberto.
Mas a série era muito interessante e dedicou-se a explorar conceitos que não são visiveis nos filmes.
Enviar um comentário