sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cine-critica: Mission: Impossible (1996)


Mission: Impossible
Missão Impossível
1996

Realizador: Brian De Palma
Com: Tom Cruise, Jon Voight, Emmanuelle Béart...

Ora bem, escrevendo assim por memória...



Quando era novito, uma série que via era a "Missão Impossível" porque era das mais fixes que passavam na TV.
O que é que se passou nas adaptações a cinema?

Bom Tom Cruise, neste primeiro filme arranja uma forma de todas as personagens da série morrerem, sendo ele o único sobrevivente do grupo.
Ou seja passou o core principal da série a outra coisa, onde se transforma a ideia de um grupo de espiões para uma espécie de novo “James Bond”, que tem ajudantes ocasionais e escolhidos para poder, ele quase sozinho, cumprir a missão dificílima… a tal missão impossível.

Manteve-se os disfarces das máscaras e tal… e espionagem-contra-espionagem… e temos uma nova ideia de spy-movie.
Portanto, a série tinha outra “arquitectura de grupo” que os filmes não têem e é o ponto que vejo como negativo da fase Tom Cruise (que é o produtor dos filmes – obviamente que feitos à sua imagem).


Tom Cruise, soube e bem é contratar um bom realizador, o grande Brian De Palma, que intensificou muito bem os grandes momentos do filme com um cunho de suspense admirável numa narrativa que era uma espécie de evolução pós-série e aceitou-se muito. Não era um remake mas sim um diferente avanço. Depois vieram as sequelas que glorificaram o action-hero a solo da M:I, e apesar de ele ter ajudantes não se pode dizer que são uma equipa tal como era a série.
Mas que este é um bom filme... isso é!

Obs: o tema principal da banda-sonora foi muito bem recriado pela dupla dos U2, o baixista e o baterista.



Classificação:
8/10

5 comentários:

Bruno Cunha disse...

O meu preferido da trilogia. Realmente o tema principal está muito bem conseguido.

Abraço
Frank and Hall's Stuff

ArmPauloFer disse...

Dizes bem e com toda a razão, pois é ainda hoje o mais digno filme da saga. Vi isto no cinema e de repente escrevi isso assim por memoria...
Gostei dos seguintes, que em cada um apresentam abordagens diferentes mas o primeiro tem um nível diferente.
O tema feito pelos dois U2 ficou excelente... e nesta saga só o terceiro é que meteu nojo. O dos Limp Bizkit é gigante de tão awesome!

Peter Gunn disse...

Não querendo ser mauzinho (para o John Woo) acho que da M:I 2 só se aproveita mesmo a banda sonora!!! Tema colossal dos Limp! :D

Boa critica ao filme, resumida mas o essencial está lá ;)

ArmPauloFer disse...

Peter, a critica foi feita por memória e espero vir a fazer mais algumas assim somente com a técnica da recordação. Obrigado pelas simpáticas palavras de apreço ao artigo. Muito obrigado, até porque nem ando muito inspirado para as cine-criticas e isso dito assim dá um novo alento.
Olha que gosto muito do MI2, que destoa na saga por ser surreal mas é assumidamente acção explosiva inócua para não se reflectir muito.
O tema dos Limp Bizkit é brutal e dos melhores remakes dum tema antigo que já vi ou ouvi. (Vá... os Orbital rivalizam com o tema d'O Santo - que é brilhante!)

João Bastos disse...

Este e o 3 são excelentes filmes de acção, Cada um à sua maneira! Já o 2 (e eu gosto do John Woo americano) é das piores coisinhas que já vi (ao nível do Matrix 2)...