sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Series TV: "Fringe"... o arranque da 2ªT

Fringe 2T
A segunda temporada de Fringe lá chegou e com ela ainda mais densas se tornaram as questões por responder.
O que aconteceu depois de vermos Olivia no mundo paralelo?
O que lhe disse William Bell?
O que é o Padrão?

Era a partir daqui que ansiosamente estávamos á espera no arranque da segunda temporada mas não foi isso que tivemos.
Na verdade, ficamos na mesma e sem saber absolutamente nada.

Os acontecimentos da 2ªT voltaram a passar-se unicamente no "nosso" universo. Mas temos de tirar o chapéu aos argumentistas da série porque criaram assim um novo mistério e arranjaram uma solução engenhosa de fazer Olivia regressar ao (vou chamar de:) universo-prime.

No 1º episódio do regresso da série, Olivia regressa brutalmente com um acidente e perde as suas memórias do que lhe aconteceu e de onde esteve. Entretanto notamos que do outro universo alternativo não foi só a Olivia que chegou: também chegou alguém que vamos a perceber é um ser transmorfo (consegue mudar a aparência e parecer qualquer pessoa "sua vitima"). Com um episódio assim Fringe em vez de responder aqueceu com ainda mais mistérios e só nos deu um pouquinho de paz ao chegarmos ás revelações do 4º episódio.

Porém assaltou no imediato uma outra questão. A ideia com que ficamos na season finale da 1ªT, era a de que Olivia passou de um universo ao outro em pleno elevador. Afinal não foi nesse momento mas sim no momento em que ela conduzia.

Olivia no final da 1ªT, quando conduzia estava já na realidade alternativa e evita o acidente...


...mas na nossa realidade o acidente acontece.

A partir daqui nasce aquilo que vi como a preparação de como a série nos explicaria tudo isto.

Pareceu-me que Fringe precisou de dar tempo a que a Olivia se recupere do acidente e nesse espaço de tempo vamos assistindo a algumas movimentações dessa guerra secreta.
Obviamente que ao 2º episódio teria de ter mais alguma coisa para não ser nulo e aí eles espetam um caso da semana… não vejo nenhum mal nisso.
O homem-touperia foi então apenas o tal pretexto para colocar em movimento algumas situações: vermos o comportamento do “novo” Charlie, notarmos que a recuperação de Olivia tem mais que se lhe diga, acentuar os segredos entre Broyles e a Massive Dynamic, etc…
Com um episódio como o segundo, deu para sentir que as situações sucedem-se com intervalos de tempo, como se estivéssemos a acompanhar as vidas normais daquelas gente a braços com problemas anormais. Dá a sensação de que cada episódio é passado em intervalos de, talvez uma semana que é o tempo que a série também nos chega para vermos.

Ao 3ª episódio voltou a dar-nos um pouco mais da sensação de tempo a passar. Através de mais um "caso da semana" aparentemente menos importantes acabou por dar muito mais do que parecia e sem até contarmos com isso. Afinal, os Observadores têm uma agenda muito própria… bem diferente do que imaginava até aqui acerca deles. Até o facto de vermos o Observador com fotos de Walter podem significar que, além de o conhecer bem, este terá de agir contra ele pois a memória “obscurecida” de Walter pode surgir e impedir os eventos colocados em marcha. De notar que o shapeshifter (transmorfo) tinha andado a pedir instruções pela via da máquina de escrever ao espelho (cenas mesmo impressionantes)… e a seguir vemos gente com pastas de possiveis alvos. Hummm...
Foi também adorável abrir mais o véu sobre o passado de Peter, que carece também de ser explorado.

Ao quarto episódio o que parecia mais um normal, somos catapultados para um dos primeiros climax da série.
Foi mesmo um bom episódio e finalmente a ligação ao final da 1ª temporada, um momento tão esperado.
O mais curioso é que para podermos disfrutar dele tivemos de ter esse espaço de 4 episódios depois para que tudo se poder conjugar e ainda potenciar mais as perguntas que Fringe nos coloca. Assim é como se este climax de inicio de temporada fosse um prenda.

Todo o desenvolvimento da cena com William Bell foi magistral e os lapsos de tempo (ou saltos de memória) ainda reforçaram mais as perguntas/respostas que desfilavam.


Obviamente, que só serviu para abrir ainda mais a curiosidade do que virá depois deste climax.

O final de Charlie, assim reservado para já foi também um momento bom.

Imaginava a personagem a surgir de longe a longe durante mais algum tempo… mas fez mais sentido, potenciou o episódio e de que maneira e o caso dele ficou já arrumado. Venha lá mais presença da nova agente para a equipa de Fringe, então.



Algumas divagações/especulações/teorias:

A passagem de Olivia de um mundo para o outro (que é efectivamente dada no carro)...
Encontro aqui dois pontos pertinentes:
... ela passou de um universo ao outro sem o pretender e até saber como. Fico com a ideia é que ela foi convocada para lá chegar, numa espécie de rapto (abdução?) entre realidades.
... só que no momento em que ela foi “apanhada” encontrava-se ainda a conduzir. O que a levaria a regressar ao mesmo ponto?

Mas porquê o mesmo ponto e no mesmo exacto momento?
Afinal ela ainda esteve bastante tempo no mundo alternativo...

A cena de Olivia com Bell, pareceram-me até nem serem memórias mas sim uma espécie de paradoxo-temporal como se estivesse a suceder naquele momento mas no mundo alternativo. É como se no mundo alternativo o tempo estivesse num grande delay, as tais 6 semanas, que é o tempo que levou entre a chegada de Olivia e o regresso das memórias entre as realidades.
Tudo pareceu real demais (a forma como foram chegando em sucessão) para serem apenas unicamente memórias.

Isto ocorre-me por notar nas deixas de Bell que eles, os do outro lado, teriam tomado outras opções diferentes das que aconteceram no mundo-prime.
Daí tanta observação ao mundo-prime (o nosso)… para poderem evitar o que acontece lá. E um delay temporal ajuda nesse fim...
Esta teoria só esbarra nas cenas com a máquina de escrever mas mesmo assim…

No entanto, segundo o que este William Bell-prime deu a entender a passagem de um universo para o outro pode ser por vezes fatal.
Será que foi isso que sucedeu ao Peter-prime em pequeno?
Até aqui os dados apontam-no como sendo um Peter do mundo alternativo, mas o facto do Peter também brilhar (aos olhos da personagem introduzida) colocou um novo dado sobre ele. Será ele também um transmorfo ou alguém ainda mais especial?
Como as recordações da realidade alternativa surgiam a Olivia na presença de Peter ou ao olhar para ele… ocorre-me se este Peter não será… o próprio William Bell?
Bell disse a Olivia que ele, o Peter, saberia o significado da mensagem…


Venham mas é mais episódios de Fringe… (a seguir é a lógica dos sonhos).


Imagens deste artigo obtidas de Fringe Laboratory

4 comentários:

António disse...

Bravo! Gostei do teu artigo! Abraços!

ArmPauloFerreira disse...

Thanks!

Pedro Rocha disse...

Parabéns pelo artigo. Acho fantástico que alguém consiga divulgar também esta série como ela merece aqui no nosso pequeno país, e ainda mais importante, na nossa língua. Continuação de um bom trabalho.

ArmPauloFerreira disse...

Muito obrigado, caro Pedro Rocha, pelo incentivo e simpatia do seu comentário. Faço apenas o que posso e consigo exprimir...
Thanks!