terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mac Pro... a dura realidade


Se há modelo da Apple que parece viver uma vida secreta para os mais comuns utilizadores Apple é o Mac Pro. Obviamente que esta afirmação sensacionalista é unicamente minha mas penso que até conterá nesta expressão alguma realidade.

Os comuns utilizadores Apple quando apreciam a oferta Apple, deitam os olhos nos modelos que dão mais valor ao investimento a fazer: MacBook, iMac e MacBook Pro (o de 13" tornou-se no mais recente cativador laptop da marca). Depois ainda colocarão as atenções no Mac mini e talvez só no fim é que apreciarão o Mac Pro...
Aí soltarão imediatamente um imenso palavrão:
Fod@-$€!
Custa tanto dinheiro um Mac Pro!?

É verdade. Um Mac Pro custa mesmo muita massa.
Temos de admitir que é um modelo dedicado aos profissionais e a todos aqueles que necessitam de ter a maior capacidade de processamento num Mac. Ter um Mac com um interior potenciado a Intel Xeon de 8-cores ou duas placas gráficas não é para todos mesmo. Não é também um Mac igual aos outros, os portáteis e o iMac, que são Macs-totais. Ou seja o Mac Pro não é uma solução completa pois ainda é necessário adquirir um monitor para ele. É verdade que é o único Mac que pode ser expandido em conectividade e características internas mas mesmo assim será que se justifica o alto valor que a Apple pede?

Para se estabelecer um ideia perante o mundo PC torna-se até alarmante comparar com algumas propostas idênticas ao nível de equipamento. Deixo uma imagem que diz tudo e que não denuncia a marca (que até desconheço também e os valores podem até já ter mudado) mas que serve bem para este exercício comparativo.


Actualmente, em termos de performance foi até suplantado pelo novos iMac com os processadores quad-core i5 e pelo i7 (principalmente com este último é até gritante). E não se deve ainda ignorar que os iMac com quad-core já têm um excelente monitor de 27". O que lhes atribui como uma proposta irrecusável até para os profissionais. Aliás, há imensos profissionais que passaram a optar pelo iMac.

O Mac Pro pode ser um belo e imponente Mac por fora mas daí a ser um monstro por dentro já não parece muito.
Talvez o Mac Pro volte a ser o mais potente Mac quando tiver no seu interior o futuro processador da Intel, o "Core i9". E quem sabe até mesmo dois "Intel i9" lá dentro...

7 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

blog altamente criativo, otimo espaço! seguirei!

João Sousa disse...

Eu não quero parecer mais applepista que... tu, ;-) mas para um pc ter essas características e custar 1500 dólares, só pode ser uma bela treta. Todo e qualquer um dos seus componentes deve ser da marca mais branca que exista.

Eu posso colocar uma série de questões que explicam grande parte dessa diferença. Os dois monitores do lado PC são iguais aos do MAC, ou eles colocaram dois LG baratinhos num e dois CinemaDisplay no outro? As placas gráficas são mesmo iguais, ou eles colocaram duas baratas no PC e duas "oficiais" no MAC? A caixa do PC é uma daquelas de plástico fininho, sujeita a vibrar ao fim de uns meses, enquanto o Apple tem aquela quase-blindagem de alumínio maciço? O PC tem uma motherboard barata e internamente o computador tem a organização habitual, enquanto o Apple está planeado para facilitar a manutenção, com discos que basta encaixar e processadores em bandejas deslizantes, só para dar dois exemplos?

É demasiado fácil jogar com características técnicas e preços para comparar duas coisas que não são directamente comparáveis, e isso acho que está espelhado nessa imagem. É também evidente em algumas campanhas que a Microsoft tem feito. Um MacPro não pode ser comparado a um pc de secretária normal mas sim com as workstation Z da HP - e eu nunca ouvi ninguém atrever-se a dizer que o preço destas é inflaccionado. Eu sempre tenho dito que nós, técnicos de informática, devíamos ter a capacidade (ou a honestidade) para explicar ao cliente que duas coisas aparentemente iguais podem não o ser. Infelizmente não vejo isso muito - mais até pela segunda razão do que pela primeira.

De qualquer modo, eu dizer o que disse não invalida isto: paga-se, quando se compra qualquer produto Apple, uma diferença "premium". Quando se multiplica o número de produtos, assim a diferença é multiplicada.

Mas mil contos de diferença? Ponhamos a coisa nestes termos: se as duas máquinas fossem mesmo iguais, significaria que a Apple tinha uma margem de lucro de 400% sobre o preço de fabrico. Ora isto acho que nem Steve Ballmer se atreveria a sugerir.

ArmPauloFerreira disse...

O artigo tem um lado sensacionalista, tal como referia logo ao inicio mas não é dificil fazer esse jogo dos valores. Do lado Apple colocou-se toda a personalização pela via AppleStore e só com a oferta Apple. Do lado PC terá sido realizada com o que melhor se apanha pelo mercado para atingir fins idênticos.

É claro que o Mac Pro, além de ser um produto unicamente com objectivos de dar o melhor a profissionais num equipamento inatacável a nível de construção.
O ponto que pretendia atingir no artigo é se esses valores para uma grande parte dos profissionais são mesmo assim justificáveis ou não. Pois na verdade nem todos os profissionais se podem inserir na gama do power-users. é aí que entra o iMac, que já era uma óptima solução a preços bem mais aceitáveis. E muito recentemente até se tornou no avtual Mac mais potente de todos com os Intel Core i5 e i7...

Caro João Sousa, tudo o que disse no seu excelente comentário é realidade e o outro lado a ter em conta destas questões. Mas a realidade é que muitos profissionais usam os seus Macs tal qual lhes chegaram desde que os adquiriram e logo aí as opções que o Mac Pro permitem desvanecem-se como um atributo de valor.

A verdade é que em tempos (há uns anos) colocaram-se cá no departamento de trabalho PowerMacs G5s dual do melhor que havia mais os respectivos Cinema Displays (os de 20" porque os de 23" eram mesmo um estouro aberrante), RAM e tal e cada estação custava aos "mil contos e quê" cada. Quando foram depois substituídas por os mais potentes iMacs com Intel Core Extreme, que além de serem assinalavelmente mais potentes, ainda trouxeram mais características que essas estações (24"+bluetooth+wi-fi, etc), sendo que o investimento em duas estações assim ainda foi inferior ao valor de uma só estação PMg5 (ou já na altura Mac Pro+Apple Displays). Até ajudou a fazer a compra a diferença desta opção.
E como muito bem disse, a Apple só tem produtos Premium...
E repare que os departamentos com Apple vão rersistindo mas paira sempre a ameaça PC... justamente pelos valores abismais.

É um assunto delicado pois um Mac Pro tem de ser bem escolhido e se justificar bem para as tarefas que vai realizar. O artigo não tem por objectivo retirar importância ao mac pro mas fazer pensar.

rodrigomramos disse...

ótimo post! De fato o Mac Pro tem a fama de caro, mas as pessoas esquecem de colocar a comparação dentro de um contexto, já que o Mac Pro é um workstation profissional.

Só uma correção, tanto o Mac Pro quanto o Xserve que usam o Xeon ("Nehalem"), têm performance superior aos iMacs com i5 e i7.

ArmPauloFerreira disse...

Sobre a potência do novo iMac com o Intel i7, a MacWorld americana já fez o ensaio (benchmark) e os resultados provam-no em quase todos os testes. o iMac i7 é mais potente que o Mac Pro com Intel Xeon 8-cores. Também fiquei espantado com os resultados... mas não se os pode negar.
O Mac Pro está em apuros.

rodrigomramos disse...

Então há um conflito de informações, pois o Bare Feats chegou a um resultado exatamente oposto. Além da própria Intel posicionar o 15 e 17 como processadores para desktops e o Xeon como processador de servidores e workstations.

Mais polêmica no seu post! :)

ArmPauloFerreira disse...

A MacWorld fez os testes (até nas aplicações) e o resultado saiu favorável ao iMac i7. No Bare Feats saiu o Mac Pro. Realmente...