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domingo, 5 de outubro de 2008

O som Enigma: discografia de 1990 a 2006 (parte 2)

(continuação da parte 1 deste artigo)

Os álbuns Enigma de 1990 a 2006...


"MCMXC a.D." (1990) foi um álbum marcante!
Não só pelo original uso do canto gregoriano como pelo seu conceito. Na verdade este é um álbum conceptual, uma viagem de ±45 minutos pelos meandros da solidão, tristeza e fé contrastado pelas insinuações de luxúria e pecado, como se o Céu e o Inferno pudessem conviver.

É um álbum magnífico e ainda hoje surpreendente (apesar das batidas já se encontrarem datadas). Sonoramente marcado pelos ritmos house apresenta vários momentos daquilo que hoje em dia se denomina de Chill Out. Facilmente se podem destacar faixas como "Sadeness (part 1)", "Find Love (Principles of lust)", "Callas Went Way" (fabuloso tema com um sample de ópera de Maria Callas), "Mea Culpa" ou "The Rivers Of Belief"... mas a experiência de o ouvir totalmente como um todo, visto ser um álbum conceptual, engrandece o sentimento da audição. O inicio do disco contém na primeira faixa "The Voice Of Enigma", instruções proferidas pela voz de Sandra Cretu (a esposa de M. Cretu) de forma quase hipnotizante (para relaxarmos e nos preparamos para a audição como se fosse um acontecimento).

Graficamente, a arte original potenciada pela dimensão em vinyl, era impressionante pelos seus motivos religiosos (por fora, no interior e pelo invólucro do disco). Continha no seu interior o famoso poema de William Blake "The path of excess leads to the tower of wisdom..." juntamente com outras citações religiosas.

Um enorme sucesso comercial, que originou a uma re-edição em 1991 (na foto), limitada e extendida com algumas versões só encontradas em maxi-single. Na verdade, pouco limitada porque é única versão que se encontra nos nossos dias, nas lojas...

Enigma "Sadeness" (1990)



"The Cross Of Changes", foi o álbum que se lhe seguiu em 1993 e de novo M. Cretu conseguiu um novo feito. Desta vez trocava os cantos religiosos pelos cantos hindus, indianos e sonoramente ambientado nos mundos do oriente. Novamente um álbum conceptual, que expande as coordenadas e estilo do primeiro registo numa espécie de viagem oriental, como se dum épico se tratasse. Fazia a ponte com o primeiro e o facto mais marcante é começar com a "vinheta" sonora "The Voice of Enigma"do anterior registo. Este som tornar-se-ia na marca Enigma na abertura de todos os álbuns.
"The Cross Of Changes" é sonoramente mais rico e complexo (imensas camadas sonoras), com uso de secções rítmicas influenciadas pelos instrumentos orientais (trabalhados elctronicamente) o que o torna sonoramente não datado e intemporal.
É talvez o álbum mais denso que Cretu criou até hoje e também o mais admirável. "Age Of Loneliness (Carly's Song)" serviu de banda sonora ao filme "Sliver" (com Sharon Stone) e muitas vezes é repescado para a publicidade, principalmente pelo mega-hit "Return To Innocence" (também célebre pelo magnifico video em retrocesso), incluindo ainda a "The Eyes Of Truth" muito usada na promoção de filmes, tais como o "Matrix" de 1999.

Enigma "Return To Innocence" (1993)



"Le roi est mort, vive le roi !" de 1996, seguiu-se mas teve uma carreira mais discreta e assinala o inicio do fraco sucesso comercial de Enigma.
No fundo pareceu que Cretu já tinha explorado tudo e apenas se limitou a fundir num só álbum o que apresentou nos dois álbuns de 1990 e 1993 e adicionar mais elementos.
No entanto, neste álbum Cretu usou algumas técnicas de estúdio muito curiosas, tais como frases e sons revertidos e uma maior tridimensionalidade no som.
Tem momentos banais a conviver com excelentes temas como "Morphing Thru Time", "Beyond The Invisible", "Prism Of Life" e a soberba "The Child In Us" (um dos melhores temas Enigma de sempre).

Enigma "Beyond The Invisible" (1996)



Em 2000, ressurge com o "The Screen Behind The Mirror".
Este álbum continua a carregar todas as marcas Enigma adicionando um novo elemento pois é também influenciado por samples de "Carmina Burana" de Carl Orff em quatro faixas do álbum. O destaque principal neste registo recai sobre "Gravity of Love”, “Push the Limits” ou "Between Mind & Heart" como as mais interessantes.

De referir que "Gravity of Love” é uma canção electrónica magnífica (outra das melhores de sempre), arraçada de trip-hop (uma novidade no som Enigma) e que é potenciada ainda mais pelo seu video, que é visualmente ousado e cativante, ambientado em ambientes boémios de luxúria e orgiásticos. Ficou-me sempre associado este video ao imaginário do derradeiro filme de Stanly Kubrick "Eyes Wide Shut / De Olhos Bem Fechados" (1999). Na verdade o videoclip parece um resumo do motivo principal da viagem pelo mundo obscuro da personagem de Tom Cruise devido ao mal-entendido com a personagem de Nicole Kidman.

Enigma "Gravity of Love” (2000)



Na verdade a relevãncia de Enigma esfumara-se... e para ajudar a re-interessar nada melhor que editar a colectânea "Love Sensuality Devotion - The Greatest Hits" (2001), seguido de um disco de algumas remisturas dos temas do best of e ainda um DVD com os videos dos Enigma.
Mesmo sendo uma colectânea, além dos grandes êxitos, não deixa de ter pontos interessantes para os fãs, uma vez que apresenta algumas das canções em novos "edits" que as tornam melhores que as originais (especificamente as novas versões de "Push The Limits" e "T.N.T. For The Brain") e também, para além de mais uma nova boa introdução ("The Landing"), uma nova música "Turn Around", muito cativante.

Michael Cretu, percebe que os tempos desta nova década são outros e decide assim repensar o caminho do projecto, para isso tenta renovar todo o som Enigma, incluindo perder a ligação com os álbuns anteriores, abrangendo novas sonoridades mais electrónica e atmosféricas.

Em 2003, surge então o choque sonoro no projecto Enigma com "Voyageur".
Novo som mais dançável (talvez influenciado pelas remisturas do best of) tem nas faixas "Voyageur", "Boum Boum", "Look Of Today" e "Following The Sun" o seu maior apelo de interesse. Com um som totalmente fresco e dançável, reconheço que depois do choque se tornou num dos álbuns que mais prazer dá ouvir. 

Em 2006, regressa com nova aventura, "A Posteriori", desta vez em nova experiência sonora e mais radical, ambientada nos meandros do trance e chill-out downtempo. "Feel Me Heaven", "The Alchemist" e principalmente a "Goodbye Milky Way" são os temas mais interessantes.

Agora surge novamente em 2008 com o "Seven Lives Many Faces", já abordado na primeira parte deste artigo.


sábado, 4 de outubro de 2008

Música da semana: Enigma "Seven Lives"... (parte 1 - contém ainda o percurso de Michael Cretu; Sandra; Gregorian; Equinox; e o inicio dos Enigma)

2008 está a ser um ano de regressos...
O projecto de Michael Cretu, Enigma, tem um novo registo (lançado há poucas semanas):
"Seven Lives Many Faces" (2008).


Novamente pisando novos terrenos depois das renovações recentes, este novo álbum é bastante motivante até... e uns furos acima do registo anterior de 2006. É um regresso e tanto... Desta vez Michael Cretu abriu o seu baú de centenas de sons etnicos de todo o mundo e lá se revigorou ao sentir-se influenciado pela memória chinesa. Não foi à toa que a Alemanha usou em primeira mão sons e música deste álbum, nas suas campanhas e promos sobre os Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
Tem bons momentos e outros assim-assim, no entanto a cada audição parece melhor e revela-se mais entusiasmante. Continua a ter o célebre som inicial, sendo que destaco não só a excelente abertura (com um pulsar cardíaco muito místico) na faixa "Encounters" logo a abrir, e também faixas acima da média como "Seven Lives", "The Same Parents", "La Puerta Del Cielo", "Je T'aime Till My Dying Day" e "Déjà Vu".

Enigma "Seven Lives" -2008
(o video tem pouca qualidade técnica mas dá para perceber que desta vez a criatividade do video não foi muito longe)



Breve sumário a contextualizar este projecto

De Michael Cretu...

Os discos dos Enigma são amplamente conhecidos e lançaram álbuns na década de 90 que fascinaram o mundo pela abordagem musical invulgar.

Na verdade, Enigma é um projecto musical conduzido totalmente pelo alemão Michael Cretu, que já na década de 80 teve algum protagonismo em tudo o que se envolveu:
- Michael Cretu teve uma carreira a solo com alguns discos editados sob seu nome, desde os anos 70 até aos 80. Um dos grandes hits dele que recordo é a canção "Samurai (Did You Ever Dream?)". Também encetou na sua carreira as funções de produtor, compositor e músico.
- Depois, assalta-me logo à memória as canções da cantora Sandra, muito popular na década de 80 e que teve mega-hits como "Maria Magdalena", "In the Heat of the Night" ou "Everlasting Love", com a enorme ajuda de M. Cretu a produzir e a ajudar nas vozes e coros. Sandra tornar-se-ia mais tarde a esposa de Michael Cretu.


Michael Cretu
"Samurai (Did You Ever Dream?)" - 1985
(fantástica e um prenúncio do que iria chegar em 1990)


Sandra
"Maria Magdalena" -1985
(canção incontornável da década de 80)

...a Enigma

No inicio dos anos 90, o mundo foi tomado de assalto pela canção "Sadeness (part 1)".
Nunca se tinha ouvido a combinação do canto gregoriano e o uso da flauta de Shakuhachi, com os fortes ritmos dançáveis do house, aos quais se juntavam ainda profanamente gemidos sensuais e expressões proferidas em francês, tudo agitado apelativamente num estilo muito pop.  Uma enorme surpresa musical...

Seguidamente surgiu "Mea Culpa", ambientada no mesmo estilo a que já se ia denominando de Gregorian-house.

As canções eram assinadas unicamente por Enigma e edição do álbum de longa duração, "MCMXC a.D." (1990) agudizou ainda mais pois não informava quem estava por trás de semelhantes êxitos, apenas um simples nome M. C. Curly. Diz-se que a decisão do anonimato era para não sofrer represálias dos representas da igreja católica. Nas aparições a público também ajudavam a criar o ambiente enigmático sobre quem estaria por trás de semelhante feito musical: alguém coberto totalmente como um monge e a cara totalmente oculta. Literalmente um Enigma... até Cretu se revelar.


Enigma teve seguidores...

...temporários é certo mas que ajudaram a alimentar a cena do gregorian-house.

Recordo nomes como:

- Gregorian (ajudados por Cretu) e os excelentes temas do álbum "Sadisfaction" (1991), tais como "So Sad" (fabulosa), "Monastry" (muito original com guitarras hard-rock) ou o épico "The Quiet Self". Neste álbum alinham outras faixas sem serem new-age ou gregorian house mas igualmente belas como "Reflect" ou a muito bem sucedida "Once in a lifetime" (que mais tarde Sarah Brightman a interpretaria com maior sucesso na sua carreira).

Gregorian (feat. Sisters Of OZ)
"So Sad"
(na minha opinião, a mais perfeita canção gregorian-house de sempre com os magníficos coros no final celestial em canto gregoriano)

Os Gregorian mais tarde, regressariam com outra faceta: cantar em canto gregoriano sucessos da música pop... pfff!



- ou os Equinox
"Amen - Part II"
(na altura célebres pelo tema "Amen - parte 2" e ainda usaram um sample da voz do Papa João Paulo II, mas foram apenas um dos muitos one-hit-wonders do mundo da música... não vingaram.)


Continuação (clique aqui)...


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Enigma "The Platinum Collection", a celebração de 20 anos de sucessos

O projecto Enigma, de Michael Cretu, celebra 20 anos de sucessos e lançou desde final de Novembro, uma colectânea de 3 discos, a "Enigma - The Platinum Collection".

É mais do que uma recolha do material mais significativo destes 20 anos de Enigma (que é o que consta no 1º CD), pois o segundo disco é composto por remisturas e o último por várias experiências sonoras de Michael Cretu (10 faixas "perdidas").


CD 1 - THE GREATEST HITS

01. Sadeness (Part 1)
02. Mea Culpa (Orthodox Version)
03. Principles of Lust
04. Rivers of Belief
05. Return to Innocence
06. Age of Loneliness
07. Out from the Deep
08. Beyond the Invisible
09. T.N.T. for the Brain
10. Gravity of Love
11. Push the Limits
12. Turn Around
13. Voyageur
14. Boum-Boum
15. Following the Sun
16. Seven Lives
17. La Puerta del Cielo

CD 2 - THE REMIX COLLECTION

01. Sadeness (U.S. Violent Mix)
02. Mea Culpa (Fading Shades Mix)
03. Principles of Lust (Everlasting Lust Mix)
04. Return to Innocence (Long & Alive Version)
05. Age of Loneliness (Enigmatic Club Mix)
06. Out from the Deep (Trance Mix)
07. T.N.T. for the Brain (Midnight Man Mix)
08. Gravity of Love (Judgement Day Club Mix)
09. Push the Limits (ATB Remix)
10. Voyageur (Club Mix)
11. Boum-Boum (Chicane Club Edit)
12. Dreaming of Andromeda (Jean F.Cochois Remix)

CD 3 - THE LOST ONES

01. Lost One
02. Lost Two
03. Lost Three
04. Lost Four
05. Lost Five
06. Lost Six
07. Lost Seven
08. Lost Eight
09. Lost Nine
10. Lost Ten
11. Lost Eleven



É curioso ver que o alinhamento foi criado em ordem cronológica.
Penso que deve perder dinâmica assim... mas é apenas uma opinião.


Foi também lançado um novo espaço on-line oficial sobre os Enigma, cheio de novidades e informações:
EnigmaSpace


Mais artigos sobre o projecto Enigma de Michael Cretu (e não só), aqui no blogue: clicar aqui

quinta-feira, 23 de junho de 2011

MyJukebox: Enigma - Gravity Of Love [song+lyrics]

Som no meu subconsciente...

Enigma
Gravity Of Love
(do álbum "The Screen Behind The Mirror" - 2000)


Som, letras e observações:

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MyJukebox: Enigma - MMX The Social Song [2011]

Enigma
"MMX The Social Song"
[2011]


Em 2010, o projecto Enigma, mais precisamente Michael Cretu, lançou-se com a ideia de criar uma canção cuja participação fosse feita com a ajuda dos fãs pelas redes sociais. Como tal, bastava ir ao endereço indicado para o efeito e artisticamente participar conforme melhor o fã de Enigma soubesse. Podia-se gravar as próprias vozes para efeitos de coros e não só, deixar partes de filmagens e até mesmo apresentar criações para ilustrar a capa do single.
Ao fim de 3 meses da experiência, o resultado foi bastante interessante a todos os níveis. A canção está á altura do que é e sempre foi o som Enigma, o video está muito curioso e a capa ficou fixe.
Uma verdadeira canção social...

sábado, 12 de setembro de 2009

Música da Semana: Gregorian "Sadisfaction" (So Sad)

Em 1991, F. Gregorian (na verdade chamava-se Frank Peterson), sob o nome de projecto Gregorian, lançou o álbum:

"Sadisfaction" Feat. Sisters of Oz (1991)


Este álbum era um misto de canções pop e de algumas outras new age.
As canções pop tinham vocalizações das Sisters of Oz mas as faixas new age alinhavam naquilo a que se chamava de gregorian-house, um estilo de musica com o apelo das batidas das pistas de dança em confronto com cânticos gregorianos, muito popularizado pelos Enigma de Michael Cretu.

F. Gregorian foi, salvo erro, auxiliado por Michael Cretu, no desenvolvimento das partes gregorianas, retribuindo assim a ajuda que F.Gregorian havia dado no primeiro álbum dos Enigma "MCMXC a.D." (1990), onde havia escrito algumas das faixas.
Também se compreende a ligação a M. Cretu, pois Frank Peterson foi o teclista da artista Sandra (na altura esposa de Cretu) e ele pode inclusive ser visto no videoclip de "Maria Magdalena".



Os bons temas do álbum "Sadisfaction"

Algumas das faixas pop são as mais "simples" do álbum mas muito belas e interessantes, tais como "Reflect", a muito bem sucedida "Once in a lifetime", a "Watcha Gonna Do" que abre o álbum, a "You Take My Breath Away" ou também a "Depressions" que termina o disco.

Parte do video "Once in a lifetime"


Mas é pela componente new age que este álbum marcou, tais como a excelente "So Sad" (fabulosa principalmente na versão "Extended sacrifice" que tem pouco mais que 1 min da versão álbum), "Monastry" (muito original com guitarras hard-rock) ou o épico "The Quiet Self".


Gregorian (feat. Sisters Of OZ) "So Sad"
Esta é, na minha opinião, a mais perfeita canção gregorian-house de sempre com os magníficos coros no final celestial em canto gregoriano.
Uma canção de eleição!

O projecto Gregorian viria anos mais tarde (no final dos anos 90) a renascer mas apenas fazendo versões ou covers de canções populares (dos Pink Floyd, Eric Clapton, Metallica, etc) em estilo gregoriano.


Tiveram sucesso com esta nova direcção, mas sinceramente nunca apreciei esta faceta do projecto.
Para mim Gregorian é apenas o "Sadisfaction", que curiosamente é um álbum que já não figura na discografia actual do projecto.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lost: Perdidos... só os deuses sabem como acaba (parte 1)

Jacob diz: "You found your loophole."
"Locke" responde: "Indeed I did."

Quando vi este episódio, que deixou um sabor a pouco e talvez mal terminado para algo com 180m, fiquei a perceber que afinal na ilha existem mais variáveis que aquelas que pensava até aqui. Neste final de Lost vimos a presença de algo maior que o homem, a omnipresença de Jacob que influencia e direcciona pessoas para os seus designios quando os toca. Este novo conhecimento eleva a série a um novo nível… o da metafísica.


O que é a metafísica?
O ramo central da metafísica é a ontologia, que investiga em quais categorias as coisas estão no mundo e quais as relações dessas coisas entre si. A metafísica também tenta esclarecer as noções de como as pessoas entendem o mundo, incluindo a existência e a natureza do relacionamento entre objetos e suas propriedades, espaço, tempo, causalidade, e possibilidade.
in Wikipedia


A ilha afinal talvez seja um local onde se passa um passatempo entre dois deuses que se desafiam mas que não se atingem directamente. Talvez não o possam fazer até... mas que o desejam. E como entediados que estão, “jogam” o seu xadrez-humano sofisticado como um desafio para se atingirem -facto que parece já o fazerem há muito tempo. Para o fazerem têm de ter “soldados” manipulados para tal suceder.

Quando penso em dois deuses, leva-me até a pensar em talvez 3… afinal não será Richard mais um deles?
É que ele não envelhece e reagiu a um nome mais à antiga: Ricardus!

Talvez seja um “observador” ou um árbitro dos deuses… alguém imortal que tem de acompanhar os eventos.
E que deuses serão estes? Egípcios... os que defendiam e procuravam a imortalidade.

Há tantos caracteres estranhos a desfilar na série em tantos momentos, que me parecem semelhantes aos egipcios. Surgiram quando desistiram de meter o código no computador, também nas paredes do templo do fumo negro, na tecelagem de Jacob, etc. Mas o mais indicador é a estátua ao deus Anúbis (Anúbis "Patron of Lost Souls" - o dono das almas perdidas) junto da praia, quase intacta séculos antes (a julgar pela caravela, no séc. 18). - correcção a estátua não é Anúbis (saiba mais aqui)


Ao ver Jacob durante toda a sua actuação, a ideia que me dá dele é que Jacob será afinal o lado do Mal (reparem qual é a sua casa: a estátua). Aquele que quer ver o “progresso” das jogadas.

O outro “deus” queria evitar as lutas, as guerras, os motins, as mortes, a destruição… mas Jacob não!
Penso também que o outro deus não tem forma fisica… precisa da oportunidade do corpo de gente morta (todos aqueles que já usou pois no templo do fumo negro tem ossadas).

É o que penso: o outro deus será o fumo negro!


O mesmo que tem ajudado Ben a proteger a ilha (quando mataram a filha o fumo atacou violentamente os soldados) e que pode ocupar corpos dos que morrem (Locke, o pai de Jack ou Claire).

Agora a dúvida maior é saber se Jacob assassinado, realmente morre ou não. Como parece uma divindade, deverá regressar à vida (a tal que nunca terá perdido na verdade) e talvez por ter existido um falha no seu plano (o tal loophole), esteja a accionar um novo plano com os mesmos peões: daí todos aqueles flash-forwards (suspeito que não eram flash-backs) que fomos vendo durante o "quase-filme” para que tudo tenha de voltar a acontecer de novo. O tal novo loophole...

O coitado do Faraday, a melhor personagem (a par do falso-padre Mr.Eko - as duas mais intrigantes que surgiram em Lost), apenas analisou a física quântica (o espaço-tempo) mas não tinha forma de calcular dados metafísicos ou… o destino!

Talvez essa missão fique relegada para o sempre estranho Miles, a personagem que menos deu á série até aqui -ainda não percebi porque ele resistiu tanto tempo na série. Sabemos que ele pode contactar o lado espiritual e que na ilha de pouco se serviu disso. Talvez venha a chegar a hora dele actuar com esse dom pois a "falha" já aconteceu e ele não é um peão de Jacob…

Depois há Hurley que carrega consigo uma intrigante mala de guitarra (que nunca o vimos a abrir e que também estranhamente o acompanhou na viagem no tempo para o passado -quando tem de fugir ele vai buscar a estranha mala de guitarra). Hurley nunca tocou guitarra e o único músico era Charlie, que já morreu.
A verdade é que ele nunca abriu a mala e que a mesma é que o salva na água.
Jacob deixou-lhe a guitarra e refere que o facto de falar com os mortos era um dom... mas tocou-o e fez dele um peão seu com esse dom também.


A verdade é que o incidente aconteceria, tal como aconteceu.
Richard, o imortal, disse que os viu a todos morrer, facto que indica que tudo já teria acontecido em tempos mas que parece sempre surpreso com o decorrer dos eventos.
Só espero que no fim da 6ª temporada não acabemos por ver o paradoxo temporal ser resolvido e evitado.
Se o avião não vier a cair... o que andamos a ver e a seguir tão fielmente... nunca aconteceu!
Lost nunca terá acontecido!!!


Não há dúvida: Lost é Lost!
Lost é estar com dúvidas e questões ainda maiores que aquelas que vão sendo respondidas.
Enigma sobre enigma e só em 2010 saberemos como acabam.
Até lá só os deuses sabem...

(mais dados de outras observações num outro artigo)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Balanços de 2008: os melhores da Música da Semana

Como habitualmente publico aqui no meu espaço artigos sobre o mundo da música e sobre a música propriamente (discos, videos, etc), passo a fazer os meus destaques musicais.


1- Álbuns de 2008 que mais apreciei e respectivas faixas mais ouvidas...


"The Flicker Of A Little Girl", "Mother Dear" e "Boobar"


The Flicker Of A Little Girl (Live)



"Silence", "Hunter", "Machine Gun" e "Threads"

"Sound Of Kuduro", "Kalemba (Wegue Wegue)" e "IC19"

"Sitting On Fire", "Baby I'm Just A Fool" e "The Waves Crash In"


"Puppy Toy" e "Past Mistake"

"The Blue", "Dominoes" e "Wots ...Uh The Deal"

"Encounters, "The Same Parents", "Je T'aime Till My Dying Day" e "Déjà Vu"


2- Colectâneas abordadas...





3- Videos bastante interessantes...



4- Outros artigos (onde me safei bem também)...


quinta-feira, 23 de junho de 2011

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Series TV: "Lost" (Perdidos) 6T... e um poster explosivo!

Uma publicidade do canal AXN do Brasil mostra-nos um interessantíssimo poster para a 6ª temporada de Lost.

(Clicar na imagem para ampliar)

O poster, apresenta uma panorâmica geral da ilha e em simultâneo, parece ser uma autêntica compilação de surpresas reveladoras ou não do que vem aí na 6ª temporada de Lost.

Estão lá imensas referências bem conhecidas mas o destaque recai para a confirmação da grande explosão... o ponto em que ficamos desde a 5ª temporada.

O slogan "Lost VI: A Chave do Enigma" também está bom.

Fonte (com imagem ainda maior): io9

sábado, 19 de junho de 2010

Canais TVCine (Junho'10): "The Ugly Truth" e "My Bloody Valentine" em estreia na TV

Este final de semana de Junho nos canais TVCine não é dos mais proliferos em estreias.


Na verdade poucas novidades estreiam para TV mas há sempre uma ou outra reposição que faz valer uma visita às "sessões" destes canais.

Os grandes destaques são apenas dois:
"The Ugly Truth / ABC da Sedução"
(sexta 18)

Uma comédia romantica com uma premissa mais ou menos interessante, os dois protagonistas não revelam grande quimica juntos mas mesmo assim que serve na perfeição para divertir e passar um bom bocado. Gostei mas há melhores...

"São Valentim Sangrento / My Bloody Valentine"
(sábado 19)
 


Destaco ainda duas reposições interessantes:

"Event Horizon / Enigma do Horizonte"
(sábado 19 - exibição antes do estreante "São Valentim Sangrento")

Um valente filmaço sci-fi que vi no cinema quando estreou há uns bons anos atrás, e que se trata duma nave que “dobrava” o espaço-tempo e viajava entre pontos dimensionais e foi parar ao desconhecido (ao Inferno) e voltou (assombrada). É um dos meus filmes de culto.

"Repli-Kate"
(Domingo 20)
Uma comédia engraçada onde se usa a clonagem para fins muito pessoais e... hilariantes. Um good-feeling movie despreocupado.